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Diversão dublada

Costumo fugir de filmes infantis como o diabo da cruz – em parte porque faz um tempinho desde que deixei de ser criança, em parte porque os fedelhos mimados que costumam lotar as sessões dubladas não são sempre capazes de se manter em silêncio. Agradeço intimamente pelas animações atuais estarem cada vez mais maduras – as direcionadas às crianças sempre trazem algumas piadas mais avançadas, e outras tantas são bem específicas aos adultos. Ou seja, o monopólio dos pequenos nas salas de cinema diminui gradualmente. Eis as exceções recentes que não me arrependo de ter feito:

* Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and the Chipmunks – The Squeakquel, 2009, dirigido por Betty Thomas): Quem gostou do primeiro com certeza vai curtir a continuação, que segue exatamente as mesmas fórmulas e parece estar contando a mesma história. Fora a variação dos detalhes, o plot é idêntico: o vilão é novamente interpretado por David Cross (o eterno Tobias de “Arrested Development”, que não deveria se submeter a esses micos), um inescrupuloso produtor musical que tenta se aproveitar dos esquilinhos cantores; o humano responsável pelos bichinhos (Zachary Levi, da série “Chuck”, substituindo Jason Lee, cujo personagem se acidenta logo no comecinho) mais uma vez aprenderá lições valiosas e sairá amadurecido da experiência; e o que há de mais conhecido e descartável na música pop é remasterizado nas vozes de taquara rachada. Ou seja, a moral positiva se mantém inalterada, numa fita fraquinha e previsível, que tem como charme a fofura dos protagonistas digitais (aos quais se unem três fêmeas, as “esquiletes”, também metidas à cantoras). Talvez por estarem sendo acostumados com a mediocridade desde cedo, o filme parece adequado para o público-alvo – as crianças adoram, vibram com as situações mais bestinhas e saem com amplos sorrisos nos rostinhos angelicais. E, ao menos na sala onde eu estava, conseguiram se entreter o suficiente e não deram um pio durante os mais de noventa minutos de duração. Louis agradece! Recomendado como um programa familiar inofensivo. Cotação: D+

* Toy Story (Idem, 1995, dirigido por John Lasseter): Esse sim pode ser recomendado de peito aberto! Volta aos cinemas por tempo limitado o primeiro “Toy Story”, dessa vez em versão 3D! A segunda parte, lançada em 99, retorna na semana seguinte – é uma jogada oportuna para render uns trocos extras à Pixar, e principalmente, para deixar a franquia fresca na memória do público, frente à chegada do terceiro capítulo no meio do ano. O filme original, pioneiro dos longas em animação computadorizada, encantou não só pela técnica inovadora, mas também por sua história inteligente, inventiva e bem narrada (diferencial que se tornaria constante nos trabalhos do estúdio). Na trama, os brinquedos ganham vida assim que os humanos deixam o quarto – e o boneco cowboy Woody, outrora o favorito do seu dono, tem o posto ameaçado pela chegada de um brinquedo mais moderno, o astronauta em miniatura Buzz Lightyear (que por sua vez, está convencido de que é um patrulheio espacial de verdade)! Quem cresceu assistindo, mas não revê há um bom tempo (como era o meu caso), deverá encontrar ainda mais profundidade e boas sacadas. E a nova geração de crianças que ainda não conhece merece ter seu primeiro contato com esta obra-prima absoluta numa sala de projeção, com as três dimensões e o som vindo de todos os lados. Boa trilha de Randy Newman, também! Cotação: A+

Te apetece?

Categorias:Cinema
  1. 27 fevereiro 2010 às 2:25 am

    que legal, sabia não dessa do Toy Story em cinema. que fofo. mas super não vou ver. (y)

    sabe que ‘desenho’ eu vi no cinema, dublado e ameeeeeeeeeeeei toda vida? aquele surf’s up. cê viu? dos pinguins surfistas?
    até dublado é formidável.

  2. 27 fevereiro 2010 às 2:51 am

    Louis, tudo bom?
    Talvez Toy Story, se torne um clássico eterno.

  3. markhewes
    27 fevereiro 2010 às 2:53 am

    Louis, eu amo o primeiro Toy Story, quando pequeno sempre via, hahaha. Mal posso esperar pra ver no cinema em 3D.

    • 27 fevereiro 2010 às 3:00 am

      Quéroul, pra mim, que não tinha visto o primeiro no cinema, foi um sonho realzado! Esse Surf’s Up não vi no cinema, mas descobri depois em DVD. É super bem realizado e com uma dublagem ótima!🙂

      Jack, tudo sim! Sem dúvida, Toy Story já se tornou clássico.

      Mark, eu também! hahaha… Tinha (tenho) o VHS, e revia feito louco!

  4. 27 fevereiro 2010 às 3:02 am

    Ah, Toy Story é minha infância, por isso verei no cinemark em 3D.

  5. 27 fevereiro 2010 às 3:06 am

    Eu também não sou grande fã de filmes infantis, mas gostei de Toy Story e há pouco do também ótimo Wall-E.

    Abraço

  6. 27 fevereiro 2010 às 4:39 am

    Não gosto de assistir a filmes dublados, mas, às vezes, não se tem outra opção, então a gente encara com satisfação! rsrsrsrrs Irei assistir domingo à versão dublada de “Toy Story 1”, pela primeira vez, em 3D. Espero que eu goste tanto quanto você do filme. Beijo!

    • 27 fevereiro 2010 às 11:24 pm

      Cristiano, foi exatamente num Cinemark que eu assisti! Super compensa…

      Hugo, justamente esse, Wall-E e alguns outros da Pixar não são exclusivamente infantis, tem algumas piadas e referências bem pra adultos. Abs!

      Ka, não me diga, nunca viu Toy Story antes??? Oh gosh, veja com urgência! Com certeza vai adorar. Beijo!

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