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Archive for maio \31\UTC 2009

O que continuar vendo na TV

A essa altura você já deve ter dado uma olhada na lista de séries renovadas e canceladas, mas pra quem ainda não viu, ou pra quem se interessa em saber minha opinião sobre as principais delas (alguém?), aí vai. Começando pelas que retornam para uma nova temporada:

 

* 24 Horas (Não acompanho, mas sei que é o má-xi-mo!)

* 30 Rock (A melhor comédia da atualidade merece uma celebração. Viva Tina Fey!)

* 90210 (Lixo. LIXO!)

* The Amazing Race (Vício! Não perco um capítulo e pode continuar por anos a fio que estarei assistindo.)

* American Dad (É do Seth MacFarlane, precisa dizer mais alguma coisa? Genial!)

* American Idol (Só vi a fase de testes da nova temporada, mas não deixa de ser um show de calouros empolgante.)

* America’s Next Top Model (Tyra e os colegas bitch são tão divertidos! Vida longa a eles!)

* The Big Bang Theory (Os nerds mais legais do universo tem a minha benção para durar por outro par de anos.)

* Breaking Bad (Larguei, mas é boa.)

* Brothers & Sisters (Ótima! Diversão em tamanho família – com todos os clichês a que essa frase tem direito.)

* Californication (David Duchovny acertou em cheio, não?)

* Chuck (Fizeram um monte de cortes e concessões pra escapar do cancelamento. E pra quê? Melhor acabar de uma vez. Dignidade já!)

* CSI (Só vi os episódios mais comentados – o dirigido pelo Tarantino, a saída do Grissom neste ano etc -, mas apesar do sucesso, não vejo muito propósito em continuar com a série sem o protagonista original.)

* Dancing with the Stars (É tipo A Dança dos Famosos do Faustão, e as “estrelas” que topam participar são tão caídas que ver um concurso de dança com anônimos daria no mesmo. Dispenso!)

* Damages (Rugas de preocupação surgem no meu rosto juvenil: como a próxima temporada conseguirá fazer jus às anteriores?)

* Desperate Housewives (Precisa melhorar, precisa melhorar…)

* Dollhouse (A audiência oscila, mas tanta gente elogia… Será que é boa mesmo?)

* Entourage (A melhor série recente da HBO. E na próxima temporada tem Vince num filme do Scorsese!)

* Family Guy (Não lhe faço justiça quando digo que é a melhor série animada de todos os tempos. Sentiu a importância?)

* Friday Night Lights (Go Panthers! O mundo já é horrível demais sem a gente precisar ver uma série dessas cancelada.)

* Fringe (Mediana, abaixo das minhas capacidades – com o perdão de quem assiste.)

* Gary Unmarried (Assisti o primeiro episódio há alguns meses. Não dá; de bom, ali, só o ator principal.)

* Ghost Whisperer (Vi alguns avulsos no Sony. Um horror – e não no sentido que eles pretendem.)

* Gossip Girl (Meu guilty pleasure favorito! Merece a badalação.)

* Grey’s Anatomy (Só faltava cancelarem!)

* Heroes (Fraca até a raiz dos cabelos. Em pensar que eu vibrava com a primeira temporada… Como fui burro!)

* House (Elementar, meu caro Wilson!)

* How I Met Your Mother (Melhor sitcom do momento. E o Barney já faz parte do hall sagrado dos personagens mais hilários da História.)

* Kitchen Nightmares (É aquela do chef de cozinha que tortura os candidatos? Passo. Me sinto mal de ver o pessoal sendo humilhado o tempo todo.)

* Law & Order: SVU (Não acompanho, mas ouvi dizer que está nas últimas. Tchau, Mariska!)

* Lie to Me (Nunca vi, mas uma amiga super me recomendou, então quem sabe…?)

* Lost (Renovação planejada há muito tempo, yay!)

* Mad Men (É tão bem feita que parece arte. Pena que é meio chatinha.)

* Medium (Muito subestimada; não vejo religiosamente, mas comemoro a renovação – em novo canal, diga-se.)

* The Mentalist (Um dos novos hits da temporada, bem gostosinha.)

* Merlin (Quem?)

* The New Adventures of Old Christine (Muito boa! Sempre que vejo me pergunto porque não assisto sempre.)

* Numb3rs (Quase excelente; está entre as séries que pretendo colocar em dia quando tiver chance.)

* The Office (Bem escrita e bem atuada. Me lembre de novo: por que eu não vejo?)

* One Tree Hill (Pronto, satisfeitos?)

* Parks and Recreation (Vale insistir pela Amy Poehler.)

* Private Practice (Nunca vi, acredita? Sinto calafrios só de lembrar do especial com a Addison indo pra Los Angeles no meio de “Grey’s Anatomy”.)

* Raising the Bar (Gostei dos dois únicos episódios que vi, mas não vou me esforçar para acompanhar – apesar de adorar a mãe do Malcolm in the Middle!)

* Saving Grace (Bem qualquer-coisa, não sei como a Holly Hunter foi entrar nessa…)

* Scrubs (Palhaçada! Vi o último episódio da temporada pensando que ia ser o desfecho definitivo – até dei uma choradinha com o JD indo embora do hospital. E agora anunciam que vai ser renovada? Brincar com as nossas emoções desse jeito é coisa que não se faz, ABC!)

* The Simpsons (Lógico; já é patrimônio histórico da TV americana!)

* Smallville (Bom pra quem gosta…)

* Sons of Anarchy (O Piloto foi excelente, mas os episódios seguintes me cansaram. Abandonei sem planos de retomar.)

* Supernanny (Eu via! E muito antes de cogitarem fazer essa versão brasileira com a babá argentina.)

* Supernatural (Não vou mudar minha rotina para assistir, mas já peguei uns episódios no Warner e devo admitir que me surpreendeu com sua honestidade.)

* Survivor (O “No Limite” da América. Vi quase toda a temporada filmada no Brasil. Outra que vicia!)

* ‘Til Death (Podia jurar que tinham cancelado faz tempo!)

* The Closer (Ai, gente, ouvi dizer que é tão ruinzinha…)

* True Blood (É claro. Vai que é tua, Alan Ball!)

* Two and a Half Men (Vejo alguns espaçados – é bem engraçada, e a empregada é a maior comédia!)

* Ugly Betty (Está perdendo a essência e ficando xororô demais, mas é bacana.)

* United States of Tara (É boa, mais pela Toni Collette do que por qualquer outra coisa.)

* Weeds (A última temporada foi média, mas não deixo Nancy Botwin por nada!)

* Wife Swap (É aquele Troca de Eposas/Troca de Família, né? Jura que tem gente que gosta daquilo?)

 

E no próximo post: quem foi cancelada! Traga o lenço para chorar pelo final de sua série favorita.

Categorias:TV

Disney Ctrl C + Ctrl V

Dê só uma olhada neste videozinho genial que revela o gimmick (truque) da Disney para baratear e agilizar as produções: repetir as ações e movimentos quadro a quadro. Imperdível!

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O que é o talento, não é mesmo, minha gente?

Estava vendo pela segunda vez o filme de “Sex and the City” (que já tem uma continuação confirmada, ao que eu pergunto: “pra quê?”). Não é ruim, viu. Só não tem história ou conflito que ainda possa ser criado (o roteiro se esforça para render alguma coisa e no final termina tudo quase do mesmo jeito que começou). Imagino que os fãs da série tenham tido o maior prazer em rever as amigas – eu, que gostava do programa, mas não me incluo entre seus maiores admiradores, vi o filme com simpatia e algumas ressalvas.

O problema é que, em vários momentos, não consegui me focar no conteúdo – a atuação de Jennifer Hudson roubava as atenções. Quanta desenvoltura!

"Tenho um Oscar, beijos!"

"Tenho um Oscar, beijos!"

.:. Sex and the City – O Filme (Sex and the City, 2008, dirigido por Michael Patrick King). Cotação: C+

Categorias:Cinema, Gente, TV

O patinho feio em Namorada de Aluguel

Patrick Dempsey é a personificação do patinho feio. Na adolescência era desengonçado, narigudo e esquisito, e depois que amadureceu ficou bonitão, ganhou ares de galã e dá, semana a semana, uma canja para a mulherada como o McDreamy de “Grey’s Anatomy”. Mas o que Deus dá, Deus tira: quanto mais bem afeiçoado Patrick ficava, mais limitado ele se tornava como ator. Tanto que hoje em dia só se presta aos papéis do bom moço, com resultados que variam do irregular ao catastrófico (“O Melhor Amigo da Noiva”, alguém?). Pena; Dempsey era muito mais feliz quando, por falta de opção, acaba interpretando o nerd impopular. No final dos anos 80, sua veia cômica ainda se manifestava e ele ainda tinha desempenhos memoráveis – como no clássico da Sessão da Tarde, “Namorada de Aluguel”.

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Esta é, sem dúvida alguma, a minha comédia preferida sobre o sistema de castas que rege os colégios americanos (empatado com “Meninas Malvadas”, vai…); pra dar um charminho extra, ainda tem pinceladas de um romance óbvio e previsível, mas bacanérrimo. No filme, o tímido Ronald Miller (Patrick) economiza suados 1000 dólares trabalhando como jardineiro. Ele planeja gastar o dinheiro na compra de um telescópio, mas muda de idéia quando vê a cheerleader Cindy (Amanda Peterson, que deixou a carreira de atriz e hoje é dona-de-casa), por quem sempre foi apaixonado, precisando dessa mesma quantia para comprar um casaco novo para a mãe (ela danificou o antigo por acidente). Ronald surge, então, com uma proposta indecente: ele lhe dará todo o dinheiro e, em troca, Cindy terá que fingir ser sua namorada diante de toda a escola. Ronald pretendia pegar carona na reputação de Cindy e ascender socialmente. Ela concorda resignada, mas começa a se atrair por ele à medida em que o conhece melhor – justamente na época em que Ronald vai moldando a sua personalidade ao mundo dos populares, e deixando de lado os amigos e o seu verdadeiro eu.

Em linguagem gastronômica, “Namorada de Aluguel” equivaleria a um purê de batatas com bife: sem requintes, mas delicioso. Tudo é muito simples e convencional, a temática não é inédita e dá pra adivinhar a conclusão da trama com dias de antecedência. Mas é um entretenimento honesto e um filme com coração – e rins, e fígado, e pulmões – no devido lugar. Dá para ser encarado como um passatempo despretensioso ou, pelos mais engajados, como uma denúncia inteligente a essa hierarquia implícita em todo colegial (um problema sério que não é minimizado por “Namorada de Aluguel”, ao contrário do que acontece nos corredores anormalmente limpos de “High School Musical”). Ser adolescente é sofrimento – e fazer comédia em cima disso com tanto sucesso é coisa que pouquíssimos filmes conseguiram até hoje. Ou seja: pura diversão com ares sociológicos te aguardam!

.:. Namorada de Aluguel (Can’t Buy Me Love, 1987, dirigido por Steve Rash). Cotação: A+

Categorias:Cinema

Mais Mini-Resenhas

Comentando brevemente alguns filmes que vi nas últimas semanas – mais especificamente, aqueles que tiveram algum membro do elenco premiado ou indicado ao Oscar.

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* A Família Savage (The Savages, 2007, dirigido por Tamara Jenkins): Depois de Marion Cotillard, a próxima na fila pelo Oscar de Melhor Atriz – na minha opinião, é claro – seria Laura Linney, que entrega a melhor interpretação de sua carreira neste “A Família Savage”. Ironicamente, Linney foi esnobada por todos os principais prêmios precursores e quase não conseguiu essa indicação. Não é difícil entender o porquê: Wendy Savage é uma personagem contida, introspectiva, quase desprovida de arroubos dramáticos – e todos sabemos que muita gente confunde gritaria com boa atuação, né? Linney interage lindamente com Philip Seymour Hoffman e, num papel menor, está Philip Bosco como o pai dos dois. Um drama sensível e comovente que cresce a cada assistida. Cotação: A-

* A Última Ceia (Monster’s Ball, 2001, dirigido por Marc Foster): Quer reclamar do Oscar da Halle Berry? Pois então que não o faça na minha frente! O blogueiro que vos fala é grande admirador do trabalho da mulata em “A Última Ceia”, filme difícil e pesado sobre o envolvimento de um policial racista com a esposa de um prisioneiro condenado à morte. A interpretação da Halle é um grande exemplo do que chamam de tour de force, ou seja, uma excepcional conquista artística. A personagem é matizada, cheia de conflitos internos que o filme dá tempo para o espectador compreender. Nós percebemos a armadilha emocional em que ela se encontra e, com extrema competência, Halle projeta essas emoções de dentro pra fora. Já o parceiro Billy Bob Thorton parece fazer o oposto; atua com a frieza e antipatia habitual e é prejudicado pelo roteiro, que lhe propõe mudanças drásticas de postura sem delinear muito bem o motivo dessa transição. Temos também Heath Ledger em outra marcante participação. Cotação: B+

bonnie_clyde_465x402* Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, 1967, dirigido por Arthur Penn): Num de seus filmes anteriores, o superior “O Milagre de Annie Sullivan”, o diretor Penn tinha rendido o Oscar às suas duas atrizes – Anne Bancroft e Patty Duke. Aqui ele consegue feito ainda mais notável: indicou cinco integrantes do elenco ao prêmio, e em todas as quatro categorias de atuação. Ganhou na mais inesperada: Atriz Coadjuvante para Estelle Parsons, que faz a chata e histérica cunhada de Clyde. A famosa história do casal de ladrões de banco que atuava nos Estados Unidos durante a Grande Depressão é narrada com capricho e competência – mas ouço elogios tão fervorosos ao filme que, ao conferí-lo, fiquei na dúvida se é “pra tanto”. Cotação: B+

* Fargo – Uma Comédia de Erros (Fargo, 1996, dirigido por Joel Coen): Essa violentíssima comédia de humor negro é a cara dos irmãos Coen por vários motivos. O principal deles é apresentar uma sucessão de personagens anticonvencionais, todos eles sem um pingo de caráter. Apenas a protagonista, uma policial grávida (Frances McDormand, no papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz), consegue preservar um pouco de compaixão diante de tanta brutalidade. Endosso o Oscar de Roteiro Original, mas Frances poderia ter deixado o seu para a sublime Emily Watson em “Ondas do Destino” (outro que revi recentemente e que é divino). Cotação: A+

the-people-vs-larry-flynt-1996* O Povo Contra Larry Flint (The People vs. Larry Flint, 1996, dirigido por Milos Forman): Woody Harrelson concorreu ao Oscar de Melhor Ator pelo seu retrato do desbocado Larry Flint, editor da revista pornográfica Hustler que enfrentou uma série de processos na justiça americana. Mas para mim a grande revelação do longa é Courtney Love, que contrariou todo o ceticismo que envolvia sua carreira de atriz e deu um show como a esposa aidética de Larry – foi bastante premiada pela crítica (inclusive pelo prestigiado círculo de Nova York) e deveria ter sido lembrada pelo Oscar. Edward Norton também marca presença como o advogado de confiança, um de seus primeiros papéis de destaque. Cotação: A- 

* Pelle, o Conquistador (Pelle erobreren, 1987, dirigido por Bille August): Dustin Hoffman está muito bem em “Rain Man”, mas se dependesse de mim, o Oscar de Melhor Ator que ele levou teria ido para um concorrente ainda mais nobre, Max von Sydow em “Pelle, o Conquistador”. Ele está extraordinário como um camponês viúvo e humilde, que faz de tudo para que o filho pequeno não seja vítima da miséria que os rodeia. Co-produção entre Suécia e Dinamarca, o filme venceu a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Produção Estrangeira, e é um dos exemplares mais tocantes sobre a relação pai-e-filho que eu já vi. Cotação: A+ 

* Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich, 1999, dirigido por Spike Jonze): A primeira viagem de ácido de Charlie Kaufman resultou nesse roteiro esquisito e anticonvencional sobre um portal mágico que leva, quem entra nele, direto para a mente do ator John Malkovich (ele embarca na brincadeira e se autoparodia com bom-humor e espírito esportivo). O elenco é um capítulo à parte – de John Cusack posando de fracassado à Cameron Diaz como a esposa feia e fanática por animais que descobre ser um homem! Além, é claro, do próprio Malkovich e da divertidíssima Catherine Keener, indicada ao Oscar como Atriz Coadjuvante. Imperdível! Cotação: A+

Todos os citados acima valem ser vistos ou revistos. Vai aí.

Categorias:Cinema

Os Melhores Pilotos da TV

Se você está procurando um ranking de pilotos automobilísticos, errou de blog. Este top 10 é sobre os melhores primeiros episódios das séries de TV, os chamados “Pilotos”. Ora, já que escolhi os melhores ganchos deixados pelos finais de temporada, nada mais justo que fazer, também, a escolha dos melhores pontos de partida. E prometo que muitíssimo em breve virá uma lista especial só sobre cinema, sim? Até lá, já sabe o que fazer: deixe sua opinião sobre os Pilotos, me elogie pelo que concorda, me xingue pelo que discorda e faça sua própria listinha. Vamos nessa (em ordem decrescente, pra ficar mais emocionante):

 

10. Friday Night Lights

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Mesmo sem entender nada de futebol americano, meu coração ficou disparado com a partida de mais de quinze minutos entre dois times de colegial – que terminou com o astro do Dillon Panthers, Jason Street, sofrendo um acidente e ficando paraplégico, e o então-nobody Matt Sarecen provando a que veio ao substituir o colega como quarterback. Assim começou a série teen mais bacana da atualidade, e a mais realista de todos os tempos.

 

9. The Riches

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Minnie Driver foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz em Drama por este episódio, onde está mesmo espetacular. Digo mais: tem um dos desempenhos mais impressionantes que vi na TV nos últimos anos. “The Riches” conta a história da família de ciganos que vive de pequenos golpes – até que precisam fugir da comunidade onde vivem, por problemas com o líder corrupto. O episódio termina com os Riches assumindo a identidade de uma família rica, decididos a roubar, agora, o sonho americano. Bom demais!

 

8. Nip/Tuck

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Pesado e ousado, o Piloto de Nip/Tuck atesta, do primeiro ao último minuto, que a série chegou para “causar”. Sean e Christian, sócios da clínica de cirurgias plásticas mais famosa de Miami, são grandes amigos, mas diametralmente opostos. Ainda assim, tem que se unir contra as ameaças de um criminoso latino. A última cena, com um defunto, muito presunto e um pântano de crocodilos, já é um clássico.

 

7. Studio 60 on the Sunset Strip

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O criador do humorístico “Studio 60”, uma espécie de “Saturday Night Live”, surta ao vivo e começa a vilipendiar o próprio programa diante do país inteiro. É demitido, claro. Para substitui-lo, entra o relutante Matthew Perry, antigo roteirista da atração, e o amigo drogado em recuperação, Bradley Whitford. Temos aí o primeiro episódio da única temporada de uma das séries mais bem escritas – e mais subestimadas – de todos os tempos.

 

6. Pushing Daisies

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Diferente, super amaneirado, com aquele clima de Amélie Poulain, o Piloto de “Pushing Daisies” me hipnotizou com a história do fazedor de tortas que tem o dom incomum de trazer as pessoas de volta à vida. Com o tempo, perdi a empolgação com “Pushing Daisies”, talvez pela confirmação de seu cancelamento precoce – mas aquele primeiro momento ao lado de Ned, a garota-morta Chuck, as tias esquisitas Vick e Vivian, o detetive canastrão Emerson Codd, a ingênua garçonete Olive e o cachorro Digby ficou guardado com carinho na minha memória.

 

5. Veronica Mars

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Que primeiro episódio perfeitinho, o de “Veronica Mars”! Acontece tanta coisa, mas tanta coisa, que parece que comprimiram uma temporada anterior em quarenta minutos. Descobrimos todo o passado da protagonista, sua transformação de garota popular em nerd loser, a possibilidade dela ter sido estuprada numa festa de colégio, a fuga de sua mãe, o assassinato de sua melhor amiga Lily Kane, o trabalho como detetive nas horas vagas, o conflito com a gangue de motoqueiros, o nascimento da amizade com Wallace e mais meia dúzia de ocorridos. Para viciar e não largar mais!

 

4. Six Feet Under

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O drama e o humor negro, elementos essenciais na história da família que administra uma funerária, tornam este primeiro episódio – escrito e dirigido por Alan Ball, vencedor do Oscar pelo roteiro de “Beleza Americana” – um dos mais bem desenvolvidos que eu já vi. Quem viu, talvez se lembre daqueles anúncios que apareciam no início de cada bloco, todos relacionados à preparação de velórios (carros, caixões, formol etc.); uma ótima sacada do Alan que não foi adiante.

 

3. Desperate Housewives

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O suicídio de Mary-Alice, aquela narração post-mortem, aquele subúrbio sinistro, aqueles arquétipos sendo descontruídos. Susan incendiando a casa da Edie, Lynette entrando na piscina para retirar os filhos teimosos, Bree chorando escondida e logo em seguida saindo do banheiro impecável, Gabrielle aparando a grama no meio da noite para encobrir a ausência do amante jardineiro. Ge-ni-al.

 

2. Lost

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O Piloto mais caro de todos os tempos começa com a já antológica cena do olho abrindo, passa para o desespero das vítimas de um desastre de avião, para a constatação dos personagens de que caíram numa ilha, para um monstro misterioso dando sustinhos e ainda para uma mensagem de socorro, em francês, deixada há 16 anos. Conclusão: a gente prende a respiração do começo ao fim e fica doente pelo episódio 2 quando os créditos aparecem. Emmy de Melhor Direção para J.J. Abrams.

 

1. Twin Peaks

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Até hoje, não terminei de ver a bizarra série idealizada por David Lynch. Comecei a segunda temporada, mas a trama estava cansativa e sem a mesma voltagem da primeira (que teve apenas oito episódios, todos impecáveis). Este primeiro apresenta, um a um, os personagens peculiares da cidadezinha de Twin Peaks – pessoas aparentemente normais, mas que também tem algo a esconder. E todos parecem estar interligados, de alguma forma, com o assassinato da jovem Laura Palmer. Aquela primeira cena com o corpo de Laura envolto no saco plástico é de arrepiar! (Aliás, faltou colocar “Twin Peaks” na lista de melhores finais de temporada! Bobeou, Louis…)

 

Menções honrosas a Pilotos ótimos que não deu pra encaixar: “Breaking Bad”, “Prison Break”, “Dexter”, “Damages”, “Ugly Betty”, “Roma” e “My So-Called Life” também tiveram primeiros episódios brilhantes, que me intrigaram e ficaram comigo por muito tempo. Que tal dar uma olhada quando não tiver nada melhor pra fazer?

Categorias:Top 10, TV

A terceira temporada de Big Love

“Big Love – Amor Imenso” é o filé mignon da programação atual da HBO. Ainda assim, está longe de ser tão reconhecido por público e crítica como foram anteriormente os carros-fortes da emissora, os dramas “Família Soprano” e “A Sete Palmos”. É tão pouco badalada que, apesar da terceira temporada já ter sido toda exibida nos Estados Unidos, metade dos dez episódios dessa leva ainda não tem legenda disponível – e os fãs que não tem um bom nível de inglês e não querem esperar pela transmissão na TV a Cabo (ou então aqueles que não pagam por canais adicionais, nem fazem um “gato” na antena do vizinho) vão ficar sem reencontrar a família polígama mais querida da televisão mundial por tempo indeterminado. Apesar da quarta temporada já ter sido confirmada pela HBO americana, o programa também não é um estouro por lá; tem uma audiência displicente e, mesmo tendo sido indicado a quatro Globos de Ouro (Melhor Série Dramática e Melhor Ator, por dois anos consecutivos), também não é amplamente reconhecido pelas cerimônias de premiação (o elenco precisava muito de uma indicação conjunta ao SAG e por que Jeanne Tripplehorn nunca foi indicada ao Emmy está além da minha compreensão).

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Minha posição está clara: “Big Love” é uma série muito, muito subestimada. E olha que nem me coloco entre seus maiores admiradores e, sem-querer-comparar-mas-já-comparando, também não acho que esteja no mesmo patamar de qualidade de um “A Sete Palmos”. Mas é boa demais, ninguém pode negar. Tanto que Tom Hanks embarcou no projeto desde o início e se mantém envolvido até hoje, como produtor executivo. Também foi a série que revelou Dustin Lance Black, ganhador do Oscar pelo roteiro de “Milk – A Voz da Igualdade”. Como mencionou no discurso ao receber o prêmio, ele foi criado numa comunidade mórmon, e sua adição ao time de roteiristas foi imprescindível – Dustin deu detalhes de roupas, comportamentos, ritos etc. e tal que enriqueceram o universo que “Big Love” apresenta. Consequentemente, também veio a assinar o roteiro de alguns episódios e passou, a partir desse terceiro ano, a ser creditado como co-produtor.

Explico melhor para quem não está familiarizado com o plot: “Big Love” é um drama adulto, vendido pela HBO como muy polêmico e controverso, sobre uma conservadora família mórmon que pratica poligamia no Estado de Utah, onde tal prática é ilegal. Ou seja, eles vivem na surdina, tomando todas as cautelas e precauções para que nem mesmo os vizinhos descubram sua condição. Bill (Bill Paxton) está em conflito constante com o líder da comunidade mórmon onde passou sua infância – mas ao mesmo tempo em que deixou para trás aquele ambiente rural, pobre, retrógrado e subdesenvolvido para se tornar um homem de negócios bem-sucedido, Bill não abandonou os princípios de sua religião. É um fiel devoto que acredita na pluralidade de casamentos, e tenta levar uma vida correta e harmoniosa, apesar das suas três esposas serem bastante diferentes. A primeira, Barb (Tripplehorn), não foi criada com o “Princípio” e foi rejeitada por toda família quando concordou em viver com Bill sob essas regras. A segunda, Nicki (Chloe Sevigny), veio da comunidade assim como Bill, e é filha do líder local com quem o marido está sempre se atracando. E a terceira, Margene (Ginnifer Goodwin), era a babá da família, é bem mais nova que Bill, infantilizada e imatura. Dos oito filhos desses casamentos, a ênfase maior é nos dois mais velhos, interpretados por Douglas Smith e Amanda Seyfried (sim, a mocinha de “Mamma Mia!”).

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Devorei a terceira temporada em sequência só para ficar me perguntando como pude ter deixado de lado por tanto tempo – não vou entrar em detalhes para aqueles que não viram os episódios poderem acompanhar o texto. “Big Love” é viciante, envolvente, tenso, e por vezes, não me aflora as melhores sensações. Tem muito personagem mau caráter, e o medo de que a família possa ser exposta a qualquer momento me agoniza. Mas eu amo as sister-wives do fundo do coração, e os “vilões” (que existem aos montes) são daqueles que adoramos odiar. Só Bill não me apetece muito. Paxton está sempre com a mesma cara de contrariado, e esse samba-de-uma nota-só fica ainda mais vergonhoso quando comparado com o desempenho fenomenal das três esposas. Outra que cresceu bastante nessa temporada foi Amanda Seyfried – sua personagem ganhou espaço; teve uma trama ótima que ela tirou de letra e, por mim, seria indicada ao Emmy de Atriz Coadjuvante. A quem se pergunta: sim, a história da Ana, a pretendente a quarta esposa, não é deixada sem solução. O problema é que tudo se encerra rápido demais (num único episódio, acontecem todos os eventos que levam a esse desfecho). Houve ainda nova participação de Ellen Burstyn e, nos três últimos capítulos, de Zeljko Ivanek, que está em todo raio de série hoje em dia (“Damages”, passando pelo Piloto de “The Mentalist”, pelo homem que faz todo mundo de refém em “House”, pelo vampiro-líder em “True Blood” e, ao que me dizem, por “Heroes” – que não vejo).

Ainda duvida que “Big Love” seja coisa fina? Aos interessados, corram atrás das duas primeiras temporadas e se matriculem num curso de inglês para conseguir acompanhar esta (ótima) terceira.

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