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RIP Ugly Betty

A primeira temporada foi irresistível, a segunda acertou em algumas coisas e errou em outras, a terceira deixou a desejar. Já neste quarto e último ano, “Ugly Betty” remeteu muito mais aos seus melhores momentos do que àqueles de que o público poderia ter sido poupado. Foi um encerramento lindo, com simetrias elegantes e paralelos constantes com os episódios iniciais. Sempre se mantendo fiel ao escopo de telenovela, brincando com os clichês dos folhetins latinos. Ainda assim, continuaram seguindo um caminho próprio, se afastando das opções da novela colombiana que a inspirou.

2006

Nesta nova trama, Betty Suarez (America Ferrera) é uma garota simples, inteligente e esforçada, que com um diploma de Jornalismo da faculdade comunitária do Queens, um poncho de Guadalajara, um sorriso metálico e um coração cheio de boas intenções, vai bater à porta das Publicações Meade em busca de um emprego. E este acaba vindo – mas na revista que menos se adequa ao perfil da heroína. Ela é contratada como assistente do editor-chefe da bíblia fashion Mode, cargo que aceita na esperança de crescer na editora e depois rumar para um destino que condiga melhor com o que realmente é.

Com o tempo, porém, Betty finca as raízes naquele ambiente hostil, e cria vínculos profundos com aquela gente fútil, metida e superficial. Conquista o respeito e a admiração do chefe, o playboy Daniel Meade (Eric Mabius), à medida em que ele também vai amadurecendo e se desvencilhando do passado de farras homéricas para honrar o legado do pai, fundador da empresa. Torna-se amiga da recepcionista que costumava implicar com ela (Becki Newton). E rebate com bom humor as falcatruas perpetradas pela megera Whilhelmina (Vanessa Williams, numa atuação deliciosa) e o assistente Marc (Michael Urie) – que tentam a todo custo chegar ao posto mais alto da revista.

2010

Enquanto transforma a vida dos que a rodeiam, ou que tem sua vida transformada por eles, Betty se mantém próxima da família latina, composta pelo pai viúvo (Tony Plana), a irmã cabeleireira (Ana Ortiz) e o sobrinho gay (Mark Indelicato). Por essas e outras, “Ugly Betty” deixa uma saudade quase dolorida. Mas pelo último episódio, deu para sentir que todos os envolvidos no programa ficaram com a sensação de dever cumprido. E isso basta para nos deixar com um gosto doce, e não amargo e insatisfeito, por esta pequena grande série, que tanto fez pelos profissionais latinos na televisão americana.

Categorias:TV
  1. 15 abril 2010 às 6:34 pm

    Quando leio textos e vejo fotos da season finale, já me dá um aprerto no coração. “Ugly Betty” vai deixar muitas saudades!

    • 15 abril 2010 às 7:34 pm

      Matheus, eu tb. Quando vi essas fotos antes de ver o episódio já senti que ia ficar bicas emocionado!

  2. Felipe Ventura
    16 abril 2010 às 11:18 am

    Adeus Ugly Betty! Vou sentir saudades…

  3. Felipe Ventura
    16 abril 2010 às 2:03 pm

    Peraí, eu não disse tudo ainda. Muita gente parece não ter gostado da terceira temporada de Ugly Betty, mas eu curti. Foi quando a Betty quis dar um foco na carreira, arranjou um apartamento em Manhattan e tudo mais. Eu tinha acabado de sair do meu trabalho na época, mas sentia falta da correria todo dia e sonhava em crescer no emprego pra ter uma vida melhor. E o que eu sonhava era o que a Betty estava fazendo! Por isso eu gostei.

    E eu nem me lembro da primeira temporada da série, se não tivesse vindo aqui não teria reparado no paralelo das duas cenas com a Betty e o Justin. Valeu LV!

    • 16 abril 2010 às 3:24 pm

      Felipe, é bacana encontrar uma série que fale com a gente de maneira tão íntima e pessoal. Quem cumpre essa tarefa na minha vida ultimamente é Greek. A season 3 foi importante no desenvolvimento da protagonista, mas deu alguns passos pra trás quando Betty voltou a morar no Queens com a família, e muitos dos coadjuvantes – que eram todos aproveitados nos anos iniciais – ficaram jogados de escanteio. A primeira temporada foi redondinha, uma delícia de assistir. Talvez uma das primeiras temporadas mais gostosas da história. E de nada pelo paralelo. Adorei o LV huahuahua…

  4. 1 maio 2010 às 7:53 pm

    Adorei essa série, mas achei os últimos dois capítulos muito simples, cadê o Daniel correndo atrás da Betty pra se declarar? … a impressão da Betty quando “suspeitou” que ele gostava dela foi tão simples que fiquei intrigado e na última cena quando o Daniel encontra com ela em Londres faltou sim o famoso beijo da tradicional “Yo soy Betty, la Fea”. No mais, adorei tudo!

    • 1 maio 2010 às 8:02 pm

      Gael, é que eles tiveram que concluir meio com pressa, porque estavam se planejando pra estender o plot por mais algumas temporadas, mas a emissora decidiu cancelar a partir desta quarta. Então quiseram sugerir um final que ao mesmo tempo fosse fiel à telenovela, mas que tb não destoasse tanto do caminho que a série vinha traçando até então.

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