Arquivo

Archive for the ‘Música’ Category

Monthly Stitches

25 novembro 2010 6 comentários

Percebi que faz muito tempo que não faço um Weekly Stitches por aqui e resolvi montar um bem grandinho para compensar pelas semanas perdidas. Vamos lá…

– Música –

“Down by the Water” – The Drums

Se “Gossip Girl” não chega exatamente a prestar, pelo menos sempre me apresenta a alguma música boa, tipo essa aí, que eu tenho ouvido sem parar.

.

“Cabaret” – Natasha Richardson

Como fã de teatro musical, eu gosto de showtunes, baixo álbuns originais da Broadway e tal. Mas não tinha tido muito contato com a trilha do revival de “Cabaret”, dirigido pelo Sam Mendes antes de “Beleza Americana” com a falecida Natasha Richardson como Sally Bowles. Andei vendo uns vídeos e a versão dela pra personagem era super diferente, meio trabalhada no padê. E, desse jeitinho, acabou ficando bem interessante. Aí vai a redenção da melhor canção.

.

“O’ Children” – Nick Cave

A música que Harry e Hermione dançam em “As Relíquias da Morte”. Enough said.

.

“Dog Days Are Over” – Florence and the Machine

Uma das mais canções gostosas da Rainha.

.

– Filmes –

“Inception”

Depois que o assisti dez vezes (literalmente) nos cinemas, saiu na rede em qualidade de DVD, e claro que já está salvo aqui no meu laptop. Nos últimos meses minha animação com o filme foi passando. Não muito, mas um pouco. Mas bastou rever pra todo o amor e a paixão voltarem com força total.

.

“Jovens Bruxas”

Lembro que eu adorava esse filme há uns dez anos e achava até um pouquinho assustador. Não é, é super bobinho, mas as quatro amigas praticantes de magia tem uma química legal e a Fairuza Balk está incrível.

.

– Séries –

“Doctor Who”

Estou descobrindo essa série inglesa criada há 47 anos! Ficou parada por uns quinze anos antes de ganhar um reboot, que na verdade é uma espécie de continuação, já que o Doctor do título – um alienígena capaz de se deslocar por tempo e espaço, resolvendo problemas de todas as civilizações – é capaz de assumir uma nova forma humana sempre que o ator principal precisa ser substituído (porque, né, ninguém fica no mesmo papel por tanto tempo, com exceção do pessoal das novelas americanas). “Doctor Who” é uma produção inglesa e, curiosamente, endereçado ao público infantil, embora sua base de seguidores envolva todas as idades.

.

“Six Feet Under”

Dessa eu revi o último episódio, pra mim o melhor desfecho para qualquer série já produzida. É um final lindo, mas bicas triste. Eu quero muito chorar de novo só de lembrar, mas estou me segurando. Mais não digo, em consideração ao leitor que ainda não assistiu a esse primor (tá esperando o quê?).

.

“Firefly”

Baixei e vou começar a ver um dos únicos trabalhos de Joss Whedon que eu ainda não conheço. “Firefly” durou só catorze episódios e até agora eu só vi o primeiro, que é praticamente um filme e tem uma hora e meia de duração. É genial demais e eu fico triste por saber que não vingou.

.

– Livro –

Oprah: Uma Biografia” – Kitty Kelley

Fiz uma leitura dinâmica dia desses na Fnac da polêmica biografia não-autorizada de Oprah Winfrey, a apresentadora mais famosa dos Estados Unidos e uma das personalidades blacks mais influentes do mundo. A autora fez uma pesquisa extensa e chegou à essência dessa figura, que exagera nos relatos da infância sofrida para angariar a simpatia do público e que, antes de uma celebridade admirada pelas ações filantrópicas, é uma mulher complicada e de temperamento nada maleável. Recomendo.

.

– Vício –

“Avenida Q”

Desde que retornou aos palcos paulistanos – com elenco bem melhor do que poderíamos esperar – tenho revisto sempre que possível. Uma canja para os leigos:

 

E vocês, como vão?

Anúncios
Categorias:Cinema, Literatura, Música

Au, au, au. Hi-ho hi-ho. Miau, miau, miau. Cocorocó.

10 outubro 2010 7 comentários

O Dia das Crianças está chegando, e sei que faz um tempinho que eu deixei de ser criança e que provavelmente meu pobre blog não tem nenhum leitor nessa faixa etária, mas queria aproveitar essa oportunidade – porque não terei melhores no futuro – para comentar sobre aquele que, para mim, é o melhor trabalho já realizado no Brasil para o público infantil. Me refiro à adaptação genial que Chico Buarque fez das músicas de Luiz Henriquez e Sérgio Bardotti, para o que seria uma repaginada do conto alemão “Os Músicos de Bremen”, sobre um burro, um cachorro, uma galinha e um gato que formam uma excêntrica banda musical.

Com o nome “Os Saltimbancos” e ambientação totalmente brasileira, estreou como peça de teatro em 1972, no Rio de Janeiro, numa montagem legendária (Marieta Severo era a gata, Miúcha era a galinha, Pedro Paulo Rangel era o cachorro e Grande Otelo era o jumento). Obviamente, eu só viria ao mundo muitos anos depois, mas conheci as músicas desde pequenininho, porque ganhei o CD de presente de uma tia num dos meus primeiros aniversários. A versão que ficou eternizada teve colaboração de MPB4 e de Nara Leão – ela, aliás, faz a vez da gata, desempenhando aquela famosa canção de refrão “Nós gatos já nascemos pobres, porém, já nascemos livres”. Os Trapalhões também fariam um filme em cima disso, com Lucinha Lins no papel.

Deve ser a peça infantil mais famosa do país, ganhando vários revivals oficiais e tantos outras montagens amadoras. Se você tem filho, sobrinho, afilhado ou qualquer vínculo com criança pequena, recomendo muito que lhes dêem “Os Saltimbancos” em CD nessa data especial. Vá moldando as mentes dos pimpolhos com cultura desde muito cedo. Veja como funcionou comigo!

Categorias:Música

Weekly Stitches #10

6 outubro 2010 4 comentários

Orgulhosamente anuncio que, nessa semana de eleições, prossegui com a minha vidinha regada à filmes, músicas e séries de TV, com base na qual montei o Weekly Stitches abaixo:

Música:

“Ghost in the Machine” – B.o.B.
Descoberta no segundo episódio da nova temporada de “Gossip Girl”. Para botar no iPod e ouvir no repeat.

Filme:

Jerry Maguire
Não que “Jerry Maguire” seja um grande filme, mas é realmente delicioso e foi dirigido pelo querido Cameron Crowe, o mesmo que baseou “Quase Famosos” em suas lembranças da adolescência (e eu amo “Quase Famosos” com todo meu coração). “Jerry Maguire” tem uma trilha legal, uma performance inspirada de Tom Cruise, uma Renee Zellweger encantadora antes das aplicações de botóx, e o menininho mais fofo da vida, Jonathan Lipnicki. Também tem Cuba Gooding Jr na interpretação que lhe rendeu o Oscar e um roteiro cheio de diálogos preciosos (frases como “Show me the money!”, “You complete me” e “You had me at hello” foram instantaneamente eternizadas). O filme é a cara dos anos 90, época em que os Estados Unidos ainda eram donos do mundo, mas é muito doce e uplifting em seu balanço final.

Série:

The Wire
Tenho sorte de não ter visto todos os episódios de “The Wire” – só tinha assistido a última temporada, antes de resolver baixar para ver tudo direitinho. Desbravando as temporadas anteriores, posso afirmar que é uma das melhores séries já produzidas, no mesmo nível assombroso de “Sopranos” e derivados. É sobre policiais de Baltimore que estão meio em baixa na carreira, mas que decidem arregaçar as mangas e mostrar resultados. Cada temporada é focada numa mazela diferente da cidade, tida como a mais violenta dos Estados Unidos. Extremamente realista e envolvente, mesmo sem os artifícios sensacionalistas das séries policiais tradicionais (observe que não tem trilha sonora; as poucas canções partem sempre de algum lugar, como o rádio). Infelizmente, como é pouco badalada no Brasil, é difícil de achar até mesmo para download. Mas, para os fãs de seriados, é obrigatória.

Citação:

“Há uma linha tênue entre pescar e ficar parado no barranco igual a um idiota” (Steven Wright)

Até semana que vem!

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV

Weekly Stitches #9

29 setembro 2010 3 comentários

Depois de duas semanas sem um Weekly Stitches, faço uma nova seleção de músicas, filmes, seriados e tudo o mais que tenho acompanhado ultimamente:

Música:

“UPular Remix” – Pogo
Olha que gracinha esse remix com cenas da animação da Pixar “Up – Altas Aventuras”. Poderia ver e ouvir isso o dia inteiro!

Filme:

Preciosa – Uma História de Esperança
Não sou grande apreciador de “Precious” e já falei tudo o que tinha pra ser dito sobre o filme na época do lançamento e do Oscar. Mas sempre reconheci suas qualidades mais evidentes, como a atuação assombrosa de Mo’Nique. Revendo a cena abaixo no YouTube, não tinha como não compartilhá-la aqui.

Série:

Dexter
As duas primeiras temporadas de “Dexter” foram excepcionais, a terceira e a quarta tiveram seus altos e baixos, e essa quinta, ao que tudo indica, colocará a série de volta aos trilhos. O season premiere que o Showtime exibiu neste domingo – batendo recordes de audiência com a transmissão – soube resolver o gancho da temporada anterior (a morte da esposa do protagonista, uma das personagens mais substanciais do programa) e sugeriu tramas interessantes (Michael C. Hall deu um show e soube ilustrar todos os conflitos internos de Dexter, que evoluiu muito desde o início, mas continua profundamente danificado).

Vício:

Harry Potter
Se não é verdade que a série “Harry Potter” vai ficando melhor ao longo dos anos (o terceiro filme é superior ao quarto e ao quinto, por exemplo), ao menos é fato consumado que, quando o assunto é trailer, eles nunca param de se superar. Custa pouco para os fãs se arrepiarem, mas o novo trailer de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, a primeira parte do final épico que estreia em novembro, é de empolgar até quem desdenha ou ignora a saga. Já vi umas quinze vezes, já pausei cada frame, já favoritei gifs de cenas apresentadas e tudo mais. Fã? Imagina.

E por aí vai…

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV

Weekly Stitches #8

15 setembro 2010 6 comentários

Música:

“Stop Crying Your Heart Out” – Oasis
Porque ontem passou “Efeito Borboleta”, o primeiro, no TeleCine Action, e essa música do Oasis casa tão lindamente com a cena e os créditos finais que eu me sinto na obrigação de colocá-la aqui.

Filme:

Army of Darkness
A terceira parte da trilogia Evil Dead. Não sei como se chama no Brasil, porque eles fizeram a maior confusão e traduziram diferente o título dos dois primeiros, apesar de ser continuação. Mas é imperdivel, dirigido por Sam Raimi muito antes de “Homem Aranha”, e combinando comédia e gore como poucos filmes conseguiram. O protagonista Bruce Campbell é um canastrão de marca maior, e isso cai como uma luva ao personagem Ash, um sujeito desbocado e bad-ass que profere algumas das frases mais épicas do Cinema.

Série:

Party Down
Tinha gostado, ainda que moderadamente, da comédia “Party Down”, quando vi a primeira temporada no ano passado. Ela mostra o lado menos glamuroso de Hollywood, daqueles artistas frustrados que não deram certo e nunca darão. Para se sustentar, fazem bico num buffet, trabalhando como garçons. São infelizes, mas todo o desconforto e o constrangimento de suas vidas são explorados pelo lado cômico (uma comédia da humilhação como aquelas que Ricky Gervais está acostumado a fazer). Vi com atraso a segunda temporada e confirmo que é uma ótima comédia para adultos, com excelentes atores (Jane Lynch, que abandonou a série na primeira temporada por conta de “Glee”, foi substituída por Megan Mullally, mas retorna numa hilária participação) e uma equipe muito bacana por trás (Paul Rudd é um dos criadores, e Rob Thomas, a mente por trás de “Veronica Mars”, assina vários episódios, tendo trazido muita gente de “Veronica” junto com ele).

Vício:

Temaki
Comida japonesa é um gosto adquirido – é normal que você pense em vomitar quando experimenta pela primeira vez, mas vai acostumando o paladar gradualmente, até o ponto de se viciar e ter que comer pelo menos uma vez por semana. Como de tudo um pouco, mas meu favorito é o temaki com cream cheese. Sem cebolinha, por favor!

Vou lá almoçar num rodízio japa e ser feliz. Be safe!

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV

A música de hoje

13 setembro 2010 9 comentários

Não sou tão ligado em música quanto sou em cinema e séries de TV, o que talvez justifique a minha indiferença às premiações como os Grammy Awards ou os Video Music Awards. Dito isso, assisti à edição deste ano do VMA, que aconteceu ontem nos Estados Unidos, e devo fazer algumas considerações. O prêmio é realizado anualmente pela MTV, com o intuito de premiar os videoclipes de maior destaque da temporada – só que as estatuetas são distribuídas de acordo com o voto popular, e todos sabemos que na música, mais do que em qualquer outro ramo, a vendagem quase nunca é sinônimo de qualidade.

Não quero pagar de superior ao restante da humanidade, como se o meu gosto fosse refinado e erudito enquanto todos os demais se contentam com merda. Pelo contrário: gosto de muitas das canções que fazem a alegria das noites contemporâneas. Até a Lady Gaga, que foi a grande vencedora do VMA (com a distinção de Videoclipe Feminino e Video do Ano por “Bad Romance”, entre outros), tem pontos a seu favor: ela pode ser fruto de estúdio, mas conseguiu desenvolver uma personagem e se manter fiel à ela, chamando a atenção pelas roupas extravagantes que parecem ter sido desenhadas por carnavalescos, e pela postura de quem está se lixando para o que acham dela (fórmula infalível para cair nas graças do público gay, que a coloca num pedestal).

Só que, para meu gosto pessoal, essas músicas para soltar à franga na balada não tem muito a dizer. Primeiro porque não sou baladeiro – é um aspecto indelével da minha personalidade, e eu super acredito que algumas pessoas nascem predestinadas a se sentir confortáveis nessas situações, enquanto outras só querem saber de paz e sossego. E segundo porque músicas dançantes costumam ter um ritmo e uma batida muito característicos, que se transformam na identidade daquela obra, e desviam a atenção da letra, que é o que realmente me interessa. Ou seja, o conteúdo é secundário, de modo que não consigo apreciar por completo, mesmo me contentando com a proposta (ser uma canção contagiante e uplifiting). Isso não impede que canções inesquecíveis partam desse nicho, como muitas do repertório da Madonna, que é Rainha do pop e sempre estará um nível acima dos meros mortais. Porém, o que se ouve hoje em dia (da própria Gaga, inclusive) parece mais um pastiche do que já se ouvia nos anos 80 e menos uma conquista artística com méritos individuais.

Logo, dos finalistas ao VMA, 90% eram performers que eu ignoro, desconheço ou desprezo, e os 10% restantes pareciam deslocados em meio a tanta banalidade. Fico feliz por Florence + the Machine, que teve bala na agulha para se apresentar numa festa de cobras criadas. Aliás, Florence Walsh, que tem uma das vozes mais impressionantes da atualidade, confiou no gogó e fez uma apresentação que, perto de micagens como a de Justin Bieber apelando para o playback, se tornou um dos pontos altos da noite. Além disso, Florence foi a primeira banda em muito tempo que eu peguei pra gostar, virar fã assumido e conhecer as músicas de frente para trás (estou fazendo o mesmo agora com Passion Pit). Também gostei da apresentação do Kanye West, que se redimiu com o público depois de ter arrancado o microfone da Taylor Swift na edição do ano passado (o tempo provou que ele estava certo em fazer o que fez, já que a menina é realmente chatinha e adora posar de magoada).

Resumo da ópera: acho melhor me ater ao Oscar, ao Emmy e ao Globo de Ouro, ao invés de dar pitaco em premiações que não são pro meu bico.

Categorias:Música, Premiações

Weekly Stitches #7

8 setembro 2010 5 comentários

Música:

“Moth’s Wings” – Passion Pit
Estou bicas viciado nessa música, que eu descobri no final de um episódio de “Big Love”, para só depois perceber que já tinha sido apresentado à banda por uma amiga.

Série:

Mad Men
Impossível não mencionar “Mad Men” neste Weekly Stitches, porque o episódio que foi ao ar nos Estados Unidos neste Domingo – “The Suitcase”, o sétimo da quarta temporada – foi o melhor da série até então (o que não é dizer pouco, considerando o elevado padrão de qualidade), e um dos melhores que eu já vi na vida. Foi quase inteiramente centrado no Don e na Peggy, ambos trancafiados no escritório tentando terminar um job dentro do prazo. Obviamente, os dois acabam se abrindo um com o outro, já que a Peggy está fazendo aniversário e contemplando as opções que fez pra sua vida, e Don se deu conta de que a única pessoa que realmente o conhece (a esposa do verdadeiro Don Draper, cuja identidade ele assumiu após a guerra) acaba de falecer. Texto impecável e atuações fantásticas de Jon Hamm e Elisabeth Moss, que foram um degrau acima de tudo o que tinham feito antes.

Filme:

Heathers
Recuso-me a chamar pelo título nacional, o péssimo “Atração Mortal”. Essa comédia de humor negro e suspense do final da década de 80 se tornou um dos filmes mais cultuados de todos os tempos, e com todos os méritos. É ousada, engraçada, corajosa, e fonte óbvia de inspiração para outras fitas do gênero (“Meninas Malvadas”, por exemplo, parece ter sugado daqui toda a sua premissa). Em sua essência, “Heathers” é um filme teen sobre uma garota (Winona Ryder) que, junto de um aluno novato por quem fica apaixonada (Christian Slater, no auge do sex appeal), começa a matar os alunos populares da escola e faz parecer que foi suicídio. Há leituras complementares, como a crítica ácida ao sistema de castas que rege os colégios americanos, mas é, em geral, um filme muito cool, para ver sem qualquer julgamento.

Vício:

Tumblr
Demorei pra criar um tumblr, e só o fiz por insistência de uma amiga, porque não entendia direito como o negócio funcionava. Acontece que é mais fácil do que eu pensava, e realmente viciante, já que tem umas coisas muito boas que você pode compartilhar com um simples clique (e é bom poder emprestar a criatividade dos outros de vez em quando). Meu tumblr já está no ar e se chama The Pictures Got Small. Visite!

Até semana que vem!

Categorias:Cinema, Diversos, Música, TV