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Oscar 2011 e NBR

Na semana passada, foi anunciado que Anne Hathaway e James Franco apresentariam a edição do Oscar 2011. Desde que acompanho o Oscar, a única cerimônia que me recordo a não ser apresentada por um comediante foi a de 2008, na qual Hugh Jackman se saiu muito bem e Anne, curiosamente, o ajudou em um dos esquetes, cantando com sua ótima voz. Já Franco, mesmo fazendo opções inusitadas e corajosas em sua carreira, tem um humor meio típico de maconheiro, que só usuários da droga compreendem e acham graça. Também há um outro empecilho: ele deve ser indicado este ano como melhor ator por “127 Hours”, do Danny Boyle, e o fato de também apresentar a festa pode gerar um conflito de interesses. À uma primeira análise, não recebo a notícia com bons olhos.

Entrementes, essa temporada de premiações começou oficialmente com o anúncio dos vencedores do National Board of Review, um dos mais antigos e conceituados prêmios da crítica (seus membros não são compostos apenas por críticos profissionais, mas também por cinéfilos de todo país). O NBR tem coincidido várias atrizes com os prêmios maiores. Acho que nos últimos 20 anos, 19 das premiadas por eles foram indicadas ao Oscar ou coisa que o valha.

Foi o prêmio que impulsinou, por exemplo, as conquistas ianques de Fernanda Montenegro por “Central do Brasil”. A inglesa Lesley Manville, de “Another Year” pode se sentir bem aliviada por ter sido eleita a Melhor Atriz de 2010. Lembrem-se que ela é uma heroína de Mike Leigh, que já consagrou Brenda Blethyn, Imelda Staunton e Sally Hawkins (das três, a última foi a única a ser esnobada pelo Oscar, num caso atípico e sem precedentes). Jacki Weaver está incrível em “Animal Kingdom” e o prêmio de coadjuvante também deve impulsioná-la. Está com jeito de que não vai parar mais de ganhar, mas acho que está mais para uma Amy Ryan do que para uma Mo’Nique e que não vencerá os prêmios academistas. Mas, ao menos sua indicação vai consolidar.

Estranho a menina do “Winter’s Bone” ter sido a única revelação premiada. Geralmente, eles dividem a categoria em revelação masculina e feminina. Acho que os homens estavam em falta este ano… Ou melhor, o mais novato, Jesse Eisenberg, foi considerado para a categoria principal, e não como revelação (porque né, o moço tá aí faz tempo, fez “Roger Dodger”, “A Lula e a Baleia”, “Zumbilândia” etc). Em “A Rede Social”, dá show. Aliás, o filme, eleito o melhor do ano pelo NBR, é bem inteligente e não vou me opor a nenhum prêmio que receber (em especial, aos que vieram para Jesse e o roteirista Aaron Sorkin).

“Toy Story 3” inevitavelmente vencerá tudo que é prêmio de filme de animação e é realmente excelente, mas cá entre nós, “Como Treinar Seu Dragão” é melhor. Mais rendondinho, bem finalizado, com trilha e visual fantásticos. No mais, esperemos os próximos prêmios!

Categorias:Premiações
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