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O começo do fim

Ao assistir ao 22º episódio da quinta temporada, que encerrou “Angel”, fiquei feliz. A série acabou no auge, quando era o segundo show de maior audiência do canal WB – ou seja, uma incongruência sem tamanho por parte dos executivos escrotos. O próprio criador Joss Whedon, pai da nave-mãe “Buffy, A Caça-Vampiros” e de outras coisas geniais como “Firefly”, “Dr. Horrible” e “Dollhouse”, compara o cancelamento prematuro a um homem saudável de trinta e tantos anos sofrendo um enfarto fulminante. Pensar que “Angel” chegou ao fim quando ainda tinha muito a oferecer é doloroso, e ainda estou motivo por ter de dizer adeus.

 

Amy Acker como Illyria

 

Por outro lado, a série se encerrou da maneira mais digna possível. Essa quinta temporada foi, disparada, a melhor de “Angel” e uma das melhores coisas de todo o Buffyverse (foi certamente superior à última temporada de “Buffy”, e o episódio final, que tem as sequências de artes marciais mais intensas e fantásticas que eu já vi na TV, também supera, e muito, o encerramento da série original). É difícil apontar o que funcionou melhor no quinto e derradeiro ano: se foi a introdução de Spike, o vampiro-comediante mais legal de todos os tempos; se foi a entrada da Harmony, a vampira que costumava ser uma cheerleader fútil, para o quadro de personagens-fixos; se foi a sentida morte de Fred e a alocação de um demônio antigo, Illyria, no seu corpo (uma sacada brilhante, pois Illyria é uma das personagens mais sensacionais da ficção). Ou se foi Angel, o protagonista, que continuou sendo lindamente desenvolvido.

No final das contas, a ausência de Cordelia (personagem que Charisma Carpenter interpretou desde o início de “Buffy” e do primeiro episódio de “Angel”) foi indiferente, em parte porque a quarta temporada – a pior do programa – não lhe favoreceu em nada. O desfecho ambíguo também caiu bem, até porque Joss tinha planos de prosseguir com a história em HQ’s, que realmente foram publicadas e fazem muito sucesso nos Estados Unidos. Ainda que não tenha sido a série perfeita, “Angel” foi uma adesão excepcional ao Buffyverse, e acompanhar as temporadas, mesmo que com tanto atraso, foi um prazer. Obrigado, Joss, por essa jornada incrível!

Categorias:TV
  1. 21 outubro 2010 às 1:55 am

    Ai que inveja! Que inveja, que inveja, haha. Eu nem terminei a terceira ainda, na verdade to no comecinho e amo tudo do Joss, principalmente relacionado a Buffy. Angel é muito bom!

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