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Sexo, nudez e traição

“Chloe”, que estreia no Brasil sob o título genérico “O Preço da Traição”, ganhou repercussão internacional por motivos não muito nobres. Primeiro porque Liam Neeson o estava filmando quando perdeu a esposa Natasha Richardson, falecida após um acidente de esqui no ano passado. Segundo porque a personagem-título interpretada por Amanda Seyfried exigiria que a ninfeta protagonizasse as primeiras cenas de nudez de sua carreira. E terceiro porque Julianne Moore apareceria em momentos de intimidade lésbica junto de Amanda.

Dirigido pelo canadense Atom Egoyan, do ótimo “O Doce Amanhã”, e produzido por Ivan e Jason Reitman (pai e filho, responsáveis por “Os Caça-Fantasmas” e “Amor Sem Escalas”, respectivamente), o filme é exatamente o que promete: um thriller sexy e quase erótico, com uma trama fácil de acompanhar e desvendar. As soluções não surpreendem e o roteiro nada faz para se desviar dos clichês. Mas o diretor sabe conduzir a ação por ambientes fotogênicos e elegantes, e o próprio texto, quando se volta para questões elementares (como na cena muito autêntica e verdadeira em que a personagem de Julianne bota tudo em pratos limpos com o marido), o faz com eficácia.

Julianne está excelente no papel, assim como Amanda, que comprova seu talento bruto. A primeira interpreta uma ginecologista com problemas no casamento, já que o esposo (Neeson, que não deixa transparecer na performance os traumas de sua vida pessoal) flerta com outras mulheres a torto e a direito. Encafifada, ela recorre aos serviços de uma garota de programa (Amanda), a quem paga para dar em cima do marido e testar sua resistência e fidelidade. Mas a moça não vai sair da vida do casal assim tão fácil. E mais não conto sobre esse filme não muito memorável, mas que certamente tem seu público.

.:. O Preço da Traição (Chloe, 2009, dirigido por Atom Egoyan). Cotação: B-

Categorias:Cinema
  1. Frederik Lauridsen
    17 maio 2010 às 8:25 pm

    Olha vi na internet essa tal cena da Julianne e da Amanda, deve ser beeem interessante esse filme hein? hehe

    • 17 maio 2010 às 9:32 pm

      Huahua Frederik, se sua curiosidade for a cena de lesbianismo, basta ver avulsa mesmo!🙂

  2. And
    17 julho 2010 às 3:34 am

    Que coisa mais banal ver um filme por causa de uma cena dita polêmica.Gente, quando é que a humanidade vai respeitar o direito de cada um de ser.O filme tem cenas boas, bons diálogos, boa fotografia,boa música, isto é o que importa. A Amanda está bem melhor do que a Julianne, embora Julianne seja uma excelente atriz, veterana.Parabéns ao diretor, pode parecer um história sem pé nem cabeça, mas as cenas são de uma delicadeza ímpar!Amanda Seyfried está linda!

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