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Cinema musical

Estou viciado em “Spring Awakening”, ouvindo dia e noite a trilha sonora e conferindo, sempre que possível, a versão nacional (em cartaz de Quinta à Domingo, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo)! Os direitos para transpor esse musical para o cinema já foram comprados. O que desanima: McG foi quem mais mostrou interesse em dirigir o projeto. Ele não é muito notável em nada; fez os dois filmes de “As Panteras” e o quarto volume de “O Exterminador do Futuro”, e só subiu um pouco no meu conceito pelos seus feitos na TV (é produtor-executivo de “Supernatural”, minha nova paixão, e “Chuck”, que também é legal). Nada que o credencie a conduzir um musical, ainda mais um que aborde temas tão ingratos. Mas resta a esperança de que ele tenha sido tocado pela história e que isso motive uma evolução profissional. No clima, vou comentar um pouquinho sobre musicais bem-sucedidos da Broadway, transpostos para o cinema com ou sem o mesmo êxito:

* Chicago (Idem, 2002, dirigido por Rob Marshall): Falar mal de “Chicago” é carne de vaca. O filme realmente não tinha cacife para ser o grande vencedor do Oscar em seu respectivo ano, e a campanha insistente de Harvey Weinsten só estimulou a antipatia. Mas está muito longe de ser ruim. É bem bom, aliás. Exponencialmente melhor que a nova investida de Marshall, o medíocre “Nine”. Há erros graves na escalação dos atores, em especial Renée Zellweger como a protagonista (uma moça obcecada por teatro-musical, que depois de ir presa por matar o amante, passa a imaginar que tudo a seu redor é um número extravagante de cabaret), e Richard Gere como o advogado malandro. Os acertos – Catherine Zeta-Jones, Queen Latifah, John C. Reilly e os demais cameos – compensam pelas falhas. A “punch line” deveria ser uma crítica ao sistema judicial americano, ao sensacionalismo que a imprensa extrai dos casos, e ao fato da criminalidade e da celebridade sempre andarem juntas. As músicas são boas, as coreografias impressionam, e toda a parte técnica é louvável. Cotação: A-

* Hairspray (Idem, 2007, dirigido por Adam Shankman): Depois de conferir a discutível versão nacional de “Hairspray”, decidi rever o filme homônimo de 2007, baseado no musical da Broadway em questão. E não é que minha percepção cresceu bastante? Tendo contato com o material original fica mais fácil apreciar certas opções, e perceber que algumas passagens foram condensadas da melhor maneira possível. As canções ainda soam irregulares, mas já não reclamo mais do excesso de números desnecessários, visto que limaram outros ainda mais banais no processo. O visual é bacana, as gravações ficaram bastante profissionais, e a vibe é muito mais contagiante que a do blefe “Mamma Mia!”, que o povo costuma ter em maior estima. Até do John Travolta eu gostei! Aliás, todos do elenco, com exceção da chatinha e efusiva Nikki Blonsky, caem como uma luva em seus papeis. Diversão na certa! Cotação: B+

* Rent – Os Boêmios (Rent, 2005, dirigido por Chris Columbus): O diretor abriu mão de “Harry Potter” (e sua desistência foi um verdadeiro ganho para a saga do bruxinho) para se focar na adaptação desse musical. Já fazia sucesso na Broadway há muitos anos, mas talvez só tenha estourado porque o letrista Jonathan Larson morreu logo após o ensaio geral. Na trama, jovens considerados estorvos pela sociedade perambulam por Nova York, invadindo prédios abandonados (“squatting”) e se recusando a pagar o aluguel. Passam a cantar sobre os seus problemas e frustrações, que não são poucos, já que a AIDS está no auge e todos eles, pelas vidas desvirtuadas que levam, fazem parte do grupo de risco. Quase todo o elenco original foi mantido aqui, apesar de já estarem velhos demais para os tipos em que deveriam se encaixar. Mas a trilha puxada para o rock é discutível, os números comandados por Columbus são insípidos, e o enredo – mesmo passando por assuntos sérios – não emociona. Para quem não está acostumado com musicais, pode virar tortura! Cotação: C-

E qual a sua postura em relação aos musicais?

Categorias:Cinema
  1. 22 março 2010 às 2:01 am

    Eu adoro musicais , sobre esses três acho Rent super esquecível , Hairspray muito irritante (mesmo que tenha certos aspectos que eu goste) e Chicago é o filme em que me fez me apaixonar perdidamente por cinema , mesmo eu tendo noção que é um filme falho !
    Sou super fã do seu blog ;D

    • 22 março 2010 às 5:35 am

      Leandro, obrigado pela visita e pelo comentário! Concordo com a sua impressão sobre Rent, e a uma primeira vista, tb achei Hairspray irritante. Apreciei muito mais a uma revisitada, conhecendo melhor a fonte de inspiração. Não tenho todo esse amor por Chicago, mas numa análise clínica, não consigo condená-lo tanto!😉

  2. rahru
    6 abril 2010 às 1:05 pm

    Cocô cocô cocô.

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