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Archive for setembro \30\UTC 2009

Séries que ficaram

30 setembro 2009 8 comentários

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Até hoje eu não assisti a todos os episódios de “Gilmore Girls”, e pretendo continuar desse jeito até quando for possível. É sempre uma delícia ligar a TV à tarde e encontrar um episódio inédito (só para mim, dá licença?) de uma das minhas séries mais queridas. Tudo bem que as últimas temporadas foram fracas, que depois que a April-filha-do-Luke apareceu só o que eu conseguia pensar era que alguém precisava refazer com urgência aquele teste de DNA caseiro, que Lorelai com Christopher foi pura enrolação (em pensar que eu torci pelo casal no começo – como fui burro!), e que Rory e Logan formavam um par de dar azia. Sério, como puderam errar tanto? Ok, já sabemos a resposta: a mãe da série, Amy Sherman-Palladino, abandonou o barco depois da sexta temporada (e ao que parece, não saiu, “foi saída”), então já era esperado que o programa desse umas descambadas (e sejamos justos, já tinha uns episódios ruinzinhos enquanto a Amy estava à frente do show). Mas lá pelos anos iniciais, quando ainda era uma das séries mais bem escritas no ar e quando Lauren Graham dava show em todo episódio (sem nunca – você leu direito, NUNCA – ter sido indicada ao Emmy pelo desempenho), “Gilmore Girls” fazia por merecer toda a badalação. Série linda!

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No mesmo esquema, ainda não vi tudo que tem pra ser visto de “My So-Called Life”, ou “Minha Vida de Cão”, com Claire Danes na flor da adolescência. Durou uma única temporada, e me alegra saber que ainda tenho três ou quatro capítulos fresquinhos e inassistidos. Claire interpretava uma garota comum, daquelas que conhecemos e até fazemos amizade durante o primário, mas que depois que cresce tinge o cabelo e começa a andar com outra turma (no caso, a personagem Angela pintava o cabelo de vermelho, cor que caiu bem à Danes, e se aproximava de uma moça desvirtuada e um latino afeminado). Tinha também uma paixonite por Jordan Catalano (um Jared Leto em início de carreira). Com “Anos Incríveis” é a mesma coisa. A série faz parte da minha vida e me lembro de várias passagens com saudosismo, mas perdi muita coisa e acho bom. Fui correr com “Freaks and Geeks” e “Joan of Arcadia” e veja no que deu: terminei tudo num instante e estou condenado a assistir reprises por toda a eternidade. Judiação!

P.S.: Faltou dizer no post anterior que o David Archuletta do “American Idol” é o gêmeo perdido do Godric, o velho vampiro teen de “True Blood”.

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A pequena Meredith

29 setembro 2009 8 comentários

Não vá assistir “Ele Não Está Tão A Fim de Você” pensando que o elenco estelar é sinal de que esta será mais do que uma comédia romântica ordinária. Não é. É outra bobagem previsível, irritante e entupida de clichês. O roteiro é tão pavoroso que nem a fama, a beleza e o carisma de Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Drew Barrymore e Scarlett Johansson conseguem evitar o desastre. Nem a encantadora Ginnifer Goodwin como narradora consegue conferir um pouco de dignidade. Nem os talentosos Kevin Connolly e Justin Long, se esforçando para defender o núcleo masculino, surtem algum efeito. Nem o sex-appeal de Bradley Cooper é bem aproveitado. E Ben Affleck… Bom, este conseguiu aderir outra bobagem para uma carreira já apinhada delas.

Muito longo para uma fita do gênero (são mais de duas horas de metragem), “Ele Não Está…” é fraco em todos os conflitos que tenta criar para todas as suas múltiplas tramas. Os personagens são rasos como pires, sem exceção. O pior é que os atores parecem estar cientes disso e também estão constrangidos (não tem nada pior do que assistir um filme com atores tão visivelmente deslocados). As piadas são um fiasco. Todas. A única capaz de fazer rir, pasmem, está no trailer – ou seja, já vemos sabendo o desfecho e não achamos a mínima graça. Outro blefe do diretor Ken Kwapis, do também péssimo “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante” (que ao menos contava com o novo amor da minha vida Amber Tamblyn).

No entanto, o que me faz regastar este post (escrito na época do lançamento do filme nos cinemas brasileiros), além da minha assumida dificuldade de conciliar o blog com a agenda lotada, é chamar a atenção para a menininha que aparece no começo. Diz se ela não é a cara da Ellen Pompeo, a Meredith de “Grey’s Anatomy” (ou como ela seria quarenta anos atrás)?

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Idêntica, né? Se souber de mais alguns gêmeos separados no nascimento, escreve pra mim contando. Só não vale os óbvios, tipo Helen Hunt e Leelee Sobieski ou Daiane dos Santos e Sharlene da “Família Dinossauro”.  E já me lembrei de John Cameron Mitchell e Rachel Griffiths.

.:. Ele Não Está Tão A Fim de Você (He Is Not That Into You, 2009, dirigido por Ken Kwapis). Cotação: C-

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Chitchat

28 setembro 2009 5 comentários

Dia cheio, sem tempo para um post bonitinho e caprichado. Mas vamos a um papo informal porque assunto é o que não falta:

– Quero manifestar de uma vez por todas o meu amor por “Quem Quer Ser um Milionário?”. Não adianta xingar e espernear. Cada Oscar que o filme levou foi merecido. Endosso as estatuetas uma a uma, mesmo depois de tê-lo assistido pela oitava vez. “O Curioso Caso de Benjamin Button”, esse sim, só faz cair no meu conceito. E olha que o ponto de partida da trama do bebê idoso é muito mais inventivo e interessante que o do favelado. Não é sempre que o pobre-de-encardir-chinelo dá certo no cinema. E este, meus amigos, é um vencedor.

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– Se você ainda não me segue no Twitter (neste caso, não sei nem o que está fazendo aqui neste blog), não sabe o que achei da nova série animada do Seth MacFarlane, a mente genial por trás de “Family Guy” e “American Dad” (e não por acaso, o roteirista mais bem pago do mundo, com um contrato com a FOX que excede os U$100 milhões). “The Cleveland Show” é o spin-off com o melhor amigo negro do Peter Griffin. No mesmo esquema de “Family Guy” e “American Dad” (que por sua vez, são extremamente similares à “Os Simpsons”, apenas com piadas mais sujas e corajosas), há uma família absurda. Um pai lesado, uma mãe indiferente, uma filha adolescente, um garoto bocó, e um caçula precoce. Além, é claro, de animais falantes! (Em “Family Guy” é o cachorro, em “American Dad” é o peixe, e em “The Cleveland Show” é uma família de ursos que moram na casa ao lado). E aquela esculhambação gratuita intercalada à trama na maior malícia também está presente (a zoação com a Dolly Parton é de chorar de rir). O Piloto em si é divertidíssimo, e ainda tem potencial pra melhorar. Entrementes, “Family Guy” retornou com outro episódio tão brilhante quanto seu criador. Go Seth MacF!

– Aliás, Seth vai ter um papel recorrente na série “FlashForward”, que estão chamando de “novo ‘Lost'”. Pelo Piloto merece a comparação (é uma ficção científica intrigante sobre um surto planetário – o mundo inteiro desmaia por dois minutos e tem, nesse meio-tempo, flashs do futuro). Mas não vamos nos esquecer de que “Heroes” também estreou alardeado como o sucessor dos mistérios da ilha, e todos sabemos a porcaria que anda aquilo. De qualquer forma, dê uma olhada. Joseph Fiennes, irmão de Ralph, protagoniza.

– Tudo a ver com televisão: sabe quem encontrei no ônibus? A Suzete do extinto programa do João Kleber “Eu Vi na TV”. Ela estava sempre na plateia xingando as namoradas vadias de “proxtituta da Auguxta”. Fiquei na dúvida se era a mesma e não uma sósia ou irmã gêmea – mas foi só ela começar a falar no celular com seu inconfundível “sutaque” para eu ter certeza.

– Segunda-feira é o dia mais abarrotado de séries, afe. E todas ótimas.

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Com muito prazer!

27 setembro 2009 5 comentários

“Jogando com Prazer” tem as cenas de nudez mais generosas que Ashton Kutcher já protagonizou, mas num resumo geral é bem dispensável. É uma comédia romântica apimentada, com atores bonitos e fotogênicos, onde até a quase coroa Anne Heche se garante frente às mocinhas mais jovens. Ganha pontos por um desfecho pouco convencional, mas também incomoda pela preguiça do roteirista (que apela para clichês óbvios, a serem abordados mais adiante) e pelas taras mal disfarçadas do diretor (basta reparar em quantas vezes os pés de Ashton aparecem para ter certeza de que estamos diante de um podólatra).

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Na trama, um garanhão (Ashton, também produtor do longa) perambula por Los Angeles seduzindo mulheres ricas e se encostando na casa delas – até elas sacarem qual é a dele a o forçarem a procurar um novo alvo. É o que acontece com a personagem de Heche, que o leva para a sua mansão – onde transam feito coelhos – e o mima com luxos e presentes. Mas ele tem seus rolos ocasionais, e um deles, com a garçonete de uma cafeteria (a insossa Margarita Levieva), começa a ficar sério. Só não contava com o fato de que a moça também é trambiqueira, e que planeja tirar vantagem dele porque desconfia que é bem de vida. A partir daí há algumas saídas criativas e outras nem tanto. Algumas das previsíveis dá para encarar com simpatia. É absurdo, por exemplo, o quanto Kutcher pende para a canastrice, mas quando temos em mente que o papel pede por uma abordagem safada, perdoamos e até desfrutamos junto dele, no que certamente foi uma experiência divertida e descontraída (alguém mais acha bacana quando fica evidente que o elenco curtiu à beça as filmagens? Eu adoro! Sinto que me dá um motivo para aproveitar o filme sem culpa).

O que eu não aguento de jeito nenhum são as soluções bocós. Vejam só o horror que é a cena em que Kutcher e Heche jogam as cartas na mesa. Ela diz: “Um dia sua beleza vai desaparecer. Você só é bonito, não é charmoso ou interessante. Você é um gigolô vazio!”. Ele escuta calado e faz uma cara de “Nossa, é mesmo. Fiquei mal. Deixe-me sozinho”. Faça-me o favor! Costumo tomar os filmes por aquilo que propõe, mas mesmo que este não se proponha a ser uma revolução do gênero, não dá pra aplaudir a falta de criatividade. Bota essa cabecinha pra funcionar, roteirista! (O nome do cara é Jason Hall, e consta em sua ficha no IMDb que este é seu roteiro de estreia – percebe-se!) Ou seja, se essas convenções bobinhas não são pra você, não insista: “Jogando com Prazer” vai te dar nos nervos. Mas se sua vontade de conferir a comissão de trás do Sr. Demi Moore é mais forte, vai lá.

.:. Jogando com Prazer (Spread, 2009, dirigido por David Mackenzie). Cotação: C+

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Tudo o que você sempre quis saber sobre o Oscar

26 setembro 2009 8 comentários

Acho que vale a pena deixar registrado no Letters from Louis este lindo post que eu tinha escrito e publicado no blog antigo. Um presente para os fãs dos shows de premiação: 101 curiosidades (úteis ou não) sobre o Oscar. Não se preocupe, não vou te chamar de babaca sem vida social caso se interesse por isso. Até porque, se vida social fosse uma opção, eu não teria reunido tanta coisa. Pegue seu prato de bergamota, sente-se diante do computador e divirta-se!

1. Desde 1936, a Price Waterhouse and Company (empresa de auditoria) é a firma responsável pela contagem dos votos e, por tabela, também é a grande guardiã dos envelopes.

2. Em 1941 foi estabelecida a criação dos envelopes selados. Antes disso os vencedores eram anunciados previamente à imprensa por causa do horário dos fechamentos dos Jornais.

3. O primeiro período da premiação foi correspondente aos anos de 1927 e 1928. As categorias existentes eram: Melhor Produção (posteriormente Melhor Filme), Diretor, Ator, Atriz, Roteiro Original, História Original, Fotografia, Direção de Arte e Engenharia de Efeitos. Outras três categorias – Diretor de Comédia, Qualidade Artística de Produção e Entre títulos (que nada mais era do que as legendas dos filmes mudos) – foram anunciadas e extintas no mesmo ano.

4. A categoria Melhor Maquiagem só foi criada em 1982, porque a Academia “esqueceu” de premiar o trabalho feito no filme O Homem Elefante. Antes disso, apenas alguns poucos filmes (como As Sete Faces do Dr. Lao e Planeta dos Macacos) eram premiados com Oscars Honorários.

5. A estatueta do Oscar foi desenhada pelo Diretor de Arte Cedric Gibbons e esculpida por George Stanley. O seu desenho representa um cavaleiro em pé numa lata de filme, segurando uma espada de dois gumes. O Oscar pesa 3,9 kg e tem 34 centímetros de altura. E, ao contrário do que a maioria pensa, não é feito de ouro maciço, mas sim é um composto de latão e cobre banhado a ouro.

6. Em Março de 2002, cinqüenta e cinco estatuetas do Oscar foram roubadas e encontradas no lixo, nove dias depois. Quem achou foi um gari, que depois foi convidado a participar da cerimônia de entrega daquele ano.

7. O ganhador do Oscar é obrigado a assinar um termo de compromisso desde o fim dos anos 40, o que o proíbe de vender ou doar a estatueta para estranhos. Apenas a Academia tem o poder de compra da mesma (e por um preço bastante modesto).

8. O compositor brasileiro Ary Barroso já concorreu ao Oscar de melhor canção com a música “Rio de Janeiro”, pelo filme Brazil (1944).

9. A primeira participação de um brasileiro na festa do Oscar foi no ano de 1941, com Carmem Miranda (Portuguesa de nascimento, mas naturalizada Brasileira).

10. O Pagador de Promessas foi o primeiro filme brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, em 1962.

11. Orfeu do Carnaval (Black Orpheus) ganhou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira para a França. O curioso é que tudo nele era Brasileiro: locação, atores, diálogos, trilha musical e até mesmo o roteiro.

12. A Argentina é o único país latino-americano a levar um Oscar de Filme Estrangeiro, com História Oficial (1985).

13. Reza a lenda que Jack Palance, ligeiramente alcoolizado, não conseguiu ler o verdadeiro nome da ganhadora, e para evitar embaraço maior, repetiu o último nome anunciado, dando assim o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Marisa Tomei por Meu Primo Vinny, em 1992.

14. Toda pessoa ganhadora ou nomeada ao Oscar poderá usar junto ao seu nome para o resto da vida a frase: “Academy Award Nominee” (Indicado ao Prêmio da Academia) ou “Academy Award Winner” (Vencedor do Prêmio da Academia).

15. Fernanda Montenegro foi a primeira (e até então única) atriz brasileira a ser indicada ao Oscar. Isso aconteceu em 1998 pelo filme Central do Brasil.

16. Haing S. Ngor, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Os Gritos do Silêncio, não era ator de verdade, e sim médico. O seu personagem no filme marcou sua estréia como intérprete. Empolgado pela premiação, até tentou, sem sucesso, a carreira de ator. Foi assassinado na garagem do prédio em que morava em 1996.

17. Judy Garland era a favorita ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme Nasce uma Estrela, de 1956. Grávida, ela não pôde comparecer a cerimônia, e certos de que seria a ganhadora, colocaram uma equipe de televisão no seu quarto de hospital pra registrarem o momento. Mas a vencedora foi Grace Kelly pelo filme Amar é Sofrer. A desapontada equipe desligou os equipamentos e foi embora sem dizer uma palavra.

18. O ano de 1956 foi bastante confuso para a categoria Melhor Roteiro Original. O musical Alta Sociedade (High Society) foi indicado como melhor roteiro, embora fosse uma adaptação de Núpcias de Escândalos (The Philadelphia Story). Só que os roteiristas indicados foram Elwood Ullman e Edward Bernds, que nada tinham haver com o musical em questão, pois eram autores de outro filme, o homônimo High Society, uma fita B. Para completar, o grande ganhador da categoria foi O Balão Vermelho (Le Ballon Rouge), um média-metragem Francês, com 34 minutos de duração e totalmente mudo.

19. Um dos mais famosos momentos da festa do Oscar se deu em 1933, quando Will Rogers, mestre de cerimônias, abriu o envelope e disse: “Venha buscá-lo Frank!”, sem falar o sobrenome. Frank Capra já estava na metade do caminho quando Will Rogers deixou claro que o vencedor era outro Frank (Frank Lloyd). Capra ganharia o Oscar logo no ano seguinte por Aconteceu Naquela Noite, mas esse vexame ele jamais esqueceu.

20. Sandálias da humildade para Leo McCarey! Ele foi o ganhador do Oscar de Melhor Direção pelo filme Cupido é Moleque Teimoso (The Awful Truth, 1937), e em seu discurso de agradecimento declarou: “Vocês me deram o Oscar pelo filme errado. Eu deveria ter ganhado por A Cruz dos Anos (Make Way Tomorrow).”.

21. Humphrey Bogart estava tão certo de sua vitória como Melhor Ator por Casablanca que se colocou de pé antes mesmo que o nome do ganhador fosse anunciado. Só que o vencedor foi Paul Lukas por Horas de Tormenta (Watch on the Rhine). Bogart, tentando disfarçar, aplaudiu o seu concorrente de pé. Que gafe!

22. Cher foi vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1987 por Feitiço da Lua, e durante o seu discurso agradeceu ao seu cabeleireiro e ao seu maquiador, mas se “esqueceu” de agradecer a Norman Jewison, diretor do filme. Para corrigir a falha, teve que pagar um anúncio na Variety com um pedido de desculpas no dia seguinte.

O momento Oscar de Cher

O momento Oscar de Cher

23. Greer Garson é a autora do maior discurso de agradecimento até hoje. Algumas pessoas juram que ele durou 45 minutos, mas aumentaram: durou em torno de 7 minutos. Ironicamente, Garson, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz pelo filme Rosa de Esperança, em 1942, começou o discurso dizendo que não tinha se preparado.

24. Antigamente, o anúncio do vencedor do Oscar era precedido pela frase: “The Winner is…” (O Vencedor É…). A pedido dos próprios atores, que achavam que a frase caracterizava uma competição, mudaram a frase para “And The Oscar Goes To…” (E o Oscar vai para…).

25. Em 1985, Geraldine Page demorou a levantar para receber o seu Oscar de Melhor Atriz, tudo por que não conseguia encontrar os seus sapatos debaixo do assento!

26. Saia justa! Vanessa Redgrave, ao receber o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Julia, exclamou: “Eu saúdo a Academia, que resistiu as ameaças de pequenos grupos de desordeiros sionistas, que são um insulto para a estatura dos feitos dos judeus contra o fascismo e a opressão. Eu prometo que continuarei a lutar contra o anti-semitismo e o fascismo.”. Redgrave saiu do palco sob um misto de vaias e aplausos. Em seguida, o membro da Academia Paddy Chayefsky disse que precisava desabafar: “Estou cansado das pessoas usarem a entrega do Oscar para fazer a sua propaganda política. Sugiro a Miss Redgrave, já que este não é um momento histórico, que um simples Obrigado já seria suficiente.”.

27. Leon Shamroy foi anunciado como ganhador por Melhor Fotografia no ano de 1963. Como concorria por dois filmes naquele ano (Cleópatra e O Cardeal), chegou ao palco e perguntou para o apresentador: “Por qual filme eu ganhei mesmo?”. (Ganhou por Cleópatra).

28. Devido a uma exigência de Jerry Wald, produtor do show, que pediu que os ganhadores do prêmio não se alongassem nos seus discursos de agradecimento, a festa de entrega do Oscar de 1958 acabou 20 minutos antes do previsto. Foi pedido então para que o apresentador Jerry Lewis improvisasse e matasse o tempo. Jerry pediu que todos os atores subissem ao palco para que dançassem e cantassem “There’s no Business Like Show Business”. Eles cantaram desajeitadamente a canção por seis vezes seguidas até a NBC cortar a transmissão e colocar no ar um programa sobre revólveres (?) para preencher o tempo.

29. Jack Palance, Melhor Ator Coadjuvante de 1991 pelo filme Amigos, Sempre Amigos, resolveu comemorar o seu prêmio fazendo flexões com apenas um braço no palco do Oscar.

30. Nos anos 70 era moda alguém tirar a roupa e sair correndo em locais públicos. Essas pessoas eram chamadas de “Streakers”. E o palco do Oscar não ficou de fora dessa moda. Robert Opal, um total desconhecido, resolveu tirar a roupa e simplesmente cruzar o palco do Oscar em 1974, quando Elizabeth Taylor e David Niven apresentavam um prêmio.

31. Meryl Streep esqueceu seu primeiro Oscar (Melhor Atriz Coadjuvante por Kramer vs Kramer) no banheiro!

32. A festa do Oscar de 1989 é considerada a pior de todos os tempos. O número de abertura apresentava uma atriz anônima, Eillen Bowman, vestida de Branca de Neve (o que causou protesto da Disney, já que a Academia não havia pedido autorização pelo uso da imagem da personagem). Cantando e saltando pelo palco, a moça fez um dueto desafinadíssimo com Rob Lowe da música “Proud Mary” enquanto a mobília do palco literalmente dançava com garçonetes, que tinham turbantes na cabeça no melhor estilo Carmem Miranda. Logo em seguida, o palco era transformado num teatro chinês (?). O número se encerrava com os que seriam os grandes astros do amanhã (atores promissores na época como Patrick Dempsey, Rick Lake, Corey Haim, Corey Feldman, Tyrone Power Jr, Matt Latanzi, Christian Slater, Chad Lowe, Savion Glover, entre outros) cantando como amadores “I Want to Be a Oscar Winner”.

33. Stanley Donnen, famoso diretor de musicais (Cantando na Chuva, Sete Noivas para Sete Irmãos, Cinderela em Paris, Marujos do Amor), comemorou o seu Oscar Honorário em 1997 sapateando a canção “Cheek to Cheek” do filme O Picolino.

34. Cuba Gooding Jr, o Melhor Coadjuvante de 1996 por Jerry Maguire, foi aplaudido de pé após se recusar a sair do palco enquanto a canção que é a senha para que o ganhador deixe o palco aumentava o volume. Mesmo com a Orquestra tocando alto ele continuou a agradecer e a pular pelo palco gritando: “Show me the Money!” (Fala do seu personagem em Jerry Maguire).

35. Adaptação (2002) recebeu indicação para Melhor Roteiro Adaptado, que é creditado para Charlie Kaufman e Donald Kaufman. Detalhe: Donald Kaufman não existe. É o irmão gêmeo fictício que Charlie inventou para o filme.

36. A primeira refilmagem a ganhar um Oscar de Melhor Filme foi Ben-Hur, de William Wyler, em 1959.

37. O Poderoso Chefão – Parte II foi a primeira continuação a ganhar um Oscar de Melhor Filme. O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, por sua vez, é a única terceira parte a ganhar o prêmio máximo. Essas são as duas únicas trilogias a terem todos os três capítulos indicados ao Oscar.

38. Marleen Morris foi a primeira diretora a ganhar um Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira (A Excêntrica Família de Antônia).

39. A Grande Ilusão (França, 1939), Z (Argélia, 1969), Os Emigrantes (Suécia, 1972), O Carteiro e o Poeta (Itália, 1995), A Vida é Bela (Itália, 1998) e o Tigre e o Dragão (Taiwan, 2000) tiveram a honra de concorrer, em seus respectivos anos, ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e simultaneamente ao Oscar de Melhor Filme. Nenhum ganhou a honra máxima.

40. Dos 23 filmes a terem quatro ou mais atores indicados, Dúvida (Doubt, 2008) é o único a não ter concorrido a Melhor Filme.

41. Hattie McDaniel foi a primeira afro–descendente a ganhar um Oscar. Foi a Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme E o Vento Levou, em 1939. Depois dela, só outras três atrizes negras foram premiadas: Whoopi Goldberg por Ghost – Do Outro Lado da Vida, cinquenta e um anos depois da vitória de Hattie; Halle Berry por A Última Ceia (única negra a vencer como protagonista); e Jennifer Hudson por Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (única negra a vencer por um filme de estréia). Veja abaixo o emocionado discurso de Hattie:

42. Sidney Poitier foi o primeiro negro a vencer um Oscar competitivo (antes disso, James Baskette tinha ganhado um honorário pelo seu personagem Tio Remus no filme A Canção do Sul). Poitier foi o Melhor Ator de 1963 pelo filme Uma Voz nas Sombras. Mas como Poitier nasceu nas Bahamas, muitos consideram ser Denzel Washington o primeiro afro-americano a vencer na categoria (por Dia de Treinamento, em 2001).

43. Denzel Washington também é o único ator negro a vencer dois Oscars, como Ator e Ator Coadjuvante. Já Whoopi Goldberg é a única atriz a concorrer em ambas categorias.

44. O travesti Jaye Davison foi indicado ao Oscar em 1992, como Ator Coadjuvante, pelo filme Traídos pelo Desejo. Isso contrariou o estúdio, que queria manter em sigilo o sexo do ator, devido à relevância na trama.

45. Miyoshi Umeki foi a primeira asiática a ganhar um Oscar. Ganhou como Coadjuvante pelo filme Sayonara, em 1957.

46. Graham Greene (Dança com Lobos, 1990) e Chief Dan George (O Pequeno Grande Homem, 1970) são os únicos nativos norte-americanos a concorrer ao Oscar (ambos como Coadjuvantes).

47. A categoria de Ator/Atriz Coadjuvantes só foi criada em 1936. Ainda assim, só em 1943 estes ganhadores começaram a levar estatuetas. Antes disso, recebiam uma placa com seus nomes gravados.

48. Lina Wertmüller, Jane Campion e Sofia Coppola são, até hoje, as únicas mulheres indicadas ao Oscar de Melhor Direção (respectivamente pelos filmes Pasqualino Sete Belezas, 1976; O Piano, 1993; e Encontros e Desencontros, 2003). Sofia é a única americana do grupo.

49. Esses estão com tudo: foram indicados ao Oscar como protagonistas e coadjuvantes no mesmo ano! Em 1938, Fay Bainter ganhou como Coadjuvante por Jezebel e concorreu como Atriz principal por Novos Horizontes; em 1942, Teresa Wright ganhou como Coadjuvante por Rosa de Esperança e concorreu como Principal por Ídolo, Amante e Herói; em 1982 Jessica Lange ganhou como Coadjuvante por Tootsie e foi indicada como Principal por Frances; em 1993, Holly Hunter ganhou como Melhor Atriz por O Piano e foi indicada como Coadjuvante por A Firma; em 1988, Sigourney Weaver concorreu como Principal pelo filme Nas Montanhas dos Gorilas e como Coadjuvante por Uma secretária de Futuro; em 1993, Emma Thompson foi indicada por Vestígios do Dia como Atriz e como Coadjuvante por Em Nome do Pai; em 2002 Julianne Moore concorreu como Atriz por Longe do Paraíso e como Coadjuvante por As Horas; em 2008, Cate Blanchett  concorreu por Elizabeth – A Era de Ouro como Atriz Principal e por Não Estou Lá como Coadjuvante. Entre os homens, os casos são mais escassos: Jamie Foxx ganhou o Oscar como Principal em Ray e concorreu como Coadjuvante por Colateral em 2005; e Al Pacino ganhou o Principal por Perfume de Mulher e perdeu o de Coadjuvante por Sucesso a Qualquer Preço em 1992.

50. Barry Fitzgerald conseguiu um feito inusitado: foi indicado tanto como Ator quanto como Ator Coadjuvante pelo mesmo filme (O Bom Pastor, 1944). Até mesmo a Academia foi pega de surpresa e mudou as regras para impedir que isso se repetisse. Fitzgerald ganhou como coadjuvante.

51. Stevie Wonder tem a honra de ser o primeiro deficiente visual a ganhar um Oscar (Melhor Canção em 1984 – “I Just Called to Say I Love You”, do filme A Dama de Vermelho).

52. A baixinha Linda Hunt ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1983 por interpretar um homem no filme O Ano que Vivemos em Perigo. É o único exemplo de prêmio conquistado por viver alguém do sexo oposto.

53. Só houve dois empates em toda a história do Oscar. O primeiro foi em 1932 quando Fredric March (O Médico e o Monstro) e Wallace Berry (O Campeão) empataram como Melhor Ator. O segundo aconteceu em 1968 quando Katharine Hepburn (Leão no Inverno) e Barbra Streisand (Funny Girl – A Garota Genial) foram as Melhores Atrizes.

54. Roberto Benigni (A Vida é Bela, 1998), Sophia Loren (Duas Mulheres, 1964) e Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor, 2007) são os únicos atores a levar o Oscar por um filme estrangeiro. Robert De Niro (O Poderoso Chefão II, 1974) e Benicio Del Toro (Traffic, 2000) ganharam por filmes americanos, mas em papéis que falavam em língua estrangeira o tempo todo (De Niro em italiano, Del Toro em espanhol).

55. Rivalidade entre irmãs: Olívia de Havilland e Joan Fontaine concorreram pelo mesmo Oscar de Melhor Atriz em 1941. Joan ganhou pelo filme Suspeita. Já Lynn e Vanessa Redgrave disputaram na mesma categoria em 1967, e perderam para Elizabeth Taylor.

56. Em 1975, Maggie Smith ganhou o Oscar de Coadjuvante pelo filme Califórnia Suíte justamente interpretando uma atriz que (ironia!) perde o Oscar!

57. Os únicos atores a receberem prêmios póstumos foram Peter Finch (Melhor Ator por Rede de Intrigas, 1976) e Heath Ledger (Melhor Ator Coadjuvante por Batman – O Cavaleiro das Trevas, 2008).  Também concorrem postumamente: Jeanne Eagels por A Carta em 1928; James Dean por Vidas Amargas em 1955 e por Assim Caminha a Humanidade em 1956; Spencer Tracy por Adivinhe Quem Vem para Jantar? em 1967; Ralph Richardson por Greystoke – A Lenda de Tarzan em (COMPLETAR); e Massimo Troissi por O Carteiro e o Poeta em 1995.

58. José Ferrer e Gerard Depardieu foram indicados pela interpretação do mesmo personagem (em anos diferentes, que fique claro). Ferrer ganhou como Melhor Ator por seu Cyrano de Bergerac e Depardieu foi indicado pela refilmagem.

59. Marlon Brando e Robert De Niro são os únicos a vencer o Oscar por interpretar o mesmo personagem. Brando foi o Melhor Ator como Vito Corleone em O Poderoso Chefão e De Niro foi o Melhor Ator Coadjuvante pela segunda parte, interpretando Vito na juventude.

60. Luise Rainer (Melhor Atriz), Spencer Tracy (Melhor Ator), Katharine Hepburn (Melhor Atriz), Jason Robards (Melhor Ator Coadjuvante) e Tom Hanks (Melhor Ator) são até hoje os únicos ganhadores em anos consecutivos.

61. Peter Weller, Sean Astin, Jeff Goldblum e Griffin Dunne já foram indicados ao Oscar. Mas não na categoria de atores, e sim na de documentários.

62. Katharine Hepburn foi indicada doze vezes ao Oscar e é detentora do título de atriz que mais vezes ganhou (foram quatro vitórias, todas como protagonista). Mas o recorde de indicações é de Meryl Streep, que já acumula 15, tendo apenas dois (um deles como Coadjuvante).

63. Apenas outros três intérpretes chegaram na marca dos três Oscars: Jack Nicholson (dois como Ator, um como Coadjuvante), Ingrid Bergman (dois como Atriz, um como Coadjuvante) e Walter Brennan (todos como Coadjuvante).

64. Walt Disney é a pessoa que mais ganhou Oscars – e dificilmente perderá o título. Foram sessenta e quatro indicações, das quais saiu vitorioso vinte e duas vezes.

65. Woody Allen já foi indicado dezenove vezes ao Oscar, mas apenas em uma dessas ocasiões como ator (as demais nomeações se dividem entre direção e roteiro). Ele é, com folga, o roteirista mais vezes indicado.

66. O grande perdedor do Oscar é Peter O’Toole. Concorreu oito vezes como Melhor Ator e não ganhou nenhuma. Recebeu, porém, um prêmio honorário em 2003. Entre as mulheres, as recordistas de indicação sem ter ganhado nenhum Oscar são: Deborah Kerr (indicada seis vezes) e Thelma Ritter (também indicada seis vezes, todas como Coadjuvante).

67. Já esses aqui nunca perderam o Oscar: Luise Rainier, Vivien Leigh, Helen Hayes, Sally Field, Hilary Swank e Kevin Spacey tem dois Oscars cada – das duas únicas indicações que receberam.

68. Patty Duke, Tatum O’Neal e Anna Paquin ganharam como Atriz Coadjuvante quando ainda eram menores de idade. Duke tinha 15 anos, O’Neal tinha 10 e Paquin tinha 11. Tatum ainda detém o recorde de mais jovem vencedora de um prêmio competitivo. Já Shirley Temple ganhou um Oscar Honorário aos 6 anos de idade! O extinto Prêmio Juvenil foi dela em 1934.

Tatum: Oscar aos 10

Tatum: Oscar aos 10

69. Timothy Hutton se tornou o mais jovem ator a ganhar um Oscar. Ele tinha dezenove anos quando foi eleito o Melhor Coadjuvante por Gente como a Gente, em 1980. É nessa categoria que está também o mais jovem indicado de todos os tempos, Justin Henry (concorreu por Kramer vs. Kramer quando tinha oito anos).

70. Jessica Tandy ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1989 por Conduzindo Miss Daisy, se tornando a mais velha vencedora de um Oscar (tinha 81 anos na ocasião).

71. Henry Fonda foi indicado pela primeira vez como Melhor Ator em 1940, pelo filme As Vinhas da Ira. Mas só veio a ganhar por Num Lago Dourado em 1981, quando tinha 76 anos. Isso o tornou o ator mais velho a ser premiado na categoria, e fez-se também o maior hiato desde a primeira indicação até a vitória.

72. George Burns (Uma Dupla Desajustada, 1975) e Peggy Ashcroft (Passagem para a Índia, 1984) são os mais velhos a ganhar como Coadjuvantes (80 e 77 anos, respectivamente).

73. Gloria Stuart, com 87 anos, teve a chance de tirar o recorde de Jessica Tandy, quando foi indicada ao Oscar de Coadjuvante pelo filme Titanic (1997). Não ganhou e se contentou com o título de a mais velha atriz a ser indicada ao Oscar.

74. Aconteceu Naquela Noite, Um Estranho no Ninho e O Silêncio dos Inocentes são os únicos filmes a vencer os cinco Oscars principais. Saíram vitoriosos em Filme, Direção, Roteiro, Ator e Atriz.

75. Além dos três filmes citados acima, Rede de Intrigas, Num Lago Dourado e Melhor É Impossível também tiveram o Melhor Ator e a Melhor Atriz dos seus respectivos anos.

76. Só dois filmes ganharam Oscar em três das quatro categorias de atuação: Uma Rua Chamada Pecado (Atriz, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante) e Rede de Intrigas (Ator, Atriz e Atriz Coadjuvante).

77. Ben-Hur, Titanic e O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei são os filmes que mais levaram Oscars (onze no total). Os recordistas em indicações são A Malvada e Titanic, com catorze nomeações cada.

78. Já os maiores perdedores foram A Cor Púrpura e Momento de Decisão. Ambos foram indicados a onze Oscars e saíram com as mãos abanando! Ui.

79. Bob Hope nunca foi indicado a nenhum Oscar, mas foi o apresentador oficial da festa durante muitos anos, e por isso recebeu cinco estatuetas honorárias.

80. O Tigre e o Dragão, de Taiwan, foi mencionado em dez categorias e se tornou, em 2002, o recordista de indicações para um filme falado em Língua Estrangeira.

81. A categoria Melhor Documentário foi criada em 1941 e logo no seu segundo ano de criação teve vinte e cinco indicados, sendo que quatro foram vencedores.

82. O italiano Frederico Fellini foi o primeiro a ser indicado como Melhor Diretor por um filme estrangeiro. Concorreu por La Dolce Vita, em 1961.

83. O filme Será que Ele É?, de 1997, deu uma indicação de Melhor Coadjuvante para Joan Cusack. O curioso é que a trama foi inspirada no discurso de Tom Hanks quando o mesmo ganhou o Oscar por Filadélfia e sem querer revelou a homossexualidade do seu professor de Arte Dramática.

84. Kate Winslet e Gloria Stuart foram indicadas no mesmo ano por interpretarem a mesma personagem no mesmo filme (Rose em Titanic). Esse feito só se repetiu uma vez, também com Kate Winslet, que foi indicada junto de Judi Dench (ambas interpretaram a personagem-título de Iris).

85. A única vez em que duas atrizes foram indicadas no mesmo ano por interpretarem a mesma personagem em filmes diferentes foi em 1999. Cate Blanchett e Judi Dench interpretaram a Rainha Elizabeth, a primeira em Elizabeth e a segunda em Shakespeare Apaixonado.

86. Bing Crosby, Peter O’Toole, Al Pacino, Paul Newman e Cate Blanchett receberam indicações por interpretar o mesmo personagem em filmes diferentes.

87. A interpretação mais curta premiada em qualquer categoria foi a de Beatrice Straight. Ela foi eleita a Melhor Atriz Coadjuvante por Rede de Intrigas, por cerca de seis minutos em cena.

88. Já Anthony Hopkins foi o Melhor Ator por O Silêncio dos Inocentes, onde aparece por 22 minutos. É a participação mais breve a ser premiada como principal.

89. George C. Scott ganhou o Oscar de Melhor Ator em 1970 por Patton. Porém, previamente, tinha pedido para não ser incluído porque não acreditava na competição entre atores que a Academia pregava.

90. José Ferrer, Shirley Booth, Yul Brynner, Rex Harrison, Anne Bancroft, Jack Albertson e Joel Grey ganharam o Oscar reprisando papéis que já tinham lhes rendido, nos palcos, o prêmio Tony.

pic_russell291. Harold Russell, soldado que perdeu as duas mãos na Segunda Guerra, não tinha experiência como ator quando foi escolhido para um papel em Os Melhores Anos de Nossas Vidas. Surpreendentemente, ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante, e outro Honorário por trazer esperança para os veteranos da Guerra. Foi a única vez que alguém levou dois Oscars num mesmo amo por uma mesma interpretação. Depois disso Russell não prosseguiu atuando.

92. Apenas quinze atores ganharam o Oscar por um filme de estréia. São eles: Shirley Booth, Julie Andrews, Barbra Streisand e Marlee Matlin (como Melhor Atriz); Katina Paxinou, Mercedes McCambridge, Eva Marie Saint, Jo Van Fleet, Goldie Hawn, Tatum O’Neal, Anna Paquin e Jennifer Hudson (como Atriz Coadjuvante); e Harold Russell, Timothy Hutton e Haing S. Ngor (como Ator Coadjuvante). Até hoje, ninguém venceu o Oscar de Melhor Ator pelo primeiro trabalho.

93. Dos citados acima, apenas Julie Andrews, Mercedes McCambridge, Barbra Streisand e Goldie Hawn foram indicadas novamente.

94. Dianne Wiest é a única a vencer dois Oscars sendo dirigida pelo mesmo diretor. Ela foi a Melhor Atriz Coadjuvante por Hannah e Suas Irmãs e depois por Tiros na Broadway, ambos de Woody Allen.

95. Jodie Foster é a única a ser indicada enquanto criança a conseguir outras indicações depois de adulta.

96. Jodie também é uma das poucas a ganhar dois Oscars antes dos 30 anos. Ela ganhou o seu segundo por O Silêncio dos Inocentes quando tinha 29 anos, a mesma idade de Hilary Swank quando esta levou por Menina de Ouro. Mas bem antes delas, Luise Rainer tinha conseguido a dobradinha aos 28.

97. Bette Davis e Greer Garson detém o recorde de indicações consecutivas. Elas foram indicadas cinco vezes em sequência como Melhor Atriz. Seguem Elizabeth Taylor e Marlon Brando, com quatro indicações consecutivas cada. Al Pacino também conseguiu quatro em sequência, mas em categorias diferentes.

98. Laurence Olivier e Roberto Benigni são os únicos a ganhar o Oscar de Melhor Ator por filmes que eles mesmo dirigiram. Olivier ganhou por Hamlet e Benigni, por A Vida É Bela.

99. Warren Beaty conseguiu o impressionante feito de concorrer como Produtor, Diretor, Ator e Roteirista pelo mesmo filme – duas vezes! Isso aconteceu por O Céu Pode Esperar e depois por Reds.

100. Cate Blanchett é a única a vencer o Oscar interpretando justamente uma vencedora do Oscar! Ela foi premiada por O Aviador, onde trazia à vida Katharine Hepburn.

101. Apenas uma pessoa chamada Oscar venceu o Oscar: Oscar Hammerstein II levou dois prêmios de Melhor Canção.

E em breve… Minha primeira lista de previsões para o Oscar 2010! Sim, Outubro taí e as premiações estão cada vez mais perto.

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Quando Grey’s Anatomy decepciona

25 setembro 2009 39 comentários

No ônibus de volta pra casa, no entardecer dessa Quinta-feira, pesquei a conversa entre uma moça e o cobrador e podia jurar que eles estavam discutindo sobre “Grey’s Anatomy”. Talvez eu tenha imaginado coisas, porque eu mesmo só tinha cabeça para a estreia da sexta temporada do programa, mas é fato que o Brasil, assim como o resto do mundo, estava voltado em peso para este super evento televisivo, alardeado em todo canto desde que a temporada anterior deixou pendente o destino de dois personagens fixos. No texto a seguir, vou discutir abertamente os primeiros episódios da retomada. Quem não acompanha junto dos Estados Unidos e prefere evitar spoilers fica aconselhado a abandonar a leitura por aqui.

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Aos que continuam comigo, tampem os ouvidos e tirem as crianças da sala. Vou xingar. Que *&%$#@*&%$ de episódio. Terminei a primeira parte e fiquei com raiva, e só não atirei longe o computador ao final da segunda porque paguei a máquina à prestações e porque os últimos minutos não foram tão ruins assim. Quem não vive numa bolha e deu uma olhada nos promos e sneak peeks liberados sabe que Izzie sobrevive ilesa e que George parte dessa para uma melhor. E se você estava intrigado sobre o efeito que essa morte inesperada teria na vida dos colegas, vai se frustrar amargamente. A criadora Shonda disse que o especial de duas partes seria sobre os estágios do luto, mas quase todos os personagens fugiram dessa confrontação como o diabo da cruz. As exceções foram Callie (a atriz Sara Ramirez é irregular, mas se saiu bastante bem aqui), Miranda (agora atendente, num uniforme azul marinho elegantérrimo) e Lexie (que dividiu um momento consternado com Sloan). A primeira e a última, aliás, foram os grandes destaques do episódio. Sério? Eu esperei quatro meses e cacetada para ver Callie & Lexie no centro da ação? Repito: Callie. E Lexie. Me poupe, Shonda.

A protagonista Ellen Pompeo estava grávida quando rodaram o capítulo (o rosto rechonchudo é evidente), então já era meio esperado que Meredith fosse jogada para escanteio. Mas e Katherine Heigl, que disse em entrevistas que estava sendo sodomizada pela equipe, gravando 17 horas por dia? Izzie apareceu tão pouco quanto (não que eu reclame; não gosto dessa lambisgóia). E Cristina, cadê? Se juntou ao Hunt na terapia, numa das várias tentativas infelizes dos roteiristas de suavizar a trama com pitadas de humor. Acontece que ninguém estava no clima para risadas. O público estava na retaguarda, depois do pôster com os guarda-chuvas pretos e os promos divulgando o enterro. E mesmo nessa cerimônia fúnebre eles tiveram a pachorra de colocar o quarteto dando boas gargalhadas (tudo bem que a Izzie disse na segunda temporada que tinha reações inapropriadas em situações como esta, mas não era hora nem lugar). A impressão que ficou, contudo, foi a de que optaram pela sobriedade. Não faltaram cenas secas, com o mínimo possível de trilha sonora (seja as faixas incidentais da série, seja as musiquinhas tradicionais). E quantas cenas apressadas, meu Deus! Pra que correr tanto a narrativa? Semanas se passavam num piscar de olhos, sem que ficasse claro que acontecimento A levou a B que levou a C (ou seja, cenas avulsas e sem continuidade).

A morte de George, que deveria ser o refrão de “Good Mourning” e, em parte, de “Goodbye”, foi nada mais que uma subtrama – quem sintonizou na metade do episódio deve ter tido dificuldades de entender o que tinha sucedido. Eu lá quero saber se o Conselho quer que o Chief Webber se aposente? (Por que vamos combinar, acompanhamos “Grey’s Anatomy” por cinco anos – dois anos na ficção – e ele realmente se provou, em mais de uma ocasião, incompetente para ocupar tal cargo.) Derek pode se tornar Chief? E eu com isso? O’Malley está morto e sepultado, sendo comido por vermes nesse exato instante, e parece que ninguém se deu conta! Também não pude me importar menos com os pacientes, um garoto com “dores de crescimento” (seria a mãe dele a Steph de “Os Goonies”? Achei super parecida, quem souber confirma aí) e uma viajante australiana que perdeu os dois braços e uma perna num acidente (reparem o quanto forçaram a barra para usá-la como metáfora para os conflitos íntimos do Hunt – assim como fizeram com a Izzie e a moça que o George salvou do atropelamento, numa cena tão mal escrita que me fez sentir vergonha pelas atrizes declamando o texto).

Para não falar que foi “zero emoção”, vou enumerar os momentos em que meus olhos aguaram. Foram três: primeiro quando a Miranda pergunta quem vai receber os órgãos do George; segundo quando Derek para o elevador para dar à Miranda (sim, ela, a grande e única!) um segundo para extravasar as dores (ela fez algo parecido por ele na segunda temporada); e terceiro, lá no finalzinho, quando Meredith vê o jaleco de George  sendo encaixotado à medida que um funcionário esvazia seu armário. Mas só. Nem com a mãe do George eu chorei (até porque achei covardia ela confrontar o Hunt daquele jeito, no estilo “Você incentivou meu filho a se alistar no Exército e por isso ele estava naquela esquina quando foi atropelado; sinta-se culpado porque precisamos da sua infelicidade para render história para essa temporada”). E os irmãos do George, cadê? Acampando? Eles gastam o maior dinheiro para produzir o episódio e não podiam chamar os dois atores para participar? Nem que fosse para amparar a mãe durante o enterro. Tenho certeza que o cachê deles é baratinho. De repente eles topariam aparecer em troca de um prato de comida.

E o gancho da vez: o Seattle Grace Hospital vai se fundir ao Mercy West (onde a Callie está trabalhando, aliás, depois de uma discussão acalorada e exagerada com o Chief). Mas parece desculpa para enfiarem mais personagens novos e irem preparando os fãs para o dia em que não restará em “Grey’s Anatomy” ninguém do elenco original. Nem a Grey do título. Eu, que diante de episódios como estes já fico tentado a largar a série, posso garantir que não insisto até lá. Palavra de bruxo.

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Grey’s Anatomy em retrospecto

24 setembro 2009 17 comentários

Antes de me aprofundar em “Grey’s Anatomy”, deixo minhas congratulações à nossa Meredith Grey, Ellen Pompeo, que deu à luz uma menininha na semana passada (divulgaram o nascimento para a imprensa com atraso). Pompeo e o maridão Chris Ivery deram as boas vindas à Stella Luna (ou “estrela da lua”). Em função disso, os episódios sem Meredith devem ser rodados em breve. Katherine Heigl também deve se ausentar eventualmente em função filmagens de seu novo filme, e o mesmo deve acontecer com Patrick Dempsey. Mas tudo isso é história a ser contada pela sexta temporada, que estreia na noite dessa Quinta-feira nos Estados Unidos. O gancho deixado pela temporada anterior você já está careca de saber: George e Izzie à beira da morte se encontrando no além. Todos os promos e sneak peeks divulgados pela ABC confirmaram a morte de O’Malley, e o que os fãs estão doidos para testemunhar é como cada personagem vai lidar com essa perda. Um review completo do episódio, com todas as minhas expectativas para a nova temporada (porque a passada, vamos combinar, foi bem irregular), virá logo em seguida. Até lá, vamos relembrar as cinco temporadas que tornaram “Grey’s Anatomy” um fenômeno da TV:

1

* Primeira Temporada: Foram nove episódios bacanas e redondinhos (inicialmente seriam catorze, mas quando o nono capítulo foi ao ar após o season finale de “Desperate Housewives” a emissora decidiu que o término da temporada naquele ponto seria conveniente). E ficou até um gancho involuntário: a aparição de Addison, esposa do bonitón Derek, que estava de rolo com a heroína Meredith desde o primeiro episódio (eles fizeram sexo casual após se conhecerem num bar, mas acabaram se reencontrando no trabalho – ele seria seu supervisor no hospital onde ela começaria a trabalhar como interna). Os personagens ainda eram brutos, como – se me perdoa a cafonice – diamantes a serem lapidados. Descobrimos de supetão que Grey era filha de uma cirurgiã famosa, e que a mulher estava tendo a memória corroída pelo Mal de Alzheimer (Meredith visitava a mãe no asilo onde ela estava internada, e não compartilhava o drama com mais ninguém). Dos colegas no hospital, George era o atrapalhado, Izzie era a modelo que queria ser reconhecida por mais do que o visual, Cristina era a competitiva e centrada, e Alex era o babaca (uma curiosidade é que o personagem não estava incluso no Piloto original; como deduziram que George precisaria de uma companhia masculina, escreveram e filmaram suas cenas depois). Não sei se repararam, mas as iniciais do quinteto – Mer, Alex, George, Izzie e Cristina – formam a palavra “magic”, mágica. Seria coincidência? Enfim, entre os cirurgiões mais graduados estavam, além de Derek, o metido Preston Burke e o Chefe de Cirurgia Richard (que só ganharia destaque na segunda temporada, quando fica evidente o caso que manteve no passado com a mãe de Meredith). E é claro, há a responsável direta pelos internos Miranda Bailey, macérrima e bem mais mandona do que estamos acostumados a ver nas temporadas recentes. Notem que os primeiros episódios tinham Meredith como centro da ação (sua narração hoje é mais generalizada, mas costumava ser feita em primeira pessoa), e que só com o tempo os coadjuvantes passaram a ter o mesmo peso. Não chegou a revolucionar o gênero “séries médicas”, mas divertiu o suficiente para começar a angariar seguidores. Média: B+

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* Segunda Temporada: São vinte e sete episódios, contando logo de início com a adição de Addison ao grupo de personagens fixos e, mais ao final, com a chegada de Callie (que viria a ser um interesse romântico para George, depois que as esperanças dele de formar um casal com Meredith foram por água abaixo numa desastrosa relação sexual). Também foi aqui que surgiu Denny Duquette, o paciente cardíaco por quem Izzie ficou perdidamente apaixonada, a ponto de estrapolar todos os limites éticos e de desistir da carreira médica após sua morte. A gravidez de Chandra Wilson, a Miranda, foi incorporada ao plot, e o episódio em que nasce seu bebê se tornou um grande evento ao ser exibido após o SuperBowl (para atrair o público masculino que assistia ao torneio, o capítulo se iniciava com um sonho erótico de George, com Meredith, Izzie e Cristina tomando banho juntas; em seguida chegava ao hospital um paciente com uma bomba caseira dentro de seu corpo, e a partir daí, a ação ditou o tom do episódio). Os pombinhos Meredith e Derek passaram quase todo o tempo afastados – ele decidiu dar uma nova chance ao seu casamento com Addison e ela voltou a fazer sexo promíscuo, até se firmar com um veterinário viúvo (Chris O’Donnell). Cristina e Burke passaram a ter uma relação séria, indo inclusive morar juntos. Alex foi se humanizando e ganhando novos contornos, em parte porque Izzie lhe inspirava a ser uma pessoa melhor (e obviamente não levou numa boa quando ela preferiu um paciente morimbundo a ele). Discretamente surgiram informações relevantes sobre o passado dos personagens (não só do já mencionado affair entre o Chefe e a mãe da Meredith, mas também o fato do pai da protagonista tê-la abandonado; ou então que Izzie teve uma filha na adolescência e que deu a garota para adoção; ou ainda a menção de que Alex teve um pai alcoólatra). E em meio a esse folhetim, casos médicos mais criativos que nunca. Resultado: foi a temporada perfeita, imprescindível para atestar que “Grey’s” tem sim uma linguagem própria, ideias interessantes, emoção, bom humor e uma trilha sonora escolhida à dedo. Média: A+

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* Terceira Temporada: Dos vinte e cinco episódios do terceiro ano, alguns mantiveram o nível da temporada anterior, e outros evidenciaram a exaustão dos roteiristas. Foi aqui que inventaram, por exemplo, o pior casal já criado pela série – George e Izzie, que até dormirem juntos mais pareciam Will & Grace. Mais absurdo do que o sexo foi eles terem se convencido de que estavam apaixonados um pelo outro, a ponto de George cogitar terminar seu casamento-relâmpago com Callie (ele a propôs num momento de insanidade, pouco depois da morte de seu pai). Dentre as tramas recorrentes estavam a mão trêmula de Burke (ele fora baleado no final da segunda temporada e tinha problemas em realizar suas cirurgias com precisão – segredo que Cristina ajudou a esconder). Os dois também marcaram casamento, que acabou não acontecendo porque o ator Isaiah Washington foi demitido (dizem que o clima no set estava horrível, depois que ele chamou T.R. Knight, o George, de “bichinha”, forçando o cara a assumir publicamente sua homossexualidade). Entrementes, Derek e Addison terminaram o casamento de vez; ele arranjou conforto nos braços de Meredith e ela, nos de seu antigo amante Mark Sloan, um cirurgião plástico que se tornou parte do staff do hospital (engraçado que todos os médicos contratados ali são os “melhores da costa leste” ou algo do tipo). Mas Sloan não teve muito o que fazer, e tudo na trama de Addison (inclusive o flerte e depois o sexo com Alex) foi para abrir caminho para a saída da personagem, que ganhou um spin-off “Private Practice” (ela se mudou pra Los Angeles para trabalhar na clínica de uns amigos da época da faculdade – e os episódios que deram origem a isso, exibidos como capítulos de “Grey’s”, foram simplesmente os piores da série). E MerDer? Iam bem, obrigado. Mas eis que os traumas do passado dela ficam mais evidentes, a ponto de ela se afogar intencionalmente enquanto ajudava a resgatar as vítimas de um acidente na barca de Seattle. Ela deu uma voltinha no além, mas acabou ressuscitando, é claro (engraçado que o hospital estava um caos, com feridos a torto e a direito, mas todos os cirurgiões foram fazer plantão na frente do quarto da MerMorta – sério, ela é legal, mas não é pra tanto). O maior propósito desse desastre na barca foi aproximar Alex de uma das mulheres que resgatou, uma grávida que sofria de amnésia – mas até essa trama cansou, e remeteu horrivelmente a Denny Duquette. Média: B+

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* Quarta Temporada: Teria a duração de uma temporada normal, mas foi encurtada para dezessete episódios em função da greve dos roteiristas americanos. Talvez essa confusão tenha desmotivado a equipe, porque essa foi a pior leva de episódios que “Grey’s” já fez. Das inúmeras mudanças, quase nenhuma prestou. Foi mal aproveitada, por exemplo, a ideia de dar a cada um dos internos – agora residentes, com exceção de George, que reprovou no exame – seus próprios internos para serem responsáveis. Eles ainda estão verdes e não sabem ensinar. Tratavam os novos internos com um desprezo que não existiria jamais num hospital de ensino. Ficou forçado, difícil de engolir. E mesmo adorando a Meredith (sei o quanto a personagem é detestada, mas não posso evitar, é uma das minhas favoritas!), me cansei pela primeira vez de suas idas e vindas com Derek. Eles estavam oficialmente terminados, mas dormiam juntos todas as noites. Até que ele se cansou e foi buscar uma relação séria com uma enfermeira chatíssima. Até que se reaproximou do amor de sua vida numa série de cirurgias experimentais, que tinham como propósito reduzir tumores no cérebro através da inserção de um vírus no local. É claro que MerDer acabariam juntos – isso é o que o público quer ver, afinal de contas. Só não precisavam tê-los unido numa cena tão cafona e irreal como aquela em que a Meredith constrói uma casa de velas no terreno onde o trailer do Derek fica estacionado. Isso não existe, hello! Também não tinha necessidade de, entre os internos, estar a irmã biológica da Mer, Lexie. A menina é mais chata que teta de boi. Irritante mesmo. Só não mais irritante do que Izzie, que ainda ludibriada por seu amor absurdo pelo George, estragou o casamento da Callie e ficou perdidinha da silva (Katherine Heigl reclamou do nível de seu material, e tinha razão – só errou em ter falado em público, em vez de levar a reclamação direto para os roteiristas). Sloan, que não teria razão de existir sem Addison ali, retomou a amizade com Derek, de forma até meio forçada. E para substituir Burke surgiu a tirana Dra. Hahn, que fez Cristina passar poucas e boas em suas mãos (até isso ficou over). Mais absurdo ainda foi terem inventado um relacionamento lésbico entre Callie e esse bode – alguém tinha a impressão que daria certo? Média: C+

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* Quinta Temporada: Com exceção do season finale e de alguns outros espaçados, os vinte e quatro episódios da quinta temporada foram marcados por péssimas decisões. Os personagens originais já não estavam rendendo como deveriam, e ainda assim inventaram de enfiar mais e mais personagens regulares. Tiraram a Dra. Hahn quando se tocaram de que ela jamais teria a simpatia do público, mas botaram no lugar uma médica autista (Mary McDonnell, de “Battlestar Galactica”, que não precisa passar por isso), e ainda inventaram uma amiga do passado aloprado de Meredith (a australiana Melissa George). Deram a George o destaque de um figurante, enquanto enfatizavam os internos e o clubinho secreto que eles montaram, para testar técnicas cirúrgicas em si próprios. Juntaram o mulherengo Sloan com a chatilda Lexie e, na equação, acabaram com a graça do único integrante da dupla que prestava. E colocaram Callie no fundo do poço até se envolver com uma pediatra (que se tornaria outra personagem fixa), evidenciando que Sara Ramirez é, no final das contas, uma canastrona. Miranda Bailey está cada vez mais sensível e humana, a ponto de considerar trocar a carreira na Cirurgia Geral por uma na Pediatria. Tudo bem, ela mudou depois que se tornou mãe, mas sinto falta da “nazi” do começo de vez em quando. E Cristina, que andava muito mal comida desde que foi deixada no altar pelo Burke, encontrou o par ideal em – ora veja só! – outro personagem novo, Dr. Hunt (Kevin McKidd), vindo direto do Iraque com uma porção de conflitos internos para resolver. O Chefe tem que lidar com a queda do hospital no ranking dos melhores do país, e MerDer, uma vez juntos, tentam continuar às mil maravilhas (só que foi pra lá de forçada a depressão em que meteram o Derek quando uma de suas pacientes morre – um cirurgião naquele estágio da carreira já deveria ter um filtro; ele lidou com isso pior do que o mais imaturo dos internos teria lidado). E o golpe de misericórdia: Izzie virou Sonia Braga em “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Estava se acertando com Alex, mas passou a ter alucinações com o defunto Denny Duquette – e a fazer sexo com o falecido! No final das contas estava delirando por causa de um tumor. Pronto, Katherine Heigl. Satisfeita com o destaque que deram para a senhorita? Média: B-

E agora gritem comigo: É HOJE!!! Sexta temporada mode on.

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