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Séries para todos os gostos

Como vejo muitas, mas muitas séries mesmo, e não tenho tempo nem espaço neste blog para comentar cada uma delas com o carinho e a atenção que elas merecem, reuni nesse post informal alguns pensamentos avulsos sobre o que tenho assistido. Vamos lá:

– No clima da estreia da última temporada, revi o lindo episódio Piloto de “Lost”, vencedor do Emmy de Melhor Direção para J.J. Abrams em 2005. Divertido, tenso e promissor, é um daqueles primeiros episódios que nos deixam desesperados pelo capítulo seguinte. Fora que é uma delícia reencontrar todo o elenco original e ver os personagens em seu estado primitivo, exatamente da mesma forma que os conhecemos, antes das transformações (algumas boas, outras nem tanto) a que seriam submetidos ao longo dos anos. Coisa fina!

– “Big Love”, série com padrão de qualidade HBO, está quase chegando à metade da quarta temporada (que será minuscula, apenas nove episódios, contra os dez da temporada anterior). Parece que serão as últimas aparições de Amanda Seyfried, a filha do primeiro casamento – ela está virando estrela e super acontecendo em sucessos do cinema como “Mamma Mia!” e “A Garota Infernal”. Adoro a série, muito mesmo. Acho impagável a interação entre sister-wives, nesse mundo tão diferente – e ainda assim tão próximo – em que a poligamia é uma prática constante. Só acho que não precisavam insistir tanto nas figuras dos vilões (antes era o Roman que servia como ameaça, e depois que mataram o personagem e perceberam que o filho Albie era incompetente demais para ser um oponente à altura, inventaram um novo endiabrado, o ex-marido da Nikki interpretado pelo Ray Fiske de “Damages”). Faço um elogio final para Chloe Sevigny, que fez por merecer o Globo de Ouro que levou.

– “House” está tendo uma temporada problemática, mas de vez em quando os roteiristas decidem provar que ainda conseguem ser geniais. Esses atestados de brilhantismo costumam vir em episódios que subvertem a fórmula fixa e dão mais atenção aos personagens do que aos mistérios médicos (cada vez mais cansados e sem inspiração). Note, no entanto, que nem todos os personagens – além, obviamente, do protagonista – tem cacife para despertar nosso interesse. Por sorte, a chefe Cuddy, que teve toda a ênfase no episódio exibido ontem nos Estados Unidos, é não menos que fascinante. Se fizessem um spin-off chamado “Cuddy” eu assistiria, e você? Só uma crítica: quando é que eles vão conseguir fazer uma reunião de negócios decente? Seja na mais reles novela da Globo, seja num seriado deste porte, é sempre a mesma coisa: um monte de figurante reunido numa mesa retangular e balançando a cabeça. Ai, vamos tentar abstrair…

– “Greek”, que eu já comentei por aqui, está prestes a se tornar minha nova série favorita. É impossível não se encantar, juro! Ainda que meio bobinha e previsível, é tão honesta e bem intencionada, e tem uns diálogos tão bem referenciados, que não dá pra resistir (já dizia o Rouge). Baixa, vai… Alguma vez te recomendei coisa ruim?

– Visto há alguns dias, o episódio final de “Dollhouse” (criada pelo “pai” de “Buffy” e “Angel”, Joss Whedon) pecou pelo excesso de clichês. Há de se desculpar, pois. Afinal, a baixa audiência e o cancelamento sumário impediram os roteiristas de concluírem a trama (que tinha casos avulsos, mas um plot contínuo ao fundo) com a riqueza que deveriam. Temos que relevar certas besteiras, como as conclusões apressadas, os diálogos didáticos para o público entender o que se passou nesses dez anos (o episódio foi ambientado no futuro), e os últimos minutos com triunfo e musiquinha! Seja como for, é o tipo de série destinada a se tornar um cult instantâneo, e será recebida no mesmo céu reservado aos programas que foram menos vistos do que mereciam ser.

– Sigo acompanhando o “American Idol”, apesar de ainda me incomodar com algumas apelações e de ainda não estar torcendo por ninguém em particular. Estou é curioso pra ver a Ellen DeGeneres como jurada – e é o que farei, agora que tenho o episódio de ontem quase em mãos! Viva.

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Categorias:TV
  1. 10 fevereiro 2010 às 10:35 pm

    Das séries que você comentou, só assisto “Big Love” e “American Idol”. Sobre a primeira: o que tem me chamado a atenção é a excelente atuação da Chloe Sevigny. Incrível como a Nikki cresceu na série. Não entendo, no entanto, a campanha do Bill para ser político e aquele negócio do Alby com o promotor.

    Sobre “American Idol”: o programa não perde seu charme, mesmo depois de tantos anos e tantas decepções nas minhas torcidas. rsrsrsrsrsrsrs Agora, assisto ao programa mais pelo costume do que pela vontade de ver quem vai vencer, não me envolvo mais. Não desde a Melinda…

    Beijos!

  2. Lucas Alves
    11 fevereiro 2010 às 3:37 am

    Oi Louis!!! Tudo bem com vc? Comigo está tudo certo

    Obs.: espero q vc já esteja acostumado c/ meus comentários G-I-G-A-N-T-E-S

    Então, li a sua resposta ao meu comentário, e quero deixar bem claro q das 3 séries q comentei antes (Alice, Carnivale e Supernatural), recomendo APENAS Carnivale, embora eu goste de todas.

    Bem, Carnivale é uma daquelas típicas séries precocemente canceladas. Os personagens eram bem crus (não sei explicar direito… lembram um pouco aquele perfil de personagem dos irmãos Coen, onde todos têm desvios de caráter e são movidos por egoísmos). Além disso, a história central em Carnivale (do Hawkins) era bem confusa pq p/ cada segredo revelado um novo mistério surgia. E tem mais: a história era carregada de referências místicas e o ritmo era lento. C/ essas características, dá até p/ entender pq Carnivale desagradou a audiência. Mas foi uma pena o cancelamento, pq tinha o padrão HBO de qualidade e um plot suficiente p/ render outras temporadas.

    Agora… mesmo NÃO recomendando Alice, eu digo q me dou por satisfeito c/ essa série. E olha… a narração cafona é nada comparada as falhas q surgiram do meio p/ o final –> problemas resolvidos através de soluções mirabolantes q caiam de pára-quedas na história, mudanças repentinas no enredo e falta de justificativa convincentes p/ as ações dos personagens (exemplos: a trama referente ao galpão q Alice herda do pai; a revelação do segredo sobre o passado da mãe de Alice; etc).

    Pelo visto, vc já está mais do q preparado p/ Supernatural. Amo essa série, mas tb NÃO tenho coragem de recomendar… Acho q vc já imagina q ali tem as típicas falhas dos produtos da CW, né?

    Sobre Big Love: eu juro q tentei encaixar a série, mas estou c/ o tempo escasso. Juro! Assisti o comecinho da primeira temporada e achei sensacional… personagens profundos, plot interessante, tramas paralelas muito bem aproveitadas, tipo de série q tem tudo a ver c/ meu gosto pessoal… Enfim, eu babei nela, mas não consegui encaixá-la no meu tempo e tive q adiá-la. Por enquanto, está no topo da minha lista de séries a conferir.

    House: é outra série do tipo “é boa, mas não tem a ver comigo”… Tenho reservas c/ séries de investigações, tb tenho reservas c/ séries médicas, e House, ao q parece pela sinopse, é justamente uma série de investigações médicas… Não vejo APENAS por uma questão de gosto pessoal mesmo.

    Dollhouse: é muito difícil assistir uma série q simplesmente NÃO seduz no seu começo. Encontrei pouquíssimos defensores de Dollhouse na internet, e um deles escreveu q a primeira temporada ficou melhor do meio p/ o final… Olha, aí mora um grande perigo, pq até chegar no meio, qualquer resquício de interesse pela série já se evaporou. Entende o q eu digo? Só vi o piloto, e nem lembro direito dele por causa da má impressão deixada.

    Greek: tudo bem, tudo bem… Mais uma série q vc me convence a ver… Ai, ai, ai… Mas por enquanto vai ficar na espera, pq estou sem tempo livre p/ encaixar outra série…

    American Idol: pq as versões brasileiras NUNCA conseguiram ser tão divertidas, tão promissoras e tão rentáveis quanto?

    A-M-O séries, queria muuuuito ter tempo p/ assistir mais.

    E se prepare pq vêm aí novas temporadas de Breaking Bad e United States of Tara…

    Abraços!!!

    • 11 fevereiro 2010 às 8:47 pm

      Ka, também estou muito satisfeito com o desempenho da Chloe nessa temporada! Fez por merecer o Globo de Ouro que levou e tomara que tenha pique para chegar ao Emmy. Quanto ao AI, já sabe que concordamos em tudo!!! Melinda foi única, fantástica, a última por quem torci imensamente! 🙂 Beijo.

      E ae Lucas? Continue com seus comentários gigantes! Eu adoro rsrsrs… Sim, imagino que Carnivale seja mesmo superlativo. Não está na minha lista de séries a ver (vou dar prioridade a Supernatural), mas não descarto a possibilidade de descobrir em DVD mais para frente! Não cheguei a ver Alice tempo o suficiente para notar esses furos de enredo, mas não me surpreendo que eles existam. Big Love é uma série ótima, por vezes excelente, que você faria bem se conseguisse encaixar na agenda. House costumava ser sensacional, mas ainda caindo em lugares comuns – e entendo quem não gosta da estrutura! Dollhouse teve um problema: começou MUITO mal, centrada em casos avulsos, e só lá pelo quinto episódio a “trama maior” foi ficar interessante. Até lá muita gente perdeu a paciência (e com razão) e abandonou. Mas fico feliz por ter insistido – fui recompensado com vários episódios legais! Te convenci a ver Greek, jura?? Ai, adoro quando faço a cabeça de alguém rsrs… Pensa na série como algo bacaninha, até bobinho e previsível – mas irresistível, com personagens deliciosos com quem passamos a nos importar. E de fato, é um mistério porque as versões estrangeiras de Idol não atingem a mesma voltagem… No aguardo por Breaking Bad e Tara (mais pela primeira que pela segunda). Abs!!!

  3. 11 fevereiro 2010 às 9:51 pm

    Louis, tudo bom?
    HOUSE me cansou já na primeira temporada Doullhouse, no primeiro episodio, Greek não me desceu! BIG LOVE é ótimo!

    • 12 fevereiro 2010 às 6:09 am

      Jack, tudo bem, e contigo? House não me cansou em nenhum ponto das quatro primeiras temporadas, mas Dollhouse começa mal mesmo… Greek é para um público mais específico, mas dá para curtir numa boa. E Big Love é mesmo unanimidade!

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