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Séries para o midseason #1: Six Feet Under

Os posts sobre cinema tem abarrotado o blog nos últimos dias, e a tendência é continuar assim durante o midseason, quando a grande maioria das séries de TV entra em recesso. De fato, “True Blood” é a única das que eu acompanho que está com episódios inéditos, sendo que é exibida apenas nas noites de Domingo. Costumo aproveitar a agenda vazia para ficar em dia com aquelas séries que sempre quis assistir, mas que nunca tive oportunidade. Optei por ver, com atenção e seriedade, “Dead Like Me” e “The Wire”, que já admirava pelos episódios avulsos que peguei (a primeira durou duas temporadas curtas, e a segunda cinco). Se você pretende fazer o mesmo nesse período de ócio, vou recomendar algumas séries que já conheço e aprovo, num conjunto de posts que inicio a partir de agora.

A primeira sugestão é “Six Feet Under”, do mesmo criador de “True Blood”, Alan Ball. Ele tinha acabado de vencer o Oscar pelo roteiro de “Beleza Americana” quando desenvolveu para a HBO este programa com os mesmos elementos que tornaram o filme um sucesso. Ou seja, drama intenso, humor negro e doses moderadas de fantasia (no caso com a figura do patriarca, que morre no primeiro episódio e continua aparecendo em alucinações). A família Fisher cuida de uma casa funerária na Califórnia, preparando os defuntos – muitas vezes reconstruindo suas feições, quando a morte é causada por acidentes graves – e confortando os familiares em luto. Um trabalho pra lá de delicado, especialmente nos Estados Unidos, onde os velórios costumam acontecer dias após o falecimento, dando aos amigos e parentes um senso de conclusão.

Os personagens eram um primor, assim como os atores que os interpretavam. O protagonista (Peter Krause), que andara afastado do clã, retorna ao lar após a morte do pai para assumir os negócios junto do irmão (Michael C. Hall), um gay enrustido que esconde seu romance com um policial (Matthew St Patrick). A caçula (Lauren Ambrose) é uma adolescente típica: incompreendida e insegura, tem problemas em se sociabilizar e usa drogas ocasionalmente. A matriarca (Frances Conroy) é obsessiva, controladora e sufocante, mas aproveita a viuvez para se libertar destes defeitos e se tornar mais senhora de si. Completam este leque o funcionário latino que os assessora na organização dos funerais (Freddy Rodriguez) e uma mulher complicada que se envolve com o personagem principal (Rachel Griffiths).

Todas essas tramas são exploradas por completo, e bem interligadas numa narrativa balanceada, capaz de sumarizar questões profundas – a mortalidade, obviamente, é uma fonte constante de discussões – sem aborrecer ou irritar. Na verdade, o cotidiano daquelas pessoas é tão carregado de emoções que diálogos inesquecíveis, daqueles que precisamos pausar para anotar e guardar para o resto da vida, são disparados em conversas banais no café da manhã. A série foi ao ar de 2002 a 2005 e totalizou 63 episódios em cinco temporadas, todas as quais disponíveis em DVD no Brasil. Teve nesse tempo participações ilustres de Patricia Clarkson (duas vezes premiada com o Emmy de Atriz Convidada), Kathy Bates, James Cromwell, Catherine O’Hara e Ben Foster, dentre outros. As temporadas intermediárias cumpriram sua cota de tropeços, mas o começo e, em especial, o fim são alguns dos momentos mais sublimes que você verá na TV. “Six Feet Under” fica sendo a dica número 1 para passar o midseason bem acompanhado.

Categorias:TV
  1. 25 junho 2010 às 4:52 pm

    “Six Feet Under”, sem dúvida alguma, é a melhor série que eu já vi. A que mais me emociona! A que mais mexeu comigo. Boa dica! Beijo!

  2. Mark
    25 junho 2010 às 8:09 pm

    É uma das minhas preferidas. Amo!

    • 26 junho 2010 às 3:18 am

      Ka, não sei se é a melhor que eu já vi, mas certamente é a que mais me deixa emocionado e desconcertado! Beijo.

      Mark, não esperava menos de você😉

  3. 26 junho 2010 às 8:50 pm

    Six Feet Under é a melhor série de todos os tempos e a melhor atuação que já vi num episódio (me refiro a Frances Conroy no piloto) sempre revejo e fico com cara de bobo com a mulher.

  4. 27 junho 2010 às 3:08 pm

    Não poderia haver uma escolha mais perfeita.

    Tb considero a minha série preferida.

    Os personagens são pessoas de verdade, você basicamente sente que eles fazem parte da sua vida. E o final é algo que te deixa sem palavras, mas com lágrimas. Ele ficou na minha cabeça por um bom tempo.

    Abraços.

    • 27 junho 2010 às 5:46 pm

      Leandro, de fato, a Frances Conroy arrasava! Não me conformo por ela nunca ter ganhado um Emmy pela série.

      Bruno, concordo. Os personagens são gente como a gente, e sempre encontraremos a nós mesmos em alguns dos conflitos. Abraço!

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