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Wall Street

Geralmente, antes de assistir a uma sequência, procuro ver o filme que a originou. Infelizmente, nunca assisti à “Wall Street – Poder e Cobiça”, lançado em 1988, mesmo sendo um dos filmes mais celebrados de Oliver Stone e o trabalho que rendeu ao Oscar a Michael Douglas. Por outra infelicidade do destino, não consegui ver o filme a tempo do lançamento da segunda parte, “Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme”, que estreia no Brasil simultaneamente aos Estados Unidos.

Ou seja, fui ver a continuação completamente despreparado e não saquei qualquer simetria que ela possa ter em relação ao anterior. Mas a verdade é que o filme é muito bom (uma verdadeira surpresa, considerando que Stone só tem dado bola fora nos últimos anos, com fiascos do porte de “Alexandre” e “W”), e ainda pode ser experimentado como um programa avulso e independente. É focado no centro comercial de Nova York, aonde alguns dos homens mais influentes e poderosos do planeta compõe a engrenagem do sistema financeiro.

Douglas reprisa o papel de Gordon Gekko, outrora um dos líderes desse cenário, e agora desmoralizado após uma prisão longa e severa. Gekko tem uma filha adulta (Carey Mulligan) que cortou relações com ele – mas seu futuro genro (Shia LaBeouf), um jovem ambicioso e ansioso para galgar os degraus até o primeiro time, acaba se aproximando do sogro, com o qual espera aprender algumas lições valiosas sobre Wall Street e, mais especificamente, sobre como driblar um financista inescrupuloso (Josh Brolin), cujas falcratruas levaram o concorrente (Frank Langella) à ruína e eventual suicídio.

A história se passa em 2008, justamente quando a economia americana estava mais estraçalhada. Mas não é um filme sério ou reflexivo. Na verdade, é bem estiloso, elegante, editado com dinamismo e pontuado com leveza por canções contemporâneas. Aliás, a moral de que a ganância desenfreada é uma parte indelével do ser humano co-existe com um desfecho positivo e otimista. Boa direção, bom roteiro, bom elenco (Susan Sarandon, Eli Wallach e Charlie Sheen são outras das ilustres aparições) e uma Nova York muito bem fotografada garantem uma atração de qualidade muito superior à que eu imaginava.

.:. Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street – Money Never Sleeps, 2010, dirigido por Oliver Stone). Cotação: A+

Categorias:Cinema
  1. 28 setembro 2010 às 7:04 pm

    olha, tava pensando seriamente em assistir… mas que faço com Michael Douglas? será que eu guento? hoje eu troquei esse filme por um documentário, vamos ver se ainda dá tempo de destrocar…

    pois, assisti Dexter e Greici. basicamente achei o mesmo das duas: galera volta após um baita trauma, meio blasés demais. Greici é aquilo, né, tipo casamento; cê já até cansou do seu cônjuge, mas não larga dele porque o amor ainda é maior. mas cansa, hein, caaaansa. e Dexter vale pela duplinha Morgan, porque eu também achei bem mais ou menos. vou assistir Supernatural – que foi o primeiro que eu baixei, e ainda não vi. te juro que tenho uma pontinha de medo de ver que também tá mais ou menos… mas eu encaro.
    e os filmes: afe, Johnny é a coisa mais linda que eu já vi na vida, sério. eu achei a vida toda que seria sombrio, terrível, medonho, triste e suicida. é a coisa mais linda, sensível e bem feita, na verdade. o clipe do Metallica (e a música também) sempre me fizeram crer que eu morreria durante a projeção; a verdade é que eu saí ultra satisfeita, e muito feliz de, finalmente, ter conseguido ver. valeu o desfalque, e eu acho que vai desfalcar mais: é um filme pra se ter em casa, pra ver todos os dias.
    o Stroszek é lindo também, mas bem mais maluco. é que eu adoro o Herzog e o ator esquizo dele, o Bruno S. filme bem lindo também.
    agora tô eu lá voltando na locadora, pra devolver os filmes. vai ser O trabalho mental pra não sair alugando mais filmes superfaturados – mas eu duvido que eu consiga isso, ainda mais pq já quero fazer aquela ‘assinaturinha’ e pegar todas as coisas que eu já vi que tem lá e não vou achar em nenhum outro lugar.
    ore por mim.

    =)

    • 28 setembro 2010 às 11:11 pm

      Quéroul, dizem que Gordon Gekko é o papel da vida de Michael Douglas, que quando tem um bom material em mãos, costuma ser ótimo ator! Fico SUPER feliz por você ter gostado de Johnny Vai à Guerra. O filme me impressionou demais. Bom saber que uma dica minha não te fez fazer cadastro em locadora à toa! HAHAHA… Ah, falta você me contar o que achou do season premiere de Supernatural. Beijos e boa sorte com tudo😉

  2. Bárbara :)
    29 setembro 2010 às 5:52 pm

    Eu tb não assisti Poder e Cobiço, pretendo assisti-lo depois. Muito bom esse filme.

    • 1 outubro 2010 às 11:09 pm

      Bárbara, estou providenciando Poder e Cobiça pra ficar em dia! o/

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