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Vaga-lume

A minha irmã caçula, que está se formando na quarta série, completou esses dias a leitura de “A Ilha Perdida” para uma prova do livro. A cópia acabou ficando aqui em casa e, numa sentada só, reli este que já foi o meu livro favorito de todos os tempos. Adorava toda a coleção Vaga-Lume e seus ilustres títulos infanto-juvenis, como “O Caso da Borboleta Atíria”, “O Mistério do Cinco Estrelas” e todos aqueles escritos pela Maria José Dupré, como “O Cachorrinho Samba”, “A Mina de Ouro”, “A Montanha Encantada” e o próprio “Ilha Perdida”.

Deve ter sido o primeiro livro que eu li – este ou algum do Monteiro Lobato (“Reinações de Narizinho”, provavelmente). Não lembro exatamente a ordem, porque as datas se confundem. Só sei que eu amava. Não a ponto de fantasiar com uma vida na qual eu passaria as férias no Sítio do Pica-Pau Amarelo brincando com os personagens, porque eu nunca fui dessas coisas (exceto quando eu sonhava em participar de “Chiquititas”, mas aí era algo motivacional e palpável, do tipo “um dia serei eu”).

Mas, enfim, eu relia incansavelmente esses livros e redescobrir “A Ilha Perdida” agora foi muito especial. Por mais que eu me dê conta de que a história não é lá tão bem elaborada, percebo que ela não perdeu o valor; é leve e fácil de acompanhar, como se a autora falasse com as crianças de igual para igual, mas sem subestimá-las.

E você? Tem algum livro que relembre com tamanho carinho e desvelo?

Categorias:Literatura
  1. Caroline®
    8 dezembro 2010 às 12:44 am

    Querido, I S2 U! Eu sou uma fã ardorosa da Coleção Vagalume. Devo ter lido uns 20 livros na infância, com uma predileção especial pelos do Marcos Rey. Eu viajava, podia passar horas entretida no livro. Até hoje tenho saudades.

  2. 8 dezembro 2010 às 3:23 am

    eu lembro que ODIAVA O Caso da Borboleta Atíria… mas muitos da coleção eu amo até hoje, ainda mais os do Marcos Rey.
    meu livro de amor verdadeiro amor eterno é O Meu Pé de Laranja Lima, do José Mauro de Vasconcellos, coisa linda do meu coração!!!

    • 8 dezembro 2010 às 9:33 am

      Caroline, parece que todo mundo amava essa coleção!! Lembro até hoje com muito carinho🙂

      Quéroul, o da Borboleta Atíria foi um dos primeiros que eu li e amei, mas lembro de ter tentado reler uns anos mais tarde e achado um porre! E Meu Pé de Laranja Lima é LINDO!

  3. 8 dezembro 2010 às 2:59 pm

    Hahaha, ótimo post. Nostálgico, gostinho de infância. Eu tinha 2 livros pelos quais eu era viciado: “O Escaravelho do Diabo” e, meu favorito ever, “Barcos de Papel”. Adoraaaava, cara! E também apreciava aqueles suspenses, principalmente quando envolvia crianças e talz, como “O Mistério da Aranha Verde” e o aterrorizante “Com a Morta no Porão”. Este ultimo tinha uma linguagem até meio chocante (para 11 anos) e “O Caso de Hans Knust” também era tenso.

    nossa, e enquanto escrevi estes, veio tantos outros na minha cabeça, mas pra não ficar só citando aqui, estes eram meus preferidos. Por hoje. =)

    abs, Louis!
    bom te ver na comuna again.

  4. 8 dezembro 2010 às 10:57 pm

    Nunca li este livro. Da Maria José Dupré só conheço mesmo “Éramos Seis”.

  5. Adriano
    9 dezembro 2010 às 2:06 am

    Ótimo post, realmente. A Coleção Vagalume com certeza marcou a minha infância, então fico até nostálgico de relembrar todas essas histórias.
    Eu também adorava as histórias do Marcos Rey (detaque para “Sozinha no Mundo”), mas o meu livro favorito era o já citado “O Escaravelho do Diabo”. Lembro que quando eu li essa história eu fiquei impressionado, não lembro exatamente o porquê, mas me pareceu algo tão forte e surpreendente(para os meus 10, 11 anos, anyway). Gosto tanto desse livro que eu cheguei a relê-lo há uns dois anos atrás, só para fazer a comparação das minhas impressões. E, bom, com certeza a gente percebe que as histórias eram bem mais simples do que a gente imaginava (apesar de “O Escaravelho”, para uma história infantil, tem uma trama até bem elaborada).

    • 10 dezembro 2010 às 8:36 pm

      Tom, é bom estar de volta🙂 Não conhecia os últimos livros que você citou, mas lembro de ter lido O Escaravelho do Diabo e adorado. Aliás, lia alguns livros meio pesadinhos pra minha idade, assim como sempre assisti filmes endereçados a pessoas bem mais velhas. No mercy for Louis! HAHAHA! Abraço!

      Ka, Éramos Seis foi o primeiro “livro de adulto” da Maria José Dupré que eu li. Não por acaso, é fantástico. Beijo!

      Adriano, taí: O Escaravelho é outro que preciso reler com urgência. É sempre curioso revisitar nossas lembranças da infância anos depois.

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