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O Lobisomem que ladra e não morde

O Cinema ajudou a firmar a lenda dos lobisomens, moldando-a da forma que a conhecemos hoje. Ainda assim, faltam filmes memoráveis sobre o tema. Talvez o mais conhecido e querido seja “O Lobisomem Americano em Londres”, que mesclava com sucesso terror e comédia. Já este recente “O Lobisomem”, protagonizado por Benicio Del Toro, insiste em se focar apenas no primeiro gênero, dando origem a uma fita lúgubre, escura e – por que não? – insuportável. A intenção é clara: atestar que todo homem carrega um monstro dentro de si, e que este só está à espera para ser libertado. Por mais brega e batida que seja essa moral, poderíamos aturar a pretensão se fossemos recompensados com sequências empolgantes. Pois os ataques da besta nem de longe correspondem a tudo o que poderiam atingir, tampouco o roteiro – assentado em soluções comuns e desperdiçando elenco e personagens – tem algo a acrescentar a esse caldo. Os parâmetros da história você já conhece: lobisomens são aqueles que, por uma maldição ou por um ataque perpetrado por outro membro da espécie, transformam-se involuntariamente em caninos violentos sempre que a Lua Cheia desponta no céu. O corpo humano ganha novas feições, os olhos se estreitam, os dentes se tornam pontiagudos e os ossos do nariz se arrebitam num charmoso focinho. E sai de perto! Dominado pela fera, o homem perde os sentidos e é capaz de atacar as pessoas mais estimadas de sua vida. Bobinho e enfadonho, o filme submete os atores ao ridículo (Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weaving surgem constrangidos) e não é levado a sério nem pelo próprio astro – Del Toro é terrivelmente inconstante: quando acerta, é o melhor ator do mundo; quando erra, é um preguiçoso de aspecto macilento e embriagado (as olheiras salientes também não contribuem para sua imagem). Os efeitos beiram o amadorismo, a maquiagem podia ser melhor e até a reconstituição de época é nada mais que neutra. Decepcionante – para os que esperavam grande coisa ou não.

.:. O Lobisomem (The Wolfman, 2010, dirigido por Joe Johnston). Cotação: D-

Categorias:Cinema
  1. 22 fevereiro 2010 às 6:47 am

    nisso concordamos! achei uma bosta esse filme!

  2. 22 fevereiro 2010 às 1:45 pm

    Louis, outro filme que larguei no começo, claro que eu geralmente até sei quando um filme vai me decepcionar e nem entro na sala, mas dessa vez tive que pegar qualquer sessão e foi nisso que deu, decepção meu caro, hasuahsuas.

  3. rahru
    22 fevereiro 2010 às 1:48 pm

    Ginger Snaps é meu filme de lobisomem preferido, e acho que a melhor trilogia de terror também. Já viu? Aqui tem o pouco convidativo título de Possuída e uma capa bizonha, mas os 2 primeiros são filmaços.

  4. 22 fevereiro 2010 às 7:18 pm

    É, umas semanas atrás tava louco pra assitir, agora acho que vou deixar pra ver em casa mesmo.

    • 22 fevereiro 2010 às 9:25 pm

      Mark, na sessão onde eu estava ninguém saiu, mas eu fiquei com MUITA vontade!

      Pedro, ainda não vi! Vou atrás…

      Beto, deixe pra ver em casa ou pra não ver at all.

  5. Rafaella Sousa
    22 fevereiro 2010 às 10:32 pm

    Eu não tinha expectativa alguma em relação ao filme. Fui com a minha irmã e o meu cunhado na quarta-feira de cinzas e escolhemos o filme lá na hora. Só quando eu vi que era censura 18 anos eu pensei, “ih, deve ser uma sangüinolência só, legal”. Acho que só pra isso que o filme serve, pra ver sangue, e membros sendo arrancados. Houve cenas do Anthony Hopkins que eu ri e minha irmã me olhou como se eu fosse um ET. E que “gancho” brega foi aquele com o Hugo Weaving no final? E por que a Emily Blunt estava toda hora de preto? O período de luto já tinha passado há tempos. Legal foi só a cena da transformação. Bem mais legal que a de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

  6. 22 fevereiro 2010 às 10:44 pm

    Benicio del Toro: não trabalhamos.
    bleargh.

  7. 22 fevereiro 2010 às 11:55 pm

    Realmente não parece muito bom.

  8. 23 fevereiro 2010 às 2:30 am

    raramente saio em meio de sessões. Nunca saí no meio de um filme no cinema, NUNCA – e olha que já encarei “As Branquelas”, “Van Helsing” e “Menores Desacompanhados”… – mas meus amigos conseguiram me convencer e abandonei essa tralha. Depois que Del Toro lança aquele olhar de apaixonado para Emily Blunt, entreguei pra Deus.

    tá amarrado!

    =)

    • 23 fevereiro 2010 às 5:48 am

      Quéroul, super te entendo.

      Jack, e não é.

      Tom, tão mal assim hein? Eu nunca abandono também, é ponto de honra ver até o final, mas este é INTRAGÁVEL e cheguei bem perto de sair. Amarrado 3x!!!😉

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