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25 anos depois…

Nem todo mundo se deu conta, mas ontem, dia 6 de Julho de 2010, foi uma data muito significativa para um dos filmes mais cultuados das últimas gerações. Foi a data mencionada na cena em que Doc, o cientista interpretado por Christopher Lloyd em “De Volta Para o Futuro”, apresenta seu carro e máquina do tempo a Marty McFly. Ele está exemplificando o poder da máquina, e diz algo como “Digamos que eu queira viajar para 25 anos no futuro…”, regulando o indicador num dia qualquer. Cá estamos nós, 25 anos depois. Por acaso alguém viu Marty McFly passeando por aí?

Nunca é demais lembrar que esta é uma das melhores trilogias do cinema, e talvez a mais divertida. O roteiro de 1982 foi produzido por Steven Spielberg depois que uma porção de estúdios o rejeitou. Para a direção, foi chamado o seu protagido Robert Zemeckis. Não parece, mas a realização da saga foi conturbada. Para começar, escalaram para o papel principal Eric Stoltz, e já tinham rodado por mais de um mês quando o diretor mudou de ideia, deletou todo o material e substituiu Stoltz por Michael J. Fox, que fazia sucesso com o seriado “Caras e Caretas”. Seguindo o sucesso da primeira parte, filmaram a segunda e a terceira simultaneamente, feito inédito para a época. Tiveram outro porvir quando Crispin Glover, o pai de Marty, não topou reprisar o papel. Contornaram a situação contratando outro ator e o maqueando para se parecer com Crispin. Criaram um problema ainda maior, porque Glover entrou na justiça contra Spielberg, alegando uso indevido de imagem. Ganhou o processo.

Barracos à parte, “De Volta Para o Futuro” transborda carisma do primeiro ao último suspiro. É diversão em seu estado mais bruto, num misto impecável de comédia e aventura. Um dos pontos mais bacanas é o choque entre as épocas e os cenários estilizados que recriam com desvelo os anos 50, os presentes anos 80, um imaginário 2015 e até o Velho Oeste na terceira parte. Todos os volumes da trilogia seguem um padrão; os acontecimentos vão se repetindo e os mesmos atores vão se alternando em personagens diferentes, mais ou menos no estilo de “O Mágico de Oz”. Se não é sempre extraordinário (o terceiro capítulo é especialmente criticado e, de fato, o mais frágil), “De Volta Para o Futuro” também nunca é menos que agradável em sua combinação de sátira e fantasia. De fato: peca apenas por ser elaborado demais (na segunda parte, Doc pega um quadro-negro e explica os vais e vens no tempo de forma bastante didática para que o público não se perca). Ou seja, são filmes com conclusões mastigadas, para todo mundo acompanhar, se divertir e desfrutar. E até hoje, não conheço ninguém que não gostou do passeio.

Categorias:Cinema
  1. Caroline®
    7 julho 2010 às 1:20 pm

    Aaaaaah! Esqueci de falar dessa trilogia no post passado! Tenho uma relação especial com De Volta para o Futuro, foi um dos primeiros, senão o primeiro, filme que vi no cinema. Quer dizer, o filme que estava passando, porque naquela época eu só ia no cinema pra dormir! Era escurinho, fresquinho… Minha mãe ficava louca da vida! O terceiro é meio fraquinho mesmo, mas a trilogia é um grande marco pro cinema de entretenimento.

    • 7 julho 2010 às 6:07 pm

      Caroline, não tive a honra de ver a trilogia no cinema, mas descobri na televisão e depois de tanto amar, comprei o box especial com os três filmes! Cinema de entretenimento poucas vezes foi tão bom.

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