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Lembranças, com Robert Pattinson

Apesar de ter sido alçado à condição de astro, Robert Pattinson ainda não tinha dado provas de talento. Em sua estreia nos cinemas, como o Cedrico de “Harry Potter”, serviu apenas como um rostinho bonito, e na saga “Crepúsculo”, onde interpreta o vampiro Edward, não deu conta nem disso. Não me refiro apenas à pavorosa maquiagem que deveria deixá-lo pálido como um defunto – me refiro também às imagens de fora dos sets, onde se percebe que Pattinson é relaxado e descuidado com a aparência (e o fato de beber e fumar muito contribui para o aspecto macilento). Mas de alguma maneira, ele conseguiu povoar a imaginação de milhões de garotas e garotos, e conquistar uma base sólida de fãs. Este deverá ser o público de “Lembranças”, que estreou no Brasil na última Sexta-feira.

As piriguetes assanhadas que forem assistir devem se surpreender: o filme não chega a ser ruim. Passa por questões sérias e por conflitos que evidenciam que, talvez, Pattinson não seja uma perda total como ator afinal de contas. Mas não se enganem: tampouco é uma maravilha. É uma história de amor batida e rasa, onde dois jovens que passaram por tragédias pessoais (ele tinha um irmão que se suicidou e ela viu a mãe ser assassinada por assaltantes) encontrarão apoio mútuo um no outro. Não chega a render uma puta catarse nem a mergulhar fundo nos estágios do luto (ou seja, é falho como drama), mas visto como um romance açucarado e convencional, é correto e satisfatório. Quem o tomar pelo que se propõe também deverá relevar os clichês e as situações apressadas e mal delineadas.

O problema mais pertinente do roteiro, e algo que poderia ter sido dispensado sem problemas, é um artifício frívolo, típico de comédia romântica, que não cabe aqui. No caso, o protagonista se aproxima da mocinha depois de fazer uma aposta com um amigo. Eles queriam sacanear o pai dela, um policial que tinha detido os dois depois de uma briga de bar! Enfim, nada além de uma contravenção mínima e besta. As figuras paternas, aliás, são Pierce Brosnan – como o pai ausente que prioriza o trabalho e que ainda não lidou com o suicídio do filho mais velho – e Chris Cooper – como o homem que se tornou superprotetor com a filha depois da morte da esposa. A heroína é Emilie de Ravin, a Claire de “Lost”, que ao contrário de Pattinson, não consegue camuflar o sotaque (ele é inglês, mas convence como americano; ela é australiana e deixa escapar a pronúncia natural). Ainda assim, os dois formam um bom par.

Fiquem atentos: tem uma reviravolta importante nos últimos minutos. Não é um desfecho surpresa como o de “Ilha do Medo”, por exemplo, que teve toda a narrativa construída em torno dessa conclusão. É um daqueles finais inesperados que existem porque o roteirista quis assim. A trilha incidental começa a martelar e percebemos de imediato que algo está para acontecer. O que de fato acontece parece totalmente fora do alcance do filme, mas é encaixado da maneira certa e bem explicado para o público. Não sei bem o que achei dessa solução. Deixo ao critério de cada um que se arriscar a ver. Por via das dúvidas, leve o lenço!

.:. Lembranças (Remember Me, 2010, dirigido por Allen Coulter). Cotação: B-

Categorias:Cinema
  1. 18 março 2010 às 2:35 am

    eu não aguento esse guri. e agora não posso nem ver a Emilie por perto, porque ela tá muito uó e suja em Lost. ou seja, dois sujões num filme açucarado é tudo que eu não preciso nessa vida… hohoho.

    • 19 março 2010 às 7:20 pm

      Haha Quéroul, eu super te entendo – assim como algumas fãs vão dar a vida pra ver este filme, alguns vão se recusar terminantemente a assistí-lo. Eu fui ver bem imparcial e confirmo que não é uma perda total! o/

  2. 19 março 2010 às 8:08 pm

    (vim te avisar que Greici da semana passada foi um xuxu…)

  3. 19 março 2010 às 8:25 pm

    Então esse é bonzinho pra ver? haha

    • 20 março 2010 às 12:11 pm

      Quéroul, xuxu de um jeito fofo ou de um jeito opaco e sem gosto?🙂

      Mark, bonzinho-inho, se você relevar umas besteiras!

  4. 20 março 2010 às 12:42 pm

    xuxu de um jeito fofíssimo. desde o episódio passado (acho), eles têm focado naquilo que Greici tinha de melhor: conflitos de gente de verdade.
    sem musiquinha incidental de merda, as relações entre as personagens sem aquela sensação de ‘pelamor, Shonda, mas não cague de novo com mais um triângulo’, ou ‘pára Shonda com essa mania de me matar de desgosto’… foi fofo, com diálogos engraçados, com Cristina engraçadérrima, Miranda toda fofinha. não sei, ó, foi um daqueles bons episódios em muito tempo. daqueles que eu até quero chorar um pouquinho, de tanta fofura…

    • 20 março 2010 às 12:45 pm

      Aiii, jura??? Sentia uma alegria tão primaveril vendo Grey’s em seus dias de glória. Infelizmente episódios que remetam a essa época são cada vez mais raros! Mas eles precisam acontecer, pra servir como recompensa pra quem continua insistindo!

  5. luiza toledo de oliveira da silva
    17 setembro 2012 às 9:29 pm

    O Robert pattson sempre foi e sempre sera meu coração as musicas dele é uma maravilha os modelos um show eusó gosto do filme por ele continuando orosto a pele a voz são de tudo pra mim robert você é meu amor bejossss!!!!!
    (TE AMO MUITO)

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