Início > Cinema > Cabine: Skyline

Cabine: Skyline

“Skyline – A Invasão” custou a bagatela de 10 milhões de dólares, mas o resultado final sugere um orçamento pelo menos três vezes maior. Os efeitos vistos na tela, se não revolucionários e inovadores, funcionam muito bem dentro da proposta e jamais remetem ao amadorismo que a falta de verba pode ocasionar. Mérito dos diretores, os irmãos Colin e Greg Strause, técnicos de efeitos especiais cujos currículos se estendem de “Titanic” à “Avatar”, passando por dezenas de produções de grande porte nos últimos quinze anos. Como cineastas, só tinham realizado anteriormente “Alien vs. Predador 2”, do qual não tenho lembranças.

Com base neste aqui, porém, arrisco algumas considerações: ainda que não sejam inventivos para narrar uma história – que já começa prejudicada por um roteiro irregular e acomodado nos clichês -, ambos têm a capacidade de aderir ao cinema independente americano elementos que se julgavam exclusivos do mainstream. Dessa conjugação, obtém-se o que há de melhor e pior em cada modelo. Na parcela dos ganhos, há um quê de subversão numa trama que teria de obedecer às regras intransigentes de uma produção mais caprichada (o desfecho é de certa forma inesperado, diferente). Do lado das perdas, há muletas narrativas óbvias que chegam a incomodar e truques tão manjados – como a câmera lenta conduzindo os momentos de tensão – que devem provocar risos involuntários ao invés de agonia e contorção.

Trata-se de mais um episódio de invasão alienígena, em que a raça forasteira chega exterminando os humanos em quantidade e rapidez avassaladoras. Ao final, descobrimos que o mundo inteiro está sob ataque, mas o foco da fita é sempre Los Angeles, aonde os protagonistas – um rapaz imaturo (Eric Balfour) e sua namorada grávida (Scottie Thompson) – tentam sobreviver à todo custo. Não são heróis, mas cidadãos comuns que se vêem acossados num condomínio sem qualquer forma de comunicação com o mundo exterior. Fugir seria tão arriscado quanto ficar, pois as naves emanam uma luz azul que contamina com radiação e hipnotiza aqueles que fazem contato visual. Se a sinopse parece risível, não se espante: o filme tem sua cota de ridículo. Mas também tem qualidades que passarão despercebidas ao espectador mais cético. As quais, sinceramente, espero que você esteja disposto a descobrir.

.:. Skyline – A Invasão (Skyline, 2010, dirigido por Brothers Strause). Cotação: C+

Categorias:Cinema
  1. 23 novembro 2010 às 3:24 am

    Não aguento mais essas fórmulas batidas americanas.

    • 23 novembro 2010 às 2:54 pm

      Cristiano, eu também estava com um pé atrás, mas essas fórmulas batidas são compensadas por certas ousadias do filme.

  2. 23 novembro 2010 às 10:50 pm

    Tô fora desse…

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: