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Archive for the ‘Diversos’ Category

Mais textos do Louis

Para quem continua se indagando, meus comentários sobre cinema continuam a todo vapor no Louis Tells It Like It Is (clique no nome para ser redirecionado). Espero todos lá!

 

Categorias:Diversos

Auld Lang Syne

31 dezembro 2010 7 comentários

Não sei como encerrar o ano sem recorrer às mensagens piegas, mas suponho que seja inevitável. Antes de deixar 2010 para trás com as promessas e expectativas de um Ano Novo formidável, finalizo a lista dos melhores do ano com o quadro de “medalhas” (ouro para primeira colocação nas categorias, prata para segunda, bronze para a terceira). Os filmes mais premiados foram, nessa ordem:

A Fita Branca: 3 ouros, 1 prata, 2 bronzes
A Lenda dos Guardiões: 3 ouros
A Rede Social: 2 ouros, 3 pratas, 1 bronze
A Origem: 1 ouro, 4 pratas, 1 bronze
A Jovem Rainha Vitória: 1 ouro, 2 pratas
Como Treinar Seu Dragão: 1 ouro, 1 prata
Direito de Amar: 1 ouro, 1 prata
O Segredo dos seus olhos: 1 ouro, 1 prata
Preciosa – Uma História de Esperança: 1 ouro, 1 bronze
As Melhores Coisas do Mundo: 1 ouro
Brilho de Uma Paixão: 1 ouro
Mother – A Busca Pela Verdade: 1 ouro
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus: 1 ouro
O Profeta: 1 ouro
Alice no País das Maravilhas: 1 prata, 1 bronze
Sherlock Holmes: 1 prata, 1 bronze
Minhas Mães e Meu Pai: 1 prata
Resident Evil 4 – Recomeço: 1 prata
Toy Story 3: 1 prata
Guerra ao Terror: 4 bronzes
Educação: 2 bronzes
Mary & Max – Uma Amizade Diferente: 1 bronze
O Mensageiro: 1 bronze
Onde Vivem os Monstros: 1 bronze
Shrek Para Sempre: 1 bronze
Um Homem Sério: 1 bronze

2010 foi um bom ano para o cinema (não só pelas estreias no Brasil, mas também por alguns filmes muito expressivos que ainda não entraram em cartaz). Também foi um ano excelente para mim em termos de crescimento pessoal. Poucas pessoas percebem, mas ter a vida profissional em ordem, uma boa relação com seus colegas, amizades que vicejam em toda parte, uma família que te apoia sempre – ainda que eu não a tenha por perto na frequência que gostaria -, um blog lindo (né?), e liberdade para fazer minhas próprias escolhas é, de fato, uma boa fase. Nem sempre reconheci os momentos felizes quando eles aconteciam. Antes, só me dava conta deles muito tempo depois, quando era tarde demais para degustar. Hoje, me permito apreciar a alegria de imediato e tenho até medo de me sentir tão vivo.

Em 2010, os acontecimentos positivos triunfaram em número e grau sobre aqueles que eu poderia ter evitado (e, mesmo os desagradáveis, percebo agora, foram necessários). Em 2011, quero levar as conquistas um degrau acima: chegou meu ano de concluir a faculdade, mergulhar de cabeça no TCC (notório por semear problemas e discórdia), pesar as próximas opções da minha carreira. Pretendo emendar uma pós no exterior – ou quem sabe um estágio, num desses programas fabulosos que te mandam pra Nova York e você é pago para ser feliz. Sei que, no rumo que estou agora, tudo o que eu almejar tem condições de dar certo, desde que eu me dedique de verdade.

Por isso, no começo do mês, tinha feito um post para notificar que o “Letters from Louis” encerraria o expediente no final de dezembro. Já estava difícil mantê-lo com a rotina atual, que dirá com o cronograma de 2011! Mas a paixão por cinema e séries de TV continua, é claro, assim como a necessidade de compartilhar minhas opiniões e ouvir a de vocês. Para isso, registrei o domínio “Louis Tells It Like It Is”, também no WordPress. Ali, vou publicar as resenhas de todos os filmes que assistir e tiver tempo de escrever (nas férias, serão vários; a partir do mês que vem, nem tantos). Não fica o compromisso de atualizar em base diária como neste aqui, mas vou fazer o possível para não deixar de lado. Qualquer atualização será notificada no meu Twitter, a quem ainda não me segue.

Talvez eu ainda use o “Letters” para minhas apostas nas premiações, ou para tecer algum comentário sobre um seriado. Ou, talvez, concentre tudo no blog novo. Ainda não sei exatamente como vai ser, mas acho que vai dar certo. Não vou aparecer por aqui nos próximos dias – para todos os efeitos, esse é o post de despedida -, mas espero por vocês na casa nova. Sou grato a esse espaço, que me possibilitou entrar em contato com tanta gente legal ao longo de um ano e nove meses, mais de 500 posts e cerca de 5000 comentários. Só que algumas coisas precisam acabar para outras começarem.

Em todo caso, aqui ficam meus votos de um próspero Ano Novo ao leitor.

Com amor,
Louis

Categorias:Cinema, Diversos

Malabarismo

1 dezembro 2010 11 comentários

Chegou dezembro, e com ele, algumas considerações de final de ano são necessárias. Vocês talvez tenham reparado que a frequência das atualizações no blog diminuiu nos últimos dias, mas vou dizer, não tem sido fácil. Aumentei minha carga de trabalho, estava (estou) finalizando projetos na faculdade e já começo a vislumbrar dramas de TCC que não deveria experimentar até 2011.

É aquela velha história: um homem de 90 kg tem que atravessar uma ponte levando três caixas de 5 kg cada uma. Mas a ponte não suporta um peso acima de 100. Como ele chegou do outro lado? Fazendo malabarismos, para que sempre uma das caixas fosse mantida no ar. Explicando a metáfora cafona: a ponte é a vida e as caixas, tudo com o que temos que lidar. Nós todos carregamos mais peso que podemos suportar e, durante todo esse tempo, tenho conseguido fazer malabares com todas as minhas obrigações e prazeres (o “Letters”, para deixar claro, se encaixa na segunda opção, já que é atualizado e estimulado como um hobby e uma terapia).

No momento, porém, acho que estou equilibrando mais caixas do que posso sustentar, e é com pesar que anuncio que este será o mês de encerramento do “Letters from Louis”. Aproveito que dezembro chegou para fazer as listas tradicionais de fim de ano, completar as páginas de séries e filmes, colocar, enfim, um ponto final digno e simétrico nesse espaço que me trouxe tanta luz e magia ao longo de um ano e oito meses.

Mas o vício por cinema e seriados continua, e claro que ainda vou querer compartilhar algumas opiniões com vocês. Então não me abandonem por completo, já que em 2011 ainda vão pipocar alguns posts por aqui (às vezes semanalmente, às vezes quinzenalmente, às vezes a cada dois meses; ou seja, quando as circunstâncias forem favoráveis). Até lá, vamos curtir dezembro como se não houvesse amanhã e aproveitar o clima das festas para agradecer pelo que passou e ansiar pelo que virá.

Love,

Louis

Categorias:Diversos

Sociedade do espetáculo

13 outubro 2010 6 comentários

E aí? Tá emocionado com o resgate dos 33 mineiros chilenos, retirados depois de mais de dois meses soterrados numa mina a 700 metros de profundidade? O mundo inteiro parou pra assistir à saída do primeiro mineiro (estima-se que 1 bilhão de pessoas tenha visto a transmissão em tempo real), neste verdadeiro evento coberto pela mídia com requintes de espetáculo. Brincamos sobre a possibilidade de uma versão hollywoodiana sobre o drama com final feliz – foi o que aconteceu com “O Resgate de Jessica”, clássico da sessão da Tarde dos anos 90, sobre uma garotinha de dois anos que caiu num poço estreito e foi salva depois de 58 horas, graças a uma operação de resgate revolucionária para os padrões da época.

 

O Resgate de Jéssica na vida real

 

O caso gerou tanta comoção nos Estados Unidos que centenas de cidadãos fizeram doações em nome da menina – hoje uma mulher feita, casada e mãe de filhos, que não tem lembranças do acidente. Quando completar 25 anos, Jessica McClure deve receber cerca de 1 milhão de dólares acumulados dessas doações. Outros envolvidos nesse desespero não tiveram a mesma sorte: os pais da garota, sufocados pela vigilância da comunidade após a repercussão nacional – e, a certo ponto, mundial – do ocorrido, mudaram-se para longe e eventualmente se separaram. O policial que desceu por um segundo túnel improvisado e resgatou Jessica por um espaço ínfimo teve seus 15 minutos de fama: foi condecorado, participou de inúmeros programas de televisão, recebeu uma carta assinada pelo Presidente e até um aperto de mão do Vice-Presidente. Mas os holofotes se apagaram eventualmente, mergulhando-o num estágio avançado de depressão que o levaria ao suicídio.

Acho que o frenesi acima dessas situações está atrelado à nossa cultura – em especial aqui no Ocidente, aonde a tragédia e a celebridade sempre foram muito ligados. E, quando o final é feliz, como é o caso dos mineiros resgatados, o efeito é multiplicado. Todos precisamos de uma catarse e costumamos nos agarrar àquelas que encontramos. Faz parte dessa nossa sociedade do espetáculo, e não tenha dúvidas de que, quando todos forem retirados da mina e devidamente examinados (pois problemas médicos e psicológicos vão aparecer, os instantâneos e os que virão à longo prazo, quando a euforia passar), serão pauta do Jornal Nacional e do Fantástico, filmados num alegre almoço comemorativo numa churrascaria. Serão fartamente indenizados pelo sofrimento, que poderia ter sido evitado se a mina tivesse as duas saídas obrigatórias, e poderão ou não abandonar a profissão, de acordo com as conveniências e os interesses (meu palpite é que estarão todos de volta às minas em pouco tempo).

 

Primeiro mineiro resgatado: 1 bilhão de espectadores

 

É irônico pensar que os momentos – nesse caso, dias que se transformaram em semanas que se tornaram meses – mais aflitivos da vida de um homem – ou de trinte e três – serão, também, os mais especiais, únicos e dignos de atenção que eles terão. Enquanto isso, executivos de Hollywood já devem ter escalado, de cabeça, um elenco de ascendência latina para viver os trabalhadores enquanto personagens de cinema. E eu, com os olhos marejados, paro para fazer este texto, na tentativa de rastrear as origens das minhas lágrimas.

Categorias:Diversos

Weekly Stitches #10

6 outubro 2010 4 comentários

Orgulhosamente anuncio que, nessa semana de eleições, prossegui com a minha vidinha regada à filmes, músicas e séries de TV, com base na qual montei o Weekly Stitches abaixo:

Música:

“Ghost in the Machine” – B.o.B.
Descoberta no segundo episódio da nova temporada de “Gossip Girl”. Para botar no iPod e ouvir no repeat.

Filme:

Jerry Maguire
Não que “Jerry Maguire” seja um grande filme, mas é realmente delicioso e foi dirigido pelo querido Cameron Crowe, o mesmo que baseou “Quase Famosos” em suas lembranças da adolescência (e eu amo “Quase Famosos” com todo meu coração). “Jerry Maguire” tem uma trilha legal, uma performance inspirada de Tom Cruise, uma Renee Zellweger encantadora antes das aplicações de botóx, e o menininho mais fofo da vida, Jonathan Lipnicki. Também tem Cuba Gooding Jr na interpretação que lhe rendeu o Oscar e um roteiro cheio de diálogos preciosos (frases como “Show me the money!”, “You complete me” e “You had me at hello” foram instantaneamente eternizadas). O filme é a cara dos anos 90, época em que os Estados Unidos ainda eram donos do mundo, mas é muito doce e uplifting em seu balanço final.

Série:

The Wire
Tenho sorte de não ter visto todos os episódios de “The Wire” – só tinha assistido a última temporada, antes de resolver baixar para ver tudo direitinho. Desbravando as temporadas anteriores, posso afirmar que é uma das melhores séries já produzidas, no mesmo nível assombroso de “Sopranos” e derivados. É sobre policiais de Baltimore que estão meio em baixa na carreira, mas que decidem arregaçar as mangas e mostrar resultados. Cada temporada é focada numa mazela diferente da cidade, tida como a mais violenta dos Estados Unidos. Extremamente realista e envolvente, mesmo sem os artifícios sensacionalistas das séries policiais tradicionais (observe que não tem trilha sonora; as poucas canções partem sempre de algum lugar, como o rádio). Infelizmente, como é pouco badalada no Brasil, é difícil de achar até mesmo para download. Mas, para os fãs de seriados, é obrigatória.

Citação:

“Há uma linha tênue entre pescar e ficar parado no barranco igual a um idiota” (Steven Wright)

Até semana que vem!

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV

Weekly Stitches #9

29 setembro 2010 3 comentários

Depois de duas semanas sem um Weekly Stitches, faço uma nova seleção de músicas, filmes, seriados e tudo o mais que tenho acompanhado ultimamente:

Música:

“UPular Remix” – Pogo
Olha que gracinha esse remix com cenas da animação da Pixar “Up – Altas Aventuras”. Poderia ver e ouvir isso o dia inteiro!

Filme:

Preciosa – Uma História de Esperança
Não sou grande apreciador de “Precious” e já falei tudo o que tinha pra ser dito sobre o filme na época do lançamento e do Oscar. Mas sempre reconheci suas qualidades mais evidentes, como a atuação assombrosa de Mo’Nique. Revendo a cena abaixo no YouTube, não tinha como não compartilhá-la aqui.

Série:

Dexter
As duas primeiras temporadas de “Dexter” foram excepcionais, a terceira e a quarta tiveram seus altos e baixos, e essa quinta, ao que tudo indica, colocará a série de volta aos trilhos. O season premiere que o Showtime exibiu neste domingo – batendo recordes de audiência com a transmissão – soube resolver o gancho da temporada anterior (a morte da esposa do protagonista, uma das personagens mais substanciais do programa) e sugeriu tramas interessantes (Michael C. Hall deu um show e soube ilustrar todos os conflitos internos de Dexter, que evoluiu muito desde o início, mas continua profundamente danificado).

Vício:

Harry Potter
Se não é verdade que a série “Harry Potter” vai ficando melhor ao longo dos anos (o terceiro filme é superior ao quarto e ao quinto, por exemplo), ao menos é fato consumado que, quando o assunto é trailer, eles nunca param de se superar. Custa pouco para os fãs se arrepiarem, mas o novo trailer de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, a primeira parte do final épico que estreia em novembro, é de empolgar até quem desdenha ou ignora a saga. Já vi umas quinze vezes, já pausei cada frame, já favoritei gifs de cenas apresentadas e tudo mais. Fã? Imagina.

E por aí vai…

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV

Weekly Stitches #8

15 setembro 2010 6 comentários

Música:

“Stop Crying Your Heart Out” – Oasis
Porque ontem passou “Efeito Borboleta”, o primeiro, no TeleCine Action, e essa música do Oasis casa tão lindamente com a cena e os créditos finais que eu me sinto na obrigação de colocá-la aqui.

Filme:

Army of Darkness
A terceira parte da trilogia Evil Dead. Não sei como se chama no Brasil, porque eles fizeram a maior confusão e traduziram diferente o título dos dois primeiros, apesar de ser continuação. Mas é imperdivel, dirigido por Sam Raimi muito antes de “Homem Aranha”, e combinando comédia e gore como poucos filmes conseguiram. O protagonista Bruce Campbell é um canastrão de marca maior, e isso cai como uma luva ao personagem Ash, um sujeito desbocado e bad-ass que profere algumas das frases mais épicas do Cinema.

Série:

Party Down
Tinha gostado, ainda que moderadamente, da comédia “Party Down”, quando vi a primeira temporada no ano passado. Ela mostra o lado menos glamuroso de Hollywood, daqueles artistas frustrados que não deram certo e nunca darão. Para se sustentar, fazem bico num buffet, trabalhando como garçons. São infelizes, mas todo o desconforto e o constrangimento de suas vidas são explorados pelo lado cômico (uma comédia da humilhação como aquelas que Ricky Gervais está acostumado a fazer). Vi com atraso a segunda temporada e confirmo que é uma ótima comédia para adultos, com excelentes atores (Jane Lynch, que abandonou a série na primeira temporada por conta de “Glee”, foi substituída por Megan Mullally, mas retorna numa hilária participação) e uma equipe muito bacana por trás (Paul Rudd é um dos criadores, e Rob Thomas, a mente por trás de “Veronica Mars”, assina vários episódios, tendo trazido muita gente de “Veronica” junto com ele).

Vício:

Temaki
Comida japonesa é um gosto adquirido – é normal que você pense em vomitar quando experimenta pela primeira vez, mas vai acostumando o paladar gradualmente, até o ponto de se viciar e ter que comer pelo menos uma vez por semana. Como de tudo um pouco, mas meu favorito é o temaki com cream cheese. Sem cebolinha, por favor!

Vou lá almoçar num rodízio japa e ser feliz. Be safe!

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV