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Trívia Disney

Todos nós crescemos assistindo às animações clássicas do Walt Disney (alguns mais que outros), e guardamos doces recordações dos desenhos tradicionais que parecem ter perdido espaço no cinema atual. Não que a técnica esteja obsoleta: o estúdio é que parece ter se esquecido de como usá-la com autenticidade e desvelo, sem apenas requentar fórmulas antigas. O recente “A Princesa e o Sapo”, por exemplo, foi vendido como um retorno da Disney às suas origens, mas carecia de criatividade e, no final das contas, serviu apenas para acrescentar mais uma princesa à vasta coleção (a primeira afro-descendente). Enquanto isso, do outro lado do horizonte, o estúdio Ghibli continua firme e forte com sua produção rudimentar e demorada, mas que pela constante inventividade se mantém encantadora e consegue rivalizar com as animações computadorizadas.

Este post apenas reúne algumas curiosidades que encontrei sobre as obras mais atemporais de Disney. Se este é o seu baile, divirta-se!

Branca de Neve e os Sete Anões, 1937

– Primeiro longa-metragem de animação a ser feito em Technicolor.
– Ganhou um Oscar Honorário para Walt Disney.
– Cinquenta ideias diferentes para nomes e personalidades dos anões foram listados.
– Foi o primeiro filme a ter um álbum com a trilha sonora lançado comercialmente.
– Dos personagens humanos, o Príncipe é o único a não ser nomeado.
– Zangado tem o maior nariz de todos os anões.
– Pinto Colvig, que deu a voz à Soneca e Zangado, era o dublador do Pateta.

Pinóquio, 1940

– Foi um fracasso comercial na época do lançamento.
– Primeiro filme animado a vencer um Oscar em categoria competitiva.
– Durante a canção “When You Wish upon a Star,” quando um holofote ilumina o Grilo Falante, vê-se à esquerda da tela os livros “Peter Pan” e “Alice no País das Maravilhas”. Walt Disney recriaria essas histórias na telona em 1953 e 1950, respectivamente.
– O Grilo Falante foi composto por 27 cores.

Fantasia, 1940

– Quando Igor Stravinsky (o único compositor ainda vivo em 1940) foi contatado pelos direitos de uma de suas faixas, ele se ofereceu para compor uma nova obra para Walt Disney. A oferta foi recursada, e Stravinsky odiou o resultado final.
– Bela Lugosi serviu como modelo para o demônio num dos episódios.
– O único filme animado da Disney a ultrapassar a marca das duas horas de duração.

Dumbo, 1941

– O único filme animado da Disney cujo personagem-título não fala.
– O primeiro filme animado da Disney (e ainda um dos únicos) a ser ambientado nos Estados Unidos.
– A mãe de Dumbo só fala uma vez, quando diz o nome do filho pela primeira vez.

Bambi, 1942

– “Homem” (o caçador) foi listado em vigésimo lugar na Lista de Heróis e Vilões do American Film Institute.
– O ex-Beattle Paul McCartney creditou à morte da mãe de Bambi o início de seu interesse pelos direitos dos animais, um exemplo do que tem sido chamado “Efeito Bambi”.
– O personagem Tambor (chamado Bobo no primeiro rascunho) não aparece na novela original de Felix Salten. Ele foi adicionado por Walt Disney para trazer um necessário alívio cômico ao roteiro.

Cinderela, 1950

– Não apenas o nome do Príncipe nunca é revelado, como também nunca se referem a ele como Príncipe Encantado.
– Primeiro filme a ser trabalhado no estúdio lendário da Disney “Nine Old Men”.

Alice no País das Maravilhas, 1951

– A Maçaneta foi o único personagem do filme que não aparecia nos livros de Lewis Carroll.
– Composto de mais de 350.000 desenhos e pinturas.

Peter Pan, 1953

– Apesar do autor J.M. Barrie ter sido creditado, esta é a única grande adaptação de sua obra a usar pouquíssimos dos diálogos originais.
– Bobby Driscoll (como dublador) foi o primeiro homem a protagonizar um filme animado.
– O filme favorito de Michael Jackson. Foi daí que ele tirou o nome Neverland para o seu rancho em Santa Barbara.
– Muitos puristas da obra reclamaram do retrato de Sininho como agressiva.

A Dama e o Vagabundo, 1955

– A primeira história original do estúdio desde Dumbo (1941).
– Peggy Lee, que dublou vários papeis, foi a primeira celebridade a ter a voz utilizada num filme animado.
– Walt Disney originalmente não queria incluir a cena em que os cães comem espaguete ao som de ‘Bella Note’, hoje um dos momentos mais icônicos de todo o cinema.

A Bela Adormecida, 1959

– Mesmo sendo a protagonista, a Princesa Aurora (enquanto adulta) só aparece no filme por 18 minutos.
– O último conto-de-fadas produzido pelo estúdio até “A Pequena Sereia”.
– O príncipe foi nomeado em homenagem à Philip, Duque de Edimburgo.

101 Dálmatas, 1961


– Alguém contou todas as manchas pretas no filme, quadro a quadro, e totalizou 6.469.952
– O nascimento dos dálmatas realmente aconteceu com a autora Dodie Smirth. Os dálmatas dela também tiveram quinze filhotes, um dos quais nasceu morto e foi revivido por seu marido.

Parabéns a você que chegou ao fim do post. Se é um cético, terá perdido uns cinco minutos da sua vida que não mais voltarão. Mas se é sentimental como eu e cresceu com esses desenhos povoando a imaginação, deve ter derretido o coraçãozinho. Nem que seja um pouquinho.

Categorias:Cinema
  1. 13 agosto 2010 às 12:17 am

    Que delícia de post! adorei algumas curiosidades.
    eu não me lembro muito do desenho da Alice, e acho que eu não vi Peter Pan direito. são os que menos estão na minha memória… os outros eu amo.
    mas acho que alguns dos meus preferidos não tão na lista: O cão e a Raposa e A Bela e a Fera – os primeiros desenhos que me lembro de esgoelar de chorar enquanto assistia, o segundo quando eu já era bem grandinha.
    d’O Cão e a Raposa eu tenho disco (é, LP mesmo, aquela bolachona grande, conhece? hahaha) e gibi… amaaava e sei de cor várias passagens.

    lindo post, Louis.
    =**

  2. Rafaella Sousa
    13 agosto 2010 às 1:36 am

    Então, meus olhos marejaram só de lembrar de Dumbo… Se eu visse esse filme amanhã, choraria bicas como se fosse a primeira vez XDD. Ah, você falou dos filmes mais antigos, então nem tinha como colocar A Bela e a Fera, mas vale a menção só porque foi o primeiro filme que eu vi no cinema, então pra mim é especial. E eu detesto o filme da Bela Adormecida, acho um saco XDD. Eu nem sabia que Os 101 Dálmatas era de década de 60 O.o”. Minha irmã se chama Alice, então é fato que eu devo ter visto esse filme mais de 100 vezes XDD. Então, depois desse post lindo e inspirador, vou lá assistir A Bela e a Fera de novo né? =]

    • 13 agosto 2010 às 2:00 am

      Quéroul, os seus outros favoritos não estavam na lista porque já não fazem parte da clássica Disney. Mas agora que eu paro pra pensar, acho que dá pra fazer outro post inteirinho com este mais recentes que ficaram de fora!!🙂 Beijo.

      Rafaella, A Bela e a Fera é minha animação preferida da Disney. Obra-prima absoluta. Com certeza vai ser incluída num post futuro.

  3. 13 agosto 2010 às 2:32 am

    O mais adorado por uma grande maioria eu não assisti ainda, ‘Fantásia’. Todos os outros foram momentos mágicos da minha infância.

  4. deiachan
    13 agosto 2010 às 5:47 pm

    ai que lindo quase chorei tb ._.

  5. 14 agosto 2010 às 7:54 pm

    Adorei as curiosidades, até porque AMO essas animações clássicas da Disney!

    • 15 agosto 2010 às 1:36 am

      Cleber, devo confessar a você que da seleção acima Fantasia é o que eu menos gosto!

      Deia, nunca imaginaria uma reação dessas vindo de você! HAHAHA

      Ka, somos dois!😉 Que bom que gostou. Beijo.

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