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Que trazes pra mim?

Como foi de Páscoa, querido leitor? Deve ter se entupido de chocolate, né? Eu ainda não. Devorei só um dos meus ovos e economizei os demais pros próximos dias, afinal tenho que manter minha cinturinha de pilão (até parece!).

No mais, meu feriado se resumiu a uma notícia péssima e a outra mais ou menos positiva. Vamos por partes:

1. Quem não assistir “O Despertar da Primavera” nos palcos paulistanos até dia 02 de Maio nunca mais verá. Apesar da nossa insistência, o musical está saindo de cartaz por N motivos. O mais grave, é claro, foi a falta de patrocínio, depois que o Bradesco pulou fora, e outras empresas covardes não vieram socorrer, temendo que o tiro saísse pela culatra (ou seja, que os temas polêmicos amedrontassem os consumidores). Nesse caso, a produção precisaria lotar a casa (maior do que a antiga no Rio) para cobrir os custos (lembrem-se, porém, que o lucro não vem só da bilheteria e que a venda de programas, camisetas e CDs também engrossa esse caldo).

Público para lotar o teatro nós temos, só que faltou (falta!) divulgação apropriada. O medíocre “Hairspray” tem baldes de patrocinadores e pode bancar anúncios de página inteira na Folha – e além disso tem “globais” no elenco, o que gera interesse mesmo em quem não costuma ter teatro na sua linha de entretenimento (e escalar “nome” acima de “talento” é uma concessão que, escrupulosamente, “O Despertar” não fez). Quanto a outras opções de programas, nem falo só dos demais musicais em cartaz ou dos circos de Soleil. São Paulo tem um cenário artístico muito forte, e outra infinidade de alternativas fora desse nicho. Só que “O Despertar” não se limita a público de arte, e se comunica especialmente bem com os jovens, que podem conhecer os palcos a partir daqui. Como “O Despertar” tentou alcançar essas pessoas? A peça não teve oportunidade de provar para o pessoal de 15 a 20 anos que ir ao teatro num final de semana pode ser tão prazeroso quanto ir pra balada. Eu levei muita gente nas apresentações, e todo mundo adorou e me agradeceu pela sugestão. Porque se não fosse a minha divulgação pessoal, no boca a boca, eles jamais teriam sabido da existência do “Despertar”. Passaria em branco, e nem seria por falta de interesse da parte deles.

Nesse ponto, sei que a nossa campanha pra manter a peça aqui foi um modesto sucesso, e conheci no processo outros paulistas tão empenhados quanto eu em colaborar com “O Despertar”. Sinto que é uma obrigação recomendar, sabe? Para retribuir por ter sido tão profundamente tocado, e para que outras pessoas possam sentir o mesmo. O pessoal do Rio, que teve o musical por cinco meses em circunstâncias mais favoráveis, reza para que a equipe volte para lá. Infelizmente, parece que o término em São Paulo será definitivo. A menos que essa situação se inverta com urgência. Tem uma empresa e condições de patrocinar? Então faça a sua parte! A minha eu fiz e continuo fazendo, por menos relevante que possa parecer. Juro que se eu ganhasse na Mega Sena investiria tudinho no “Despertar”.

2. “Damages”, a poderosa série de advocacia com a Glenn Close, não foi renovada pelo FX norte-americano, e só escapou do cancelamento porque a DirecTV resolveu bancar uma quarta temporada. É o mesmo esquema que salvou “Friday Night Lights” dois anos atrás, e até agora, a qualidade original não se abalou. A temporada de “Damages” exibida atualmente nos Estados Unidos está devendo levemente para as duas anteriores – o que significa que se mantém interessante o bastante para se sobressair. Eu não era contrário à ideia da série terminar no auge, antes dos roteiristas derraparem ou deixarem a preguiça ficar mais evidente. Mas prefiro acreditar que de alguma forma conseguirão manter o nível. Afinal já basta de tristeza na nossa vida – como lidar com o término do “Despertar”, algo que dá um aperto no peito só de imaginar.

Que Páscoa mais agridoce, minha gente…

Categorias:Diversos
  1. 5 abril 2010 às 3:22 pm

    Acabei a segunda temporada de Greek nessa páscoa! Vou direto pra terceira amanhã.

  2. Rafaella Sousa
    6 abril 2010 às 1:31 am

    Ai, jura que O Despertar não vem pro Rio…? Porra, agora que eu tenho dinheiro… =/

  3. 6 abril 2010 às 1:41 am

    Fiquei chocada com o cancelamento de “Damages”. Ainda bem que está rolando uma campanha pela sua renovação pela DirecTV! Beijo!

    • 6 abril 2010 às 4:16 am

      Rafaella, parece que não!😦 Uma pena, porque por mais que eu queira que a peça continua em SP, sei que nessas condições não dá, e antes voltar pro Rio do que terminar em definitivo.

      Ka, pois é, e não sou contrário a esses planos de renovação! Beijo.

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