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Séries, notícias e comentários

Estava nos meus planos fazer um post semanal comentando um pouquinho sobre cada série que tenho assistido. Sempre acaba surgindo um assunto mais urgente e os posts nesse estilo aparecem não mais que esporadicamente. Mas aí vão alguns pensamentos sobre o que tenho visto – de novo e velho -, ouvido e lido em matéria de seriados:

Choro de alegria

– Como vocês sabem, deixei de acompanhar “Grey’s Anatomy” depois do show de horrores que estava se revelando essa sexta temporada. Mas continuo com um ouvido em pé para tudo que diz respeito à série, à espera de alguma notícia que me desperte o desejo de retomar. A mais positiva até então talvez seja a de que Katherine Heigl não deve retornar ao programa: a atriz está se desentendendo com a emissora, quer passar mais tempo com a nova filha adotiva, e voltar sua carreira exclusivamente para o cinema. O fato de Heigl ser encrenqueira é notícia velha – e, vou admitir, se eu fosse um ator minimamente talentoso, também não ia querer me desperdiçar numa série que está indo “down the hill”, morro abaixo. Vamos fingir que Heigl está indo em busca de oportunidades melhores, e não de comédias insípidas que nada lhe acrescentarão (até porque ela não parece ter fôlego para se tornar uma referência no gênero, nem se estiver tentando se firmar para depois alçar voo, como fez Sandra Bullock). Me animo mesmo por saber que nunca, nunquinha, nem num futuro altamente hipotético onde voltei a acompanhar a série, terei de testemunhar as lamúrias de Izzie Stevens outra vez. Depois do final da segunda temporada, a personagem se tornou um peso-morto, prejudicando toda e qualquer trama em que a enfiaram, e levando George e Alex consigo para o fundo do poço (embora este último ainda tenha salvação). O episódio final de Izzie deve ter sido o décimo segundo, que já foi inclusive exibido no Brasil pelo Sony (abandonei no décimo primeiro e não cheguei a vê-lo). So long!

– “The Good Wife” está super acontecendo, hein? Acaba de ser eleita pela Entertainment Weekly como a melhor série no ar atualmente. É sem dúvidas um drama de tribunal charmoso, com uma figura feminina forte e bem construída, e personagens igualmente interessantes ao seu redor. Reclamava inicialmente da resolução similar de quase todos os casos com que a esposa do título trabalha – mas até nisso eles estão progredindo e elaborando com maior cuidado, como percebemos pelos últimos episódios exibidos nos Estados Unidos. Se você ainda não viu, recomendo.

– O Piloto de “Parenthood” – baseado naquele filme do Ron Howard com o Steve Martin no elenco – lembra bastante o de “Brothers & Sisters”. Tem um núcleo familiar bem interligado, irmãos dando palpite na vida dos outros, e um pai possivelmente adúltero. É bacana por unir Lauren Graham, a Lorelai de “Gilmore Girls”, e Peter Krause, o Nate de “Six Feet Under”, dois atores de responsa. Mas não o bastante para me fazer insistir – ainda mais depois da queda vertiginosa da parente “B&S”, que abandonei no ano passado. Certamente esta também não demora para descambar!

– Eu até tentei, mas não consegui persistir com o “American Idol” deste ano. Aguentei bravamente até o top 20, mas como tende a acontecer, a competição foi ficando bem mais desinteressante, sem os atrativos da fase das aberrações (as “auditions”) e dos barracos (a “Hollywood Week”). O grupo de finalistas desse ano não se destaca como um todo, e os óbvios frontrunners a essa altura (Crystal e Siobhan entre as mulheres, Big Mike entre os rapazes) não compensam pelo despreparo dos demais.

– Tinha falado tão bem do Piloto de “Caprica”, mas fiquei com preguiça da série logo no segundo episódio, que nem de longe correspondeu ao que eu estava esperando do programa. Sei que é cedo pra julgar e que eu deveria dar outra chance. Mas sempre esqueço de botar na agenda.

– Sei que estou quatro anos atrasado para este comentário, mas o primeiro episódio da segunda temporada de “Supernatural” é simplesmente demais! A season 1 começou devagar, engatou na metade final e terminou com um momento quase “wtf?”. Agora está se aproximando do genial. Viciei.

– Menina, “Glee” vai arrasar nesse restinho de temporada, escuta o que eu tô te falando! Numa convenção com mais de 2000 fãs – aos quais se juntaram os membros do elenco e o criador Ryan Murphy – exibiram em primeira mão o décimo quarto episódio, que só irá ao ar em abril. Parece que o personagem do Jonathan Groff é awesome! E vocês já estão sabendo que Neil Patrick Harris vai participar, e justamente no episódio dirigido pelo amigo Joss Whedon (que dispensa introduções)! Veja abaixo o promo do que está por vir:

– Não estou muito empolgado com os rumos dessa última temporada de “Lost”. E vocês?

Categorias:TV
  1. 15 março 2010 às 9:33 pm

    minha cabeça está explodindo de tantos comentários que eu queria fazer. hahaha.
    mas só vou pitacar um pouquinho, se me permite.
    começo por Lost. por deus! que sofrimento que é o amor, não é mesmo? pq eu sou louca pela série, apaixonada, maníaca, fã xiita e tudo que quiserem chamar. só que estava odiando essa temporada… mas aí aconteceu o episódio do Ben e eu recuperei a esperança de não ver a série indo pro vinagre. mas que tá dureza de assistir, ô se tá. não entendo nada do que se passa na ilha, tenho ódio profundo pela fumaça preta e sei lá. me seguro na mitologia e nos flash sideways, que eu acho perfeitos. mas oh tristeza minha!
    Supernatural é vida, né? Que bom que vc se viciou. Lógico que no meio das temporadas vc vai achar um ou outro episódio beeeem blé. mas em compensação tem uns, meu querido…
    Ah, Good Wife, que fofura na minha vida. no fim das contas, baixei todos, Louis, não guentei esperar a Universal se dignar a parar as maratonas e passar logo os episódios. muito boa essa série. e eu tenho um amorzinho por série de advogado, acho… até Drop Dead Diva eu comecei a ver e achar fofíssimo…
    do resto que vc comentou, não acompanho. American Idol me cansou há umas temporadas atrás, Glee eu vi só um pedacinho um dia e não me empolguei, Caprica nunca vi e nem vou (preconceituosa eu… essa coisa de ficção científica não vai mesmo).
    e Greici! esqueci de baixar o último episódio (se é que teve semana passada), e tenho convivido com a série assim… assisto, tal e ok. que pena, era uma das minhas prediletas por muito tempo. tb vou comemorar a saída da Heigl. eu gosto dela, mas a Izzie não dava mais faz tempo, né.

    acho que seria de bom tom eu começar a usar MEU blog pra falar de série e tais, não? hahaha. que faladeira, eu, cruzes!
    =*

    (ah! e vc matou seu forms, né?)

  2. 16 março 2010 às 3:49 am

    Grey’s Anatomy eu gostaria de ver a quinta temporada só pra ver últimos episódios, mas a sexta temporada é uma que nem me interessa ver nem o primeiro episódio, mentira, o primeiro eu acho que veria, haha. Mas é uma série que não pretendo continuar acompanhando porque sei que vai virar um ER da vida e isso me deixaria muito irritado, ficar assistindo uma série que passa de 7 temporadas, cansa só de pensar.

    Agora Glee pra mim é A série do momento, nem Damages me deixa tão empolgado como Glee tem deixado e olha que Damages é top 3 pra mim.

    • 16 março 2010 às 7:11 pm

      Quéroul, vamos lá: Lost andou me irritando bicas, mas me interessei bastante pelo episódio do Ben, em grande parte pelo show do Michael Emerson. Ao contrário de você, estou ODIANDO os flash sideways, e nenhuma das teorias para explicá-los (ou para explicar como eles vão contribuir para a conclusão) me agradou. Pura perda de tempo. Também desisti de me satisfazer com as explicações para os mistérios da ilha. Luta de Jacob e falso Locke: que so-no! Vicei MUITO em Supernatural, e já aceitei o fato de que vou encontrar um ou outro episódio ruim ali no meio – quando eles querem arrasar, pouca coisa é melhor na TV! Good Wife é bacanérrima, e Margulies já é quase minha atriz em drama favorita da TV (visto que Glenn Close está apenas reagindo nessa terceira temporada de Damages). Quanto a Caprica, te recomendaria Battlestar Galactica, que originou a série – uma ficção científica viciante, caprichada e interessante para quem não é chegado no gênero. Você está sendo é muito persistente com Grey’s! Não consegui insistir, como você sabe! Se você fizesse um blog sobre isso seria AWESOME, e eu super relacionaria ao meu!🙂 Só não pode deixar de vir comentar por causa disso hein? o/
      (E sim, dei uma boa cansada do Forms, mas já o matei e ressuscitei umas três vezes! huahua)

      Mark, com certeza Grey’s vai pelo mesmo caminho de ER, vai chegar um ponto onde não vai restar um único personagem original. Os personagens que entraram depois já correspondem a mais de metade do elenco. Que preguiça e desinteresse! E Glee é mesmo A vida!

  3. 17 março 2010 às 12:18 am

    A Heigl faz bem em sair de “Grey’s Anatomy”. Acho que ela tá com a imagem meio saturada e precisa enfocar mesmo na carreira cinematográfica. E ansiosa pela volta de “Glee”. Beijo!

  4. 17 março 2010 às 1:02 am

    Aff, a Katherine Heigl é muito barraqueira. Desde a finada “Roswell” ela se desentende com alguém dos bastidores. Num devia mais fazer série nenhuma, pra nos livrar da fadiga.

    E eu gostei muito de Parenthood, até porque B&S tá bem chatinha té agora (tô no 3° episódio). Colou super certo pra mim.

    Com “Glee” eu nem tenho tantas expectativas, e “Lost”… nhé. Minhas fichas estão todas em “Boardwalk Empire”, que tem os melhores teasers do mundo.

    • 17 março 2010 às 1:29 am

      Ka, acho que a Izzie não tinha nada mais a acrescentar a Grey’s, e ninguém mais tinha saco pra ouvir a Heigl reclamando tb… Só que não acho que a carreira cinematográfica dela será muito extensa. E ficamos no aguardo por Glee!!! Beijo.

      L. Vinícius, pois é, Katherine já se desentendeu com a equipe de um dos seus filmes tb. Ela corre o risco de ficar marcada!!! Parenthood não é ruim, é até bem honesta, só que mais do mesmo, e não estou muito disposto pra esse “mesmo” agora! Deveria insistir em Glee – a vida de gleek é demais!😉

  5. Lucas Alves
    17 março 2010 às 1:35 am

    Oi Louis! Tudo bem aí?

    E mais uma vez, o meu comentário ficou gigante… hahahahaha… Vamos lá…

    Nip/Tuck é mais uma das séries q estão na minha quilométrica lista de espera… E nem adianta eu prometer que verei nas próximas férias, pq tem tanta série na espera, mas tanta, TANTA, q talvez nem dê p/ assistir metade da lista quando meu período de recesso chegar… Mas parece ser um consenso: vale a pena conferir as 3 primeiras temporadas de Nip/Tuck… Vou tentar…

    Então… sobre o Oscar… Eu sempre acho q a temporada de prêmios é PURO LOBBY, e o academy awards só faz coroar as tendências previamente cristalizadas. Mas fiquei muito instigado c/ um artigo q li no Pipoca Moderna, de autoria do Marcel Plasse. Será mesmo q as grandes premiações podem trazer mais prestígio p/ os filmes excluídos do circuito milionário de Hollywood?

    Seu texto sobre as séries cômicas ficou show! Como já mencionei trilhões de vezes, tenho muito perrengues p/ acompanhar séries, por causa da falta de tempo. Mesmo assim, tento. Às vezes consigo ver uma temporada completa, como a primeira de 30 Rock, e às vezes só dá p/ ver um ou outro episódio, como foi Flight of the Conchords. Vc afirmou q ambas as séries flertam c/ a indulgência. Olha, NÃO sei se isso pode ser considerado um defeito, afinal tem casos e casos, né? Estou c/ medo de falar bobagem, pois não tenho conhecimento suficiente p/ extravasar um comentário assim, mas vou me arriscar a fazer: acho q quando o texto tem sacadas instigantes, a indulgência passa batida, e tenho a impressão q esse é o caso dessas duas séries. Em outros casos, acho q a indulgência só reforça o quanto o programa é patético, e um exemplo disso foi o tal Quinta Categoria da MTV Brasil, quando era apresentado por Marcos Mión e Cazé Peçanha – uma tentativa sem graça de fazer humor cult. Deu p/ entender?

    Como vc mesmo já mencionou uma vez: suas dicas de teatro ficam meio restritas ao público paulita. E… bem… eu estou em Salvador. Ainda assim, gosto muuuuuuuito das suas resenhas sobre peças. Agora… Vc sempre disserta sobre adaptações gringas (da Broadway principalmente). E seria legal se vc pudesse dar pitaco sobre peças legitimamente tupiniquins tb. Calma! NÃO sou um patriota revoltado. Não, não… Só penso q tb pode ter algo interessante no teatro nacional…

    E sobre as séries do post…
    Grey’s Anatomy: já disse q nunca levei a sério pq sempre dei prioridade a outras séries. Porém, li (e até ouvi) várias opiniões conflitantes sobre a série mais famosa de Shonda Rhimes… Alguns juram q melhorou, outros afirmam q está cada vez pior… Eu continuo sem interesse em ver Grey’s, mas quem sabe um dia…
    The Good Wife: preciso me tornar mais eclético! Urgente! Tenho resistência c/ VÁRIOS tipos de séries. E um deles é série de tribunal.
    Supernatural: amo, amo, amo, amo! SOU FÃ! E por isso q tenho q me obrigar a ser imparcial quando comento sobre as pataquadas dos Winchesters. Já li e ouvi elogios descabidos, como tb esculachos gratuitos para essa série. Respirando fundo e tentando ser imparcial: é mal feita. Ganchos mal aproveitados, momentos piegas, personagens descartáveis, etc… Não merece os elogios frenéticos q recebe. No entanto, tb não merece os esculachos, pois é uma série super envolvente. Poucas produções na tv conseguem seduzir tanto quanto Supernatural. Enfim, é um autêntico guilty pleasure.
    Glee: tb levo a maior fé no final da temporada.
    Lost: já disse antes q dei múltiplas chances, e em todas acabei abandonando essa série. Pretendo, em um futuro distante, fazer mais uma tentativa, mas, puuutz, está difícil criar interesse… Além disso, a repercussão de Lost na internet é bem estranha –> tem os fãs xiitas q defendem a série até a morte, tem os opositores q a odeiam c/ todo fevor, tem os críticos q nunca se decidem se gostam ou não, e por aí vai.
    E em breve tem a volta de Breaking Bad – estou numa baita ansiedade! Quero ver o Cranston cozinhar muita metafetamina nessa season 3.

    Sou leitor cativo do seu blog! Gosto muito dos seus posts.

    Abraços!

    • 17 março 2010 às 2:29 am

      E aí, Lucas, como vai? Por partes:

      Nip/Tuck teve as três primeiras temporadas excelentes! Eu te recomendaria, mas corre o risco de viciar e não querer largar, e depois ficar encalhado com as temporadas finais, que são bem ruinzinhas!

      O Oscar é sim muito lobby, mas para os parâmetros da premiação, é válido. Sempre, desde o início, o Oscar serviu para celebrar o glamour e a celebridade. Mas a crítica especializada tem provado ter grande efeito na Academia – foi ela que convenceu os votantes de que Guerra ao Terror era o melhor filme do ano, mesmo em oposição ao super sucesso de “Avatar”, que rendeu muita grana para a indústria.

      Eu entendo a sua posição sobre humor indulgente; eu só acho que algumas séries deixam a reputação de inteligentes lhe subirem à cabeça, e direcionam demais as piadas para se autovangloriar de sua superioridade. Arrested Development, que eu considero a melhor série de comédia já feita, não tinha disso – era espertíssima, atípica e esquisita, mas nem parecia se esforçar para parecer assim!

      Quanto às peças, dou um parecer sobre o que vejo, e como teatro é bem mais caro que cinema, vou muito pouco. Tenho interesse natural por essas importações da Broadway, porque é um negócio muito forte lá fora e às vezes eu vicio nas trilhas musicais antes mesmo de ver com os próprios olhos. Acho que quando o assunto é teatro, sou mais chegado em blockbusters! huahuahua… Mas tento ver de tudo um pouco, até produções nacionais! o/

      Sobre os comentários do post, já estou amando Supernatural com a mesma intensidade que você, e nem estou correndo tanto com a série para ter vários episódios inéditos guardados só pra mim! Estou ansiosíssimo pela estreia de Breaking Bad, que começou devagar, mas teve uma segunda temporada SENSACIONAL! Bryan Cranston e Aaron Paul arrasam!

      Volte sempre ao blog! Abs!

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