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Interpretações Masculinas – 00’s

Como prometido, aí está o top 10 de interpretações masculinas da década que se passou (considerando unicamente trabalhos no cinema):

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10. John Cameron Mitchell – Hedwig em “Hedwig – Rock, Amor e Traição”

John Cameron Mitchell escreveu, dirigiu e compôs as canções de “Hedwig and the Angry Inch”, saindo-se muitíssimo bem em todos esses quesitos. Foi como ator, no entanto, que mais surpreendeu. Ele defende o papel principal com garra e acerto, de forma que acabamos favoráveis a um personagem difícil de simpatizar. Bem que poderia ter persistido na carreira!

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9. Casey Affleck – Robert Ford em “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”

Brad Pitt entregou a melhor atuação de sua carreira em “O Assassinato de Jesse James”, mas todas as atenções se voltaram mesmo para Casey Affleck, o Robert Ford da segunda metade do título. Irmão mais talentoso de Ben, Casey convence como um rapaz perturbado e cheio de conflitos internos – um garoto medíocre que, motivado por sua mania de grandeza, assassina um dos criminosos mais temidos (e carismáticos) do Velho Oeste americano. Ponto extra: a cena na cadeira de balanço. Para ser aplaudida de pé.

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8. Jackie Earle Haley – Ronnie J. McGorvey em “Pecados Íntimos”

Ex-ator infantil, Jackie Earle Haley voltou à cena em 2006 como o horripilante pedófilo de “Pecados Íntimos”. É a impressão mais forte do filme (que conta ainda com Kate Winslet em grande forma), daquelas que fica conosco depois da sessão, e que só se confirma cada revisão.

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7. Heath Ledger – Coringa em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”

Há discordâncias sobre como catalogar a participação de Heath Ledger em “O Cavaleiro das Trevas”. Seu personagem, o vilão Coringa, não tem tanto tempo em cena, mas domina o filme com sua presença e se mantém o centro das atenções mesmo enquanto não aparece. Seja como for, é um dos trabalhos mais comentados da década – e justifica o hype. Pela interpretação, Heath ganhou uma infinidade de prêmios póstumos, incluindo o Oscar no começo do ano. Fará falta! (Formidável também em “Brokeback Mountain”).

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6. Michael Fassbender – Bobby Sands em “Fome”

Ainda inédito no Brasil (a menos que tenha chegado direto em DVD e ninguém me avisou), “Fome” traz o notável Michael Fassbender (“Fish Tank”, “Bastardos Inglórios”) como Bobby Sands – um prisioneiro do IRA que conduziu uma greve de fome reivindicando o Status de Categoria Especial (que o definiria como um preso político e o diferenciaria de um criminoso comum). Uma entrega espantosa ao personagem, de corpo e alma.

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5. Philip Seymour Hoffman – Truman Capote em “Capote”

Hoffman, que até outro dia era tido como um eterno coadjuvante, acabou se tornando o ator americano mais requisitado dos últimos anos. Sempre arrasa nos papeis que lhe são propostos, e “Capote” foi o atestado definitivo dessa competência. Na cinebiografia, ele capta com perfeição os trejeitos do escritor Truman Capote – sem se esquecer de matizá-lo no processo (ao contrário do que fez Jamie Foxx em “Ray”, essa sim uma pura imitação, sem nuances).

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4. Paul Giamatti – Harvey Pekar em “Anti-Herói Americano”

Taí uma atuação diferente e precisa de Paul Giamatti, que pagou alguns micos no início da carreira (até porque tem um tipo exótico) antes de se firmar como um intérprete de respeito. Em “Anti-Herói Americano”, ele vive um cartunista rouco e cheio de manias (que aparece em carne e osso dando entrevistas, para confirmarmos de imediato que Giamatti o retratou com exatidão). Imperdível!

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3. Chris Cooper – John Laroche em “Adaptação”

Trabalho soberbo, riquíssimo, lindo toda vida, de Chris Cooper. O filme é esquisito, diferente, e o personagem – um caipira banguelo e bebum, que transita da comédia para o drama numa única reação – não é pra qualquer um. Pois ele tira de letra!

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2. Javier Bardem – Reinaldo Arenas em “Antes do Anoitecer”

Tivemos pelo menos três interpretações espetaculares de Javier Bardem nos últimos dez anos: o assassino frio de “Onde os Fracos Não Tem Vez” (pelo qual ganhou o Oscar de Ator Coadjuvante), o tetraplégico que lutava por seu direito de morrer em “Mar Adentro”, e o poeta cubano que se exila em Nova Iorque depois de anos de tortura em “Antes do Anoitecer”. Escolho este último para representá-lo nessa lista, mas os outros dois fazem o queixo cair da mesma forma.

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1. Daniel Day-Lewis – Daniel Plainville em “Sangue Negro”

O filme é o meu favorito da década, e o trabalho hercúleo de Daniel Day-Lewis também fica no topo desta lista. Ele sempre foi excelente ator, e bastante sensato em suas escolhas. Proporcionou algumas das atuações mais memoráveis da década de 80 (“Meu Pé Esquerdo”) e 90 (“Em Nome do Pai”), e atinge o feito novamente nos anos 2000 com “Sangue Negro”. Sua carreira é tão consistente que fica difícil eleger seu melhor momento, mas ouso dizer que é por este aqui que ele mais será lembrado.

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As menções honrosas vão para Haley Joel Osment (“A.I.”), Jamie Bell (um “Billy Elliot” muito bem escolhido), Sir Ben Kingsley (matando a pau em “Casa de Areia e Névoa”), Russel Crowe (anda gordo e acabado, é antipático, briguento, jogou um telefone no assistente e tal, mas também marcou como o matemático de “Uma Mente Brilhante”), Mark Ruffalo (inesquecível como o irmão de Laura Linney em “Conte Comigo”), Sean Penn (mais por “Milk” e “21 Gramas”, menos por “Sobre Meninos e Lobos”), o alemão Bruno Ganz (Hitler em “A Queda”). E quem mais, hein?

Categorias:Cinema, Top 10
  1. Pam
    30 dezembro 2009 às 1:32 am

    Hum!🙂 Vamos ao feedback: Heath Ledger como Coringa, mind-blowingly amazing; Javier Bardem, nossa, difícil escolher em qual papel ele mais e melhor se destacou. Eu não conseguiria, mas vc o fez bem. ^^
    Olha, devo admitir que ver Casey Affleck aí me surpreendeu um pouco! hehe não que ele não mereça estar, mas, anfã. Hehe.
    Russel Crowe em “Uma Mente Brilhante”: bem lembrado! =)
    Eu ainda adicionaria, à minha lista, Hugo Weaving por V for Vendetta, Sean Connery em Os Intocáveis, Ewan McGregor em Peixe Grande e até arrisco Leonardo DiCaprio por Billy em Os Infiltrados. Deram show.🙂
    Beijão!🙂

  2. Quéroul
    30 dezembro 2009 às 11:07 am

    \o/
    A primeira coisa que veio na cabeça ontem qdo vc disse da lista masculina foi ‘Seymor-Hoffman, Capote’. eeeee. gosto muito. mas vou dizer que eu amo mais ainda o Toby Jones, no Infamous, mais Capotesco ainda. Gosto do Casey Affleck no Assassinato, mas pra ser sincera, não vejo NADA nesse moleque… acho que fiquei com bronca de tanto que falaram dele naquele sacal Gone baby gone, e resolvi que não gosto desse ator.
    Paul Giamatti mora no coração; não vi anti-herói inteiro, mas AMO ele em Sideways, Cinderella Man e Lady in the water. Puta ator bom, eu pegava ele, hahaha.
    E eu dava uma cadeirinha de honra pro Emile Hirsch, desde aquele filme com o Justin Timberlake (Alpha dog, né?) e, obviamente, pelo Into the wild. Mas ainda mais pelo Milk, que eu ameeeei aquela bichinha dele.
    E, na mesma linha, Daniel Brühl. Porque Goodbye Lenin é a coisa mais perfeita dos anos 2000, e porque ele tem o francês mais bonitinho no Inglorious Bastards…🙂

  3. Quéroul
    30 dezembro 2009 às 11:13 am

    eu, de novo. tenho que confessar que eu comento logo depois de ver as fotinhas e não leio o texto direito. aí vou ler com atenção e vejo várias coisas… enfim. Russel Crowe que eu instituí como desafeto de minha vida e SEMPRE gosto dele: Cinderella Man e aquele um da máfia negra com o Denzel… acho que ele manda muito bem.
    e o Hitler, pode crer. soberbo. da mesma linha ‘sou nazista malzão’, o austríaco dos Bastardos… como ele se chama mesmo?

    • 30 dezembro 2009 às 3:40 pm

      Pam, boas adições, mas Ewan McGregor, se fosse para entrar na minha lista, seria por “Moulin Rouge”! Junto de John Cameron Mitchell, é a grande interpretação de um ator num musical dos anos 2000! Beijos.😉

      Quéroul, muitos reclamaram de eu ter adicionado o Hoffman por “Capote”. A verdade é que ele tem tantos trabalhos bons que é difícil eleger um só – queria colocá-lo na lista e escolhi a atuação pelo qual ele será lembrado! MUITO boa a lembrança ao Daniel Bruhl. Emile Hirsch, que é meu coadjuvante favorito de Milk, também é certamente um dos melhores da nova geração. Russel Crowe foi o grande nome do final dos anos 90 e começo dos 00. É muito competente, de fato. Já o austríaco de Bastardos se chama Christoph Waltz, e creio que tb merecia uma menção honrosa!🙂

  4. 30 dezembro 2009 às 4:45 pm

    Uma bela seleção e realmente o Daniel Day-Lewis entregou a performance da década.

  5. 30 dezembro 2009 às 6:33 pm

    Adorei o post, mas não sou tão cinefilo assim e acompanhei poucos da lista, como Batman e Pecados Íntimos e Jesse James tenho até o DVD em casa pra conferir.

    • 30 dezembro 2009 às 10:22 pm

      Vinícius, com certeza! Day-Lewis imbatível.

      Mark, veja Jesse James num bom dia – é um filmaço, mas lento, bom pra dormir rsrs… E corra atrás dos demais que faltam.

  6. 31 dezembro 2009 às 2:58 am

    muitos não concordam, mas gosto muito da presença poderosa de Denzel Washington no policial ‘Dia de Treinamento’ (ator > filme) e no drama O Gangster (ignorado naquela epoca pela academia). abraço e bom feriadão, Louis🙂

    • 31 dezembro 2009 às 7:19 am

      Jeniss, Washington é um bom ator, mas fez pouca coisa realmente marcante nessa década – incluindo a interpretação que lhe rendeu o Oscar! Abraço e bom fim de ano pra você!😉

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