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Está na hora de rever seus conceitos

Estava vendo “Dexter” quando ocorreu aquele infame blecaute em São Paulo e em outras regiões do Brasil (e do Paraguai). Continuei enquanto a bateria do meu laptop durou, e só depois que o susto passou, pude conectar a máquina à uma fonte de energia e terminar de assistir. Foi quando percebi que só restava um episódio a ser visto, o de “Brothers & Sisters”, que eu tinha baixado na noite de Domingo e adiado até então. Tamanha a chatice que anda a vida da família Walker.

Os malas

Tinha chegado ao meu limite e decidi dar uma última chance – se o episódio fosse mala como os anteriores, abandonaria de vez. A vida é muito curta pra gente ver série que não nos diz nada. Em algumas eu até insisto pelos bons tempos, tipo “Desperate Housewives”, que anda mal das pernas, mas que já foi a minha série favorita no universo (a ponto de eu dormir na casa dos meus avós toda Quinta-feira para gravar a primeira temporada, quando ia ao ar no Sony!). Por “Brothers & Sisters” nunca tive um amor incondicional, e posso admitir, quase sem dor no peito, que a série está uma merda. Não se vê mais o núcleo central interagindo lindamente e com bons resultados cômicos. Sobram tramas ridículas como o sinistro novo irmão Ryan tramando contra a empresa do falecido pai biológico para se vingar pelo suicídio da mãe, ou o momento “Laços da Ternura” que Kitty está vivendo (o que foi ela considerando um tratamento espiritual? Será que os roteiristas não lêem em voz alta o que escrevem?). Cansei. A série chegou a um ponto insuportável e percebi que iria largar antes mesmo do capítulo terminar.

Empolgado pela coragem repentina, reavaliei a minha longa agenda televisiva e percebi que também posso abrir mão, sem arrependimentos, das seguintes séries:

– “Bored to Death”: O elenco é legal, mas não consegui chegar ao final do primeiro episódio dessa nova comédia da HBO (ou encontrar qualquer elemento humorístico, para começo de conversa). Sequer a coloquei na página das Séries.

– “Californication”: Está difícil insistir sem Natascha McElhone. Hank Moody, outrora um protagonista sexy e malandro, virou uma caricatura só – e David Duchovny não faz nada para evitar a canastrice. Fora que a degradação física de Kathleen Turner está me incomodando seriamente, e que a rebeldia da filha do (anti) herói foi super planejada para chocar. A quem, eu pergunto?

– “FlashForward”: Quanto mais eu me lembro do sétimo episódio, mais eu bocejo. Vou experimentar largar. Aposto que se não baixar nenhum outro episódio além do season finale, não só vou dar conta de entender tudo, como também vou escapar da enrolação e dos personagens bocós.

– “Hung”: A série que traz Thomas Jane como gigolô encerrou sua primeira temporada há alguns meses, e percebi de imediato que não faria falta na minha vida. Não esperem meus comentários sobre a segunda.

– “In Treatment”: Essa é inovadora e bem escrita, mas precisa ser vista com calma e em horário fixo. Do jeito que eu costumo assistir não funciona. Tem pacientes muito especiais, mas outros bem irritantes, e Gabriel Byrne precisa aprender a articular suas falas com urgência.

– “Nurse Jackie”: Começou como uma das grandes promessas do midseason. Vi uns cinco capítulos e paguei pau para o talento de Edie Falco, mas nada de especialmente interessante acontecia. A personagem tão cabulosa do primeiro episódio foi se revelando mais plana do que aparentava, e nenhum coadjuvante valia o esforço. Tchau, Edie.

– “The Middle”: Cheguei a escrever aqui sobre a nova série da Patricia Heaton, que parecia uma comédia familiar honesta, muito favorecida pelo garotinho que interpreta o filho caçula. Mas fui precipitado ao considerá-la um bom programa. É discutível e esquecível. Larguei.

– “V”: Já comentei num dos posts passados que não continuaria acompanhando. O Piloto já foi constrangedor o suficiente.

Pronto. São nove séries a menos (dez, se “Nip/Tuck” não me convencer neste quinto episódio – que ao menos pelo promo parece sensacional). Mesmo assim, a agenda televisiva continua inflada – mas quem sabe não sobre tempo para começar coisas novas? Os leitores tem falado muito bem daquela “The Good Wife”, e eu ainda preciso terminar os DVD’s de “West Wing”.

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Categorias:TV
  1. 12 novembro 2009 às 12:29 am

    Mas Nip/Tuck está em sua última temporada, mesmo se não convencer, merece um esforcinho, haha. E garanto que mesmo se o episódio não for isso que estamos pensando, só a atuação da Joely salva, ainda mais os dois próximos episódios com Vanessa Redgrave.

  2. Eduardo
    12 novembro 2009 às 12:46 am

    Incluindo séries encerradas, quais as séries que você me indica? Eu só vi Six Feet Under e In Treatment, que são minhas favoritas.

    Me passa as suas dicas das séries que eu poderia começar a ver. Sopranos? Mad Men? How I Met Your Mother?

    Blog sensacional.

    • 12 novembro 2009 às 12:53 am

      Mark, minhas fichas estão todas depositas em Joely e Vanessa, porque quanto mais me lembro dos episódios anteriores dessa temporada, mais me convenço que Nip/Tuck já devia ter sido cancelada – para encerrar com a dignidade do começo!

      Eduardo, obrigado pela visita e pelo elogio! Six Feet Under é a série da minha vida, já vi várias vezes em DVD e recomendo sem ressalvas a qq um que goste de pensar um pouquinho. Todas as que vc mencionou são ótimas. Sopranos eu vi em maratona, é tão bem escrita quanto SFU, ou talvez um pouco melhor. Mad Men é o drama mais bem feito do momento, mas bem lento e particular. How I Met Your Mother é minha sitcom favorita desde Friends! Tb tenho gostado muito de Damages, com a Glenn Close (duas temporadas até então), e dentre as comédias, 30 Rock e Family Guy! 😉

  3. 12 novembro 2009 às 1:32 am

    Louis, concordo com você. O estranho é que eles estão na última e não comecem já progredindo com os personagens e sim perdendo tempo com vilões como a Teddy, acho que a segunda parte da quinta temporada estava mais fiel mesmo com os clichês. Acho também que esse é o inicio de temporada mais fraco, chega até parecer que não é Nip/Tuck, mas eu gosto bastante e me empolgo não sei porque, talvez por ser minha série preferida? hahaha Mas reconheço que está longe de ser o que sempre foi.

  4. 12 novembro 2009 às 1:55 am

    Inclusive nas suas cotações eu percebi que essa temporada não te agrdou mesmo porque nenhum levou “A” e na segunda parte da quinta você gostou de “5.15 Ronnie Chase, St. 5.17 Roxy James e 5.21 Allegra Caldarello, os mesmos que daria um “A”.

  5. 12 novembro 2009 às 2:46 am

    “Os malas” na legenda da foto foi o melhor, haha.

  6. 12 novembro 2009 às 2:47 am

    Então, estou meio que muito atrasado, então estou um pouco por fora, mas dá mais uma chance pra Bored to Death, vai… é aquela série de um caso por episódio, sem muita evolução de personagem, só um monte de egocêntricos juntos fumando maconha, e isso me faz amar a série!
    E além de Bored to Death, ainda tem Curb your Enthusiasm, que está na sua melhor temporada, Larry David está se superando, e o episódio da reunião de Seinfeld foi um dos melhores episódios do ano, vale muito a pena… E aí tem Parks and Recreation, Community, The Closer (minha série querida do coração), Fringe, e por aí vai… enfim, mil possibilidades (só não venha com Vampire Diaries, please)!

    E por que raios você não vê The Office????

    • 12 novembro 2009 às 3:11 am

      Mark, não consigo criticar nada das três primeiras temporadas de Nip/Tuck, mas da quarta em diante as irregularidades começaram (ou ficaram mais evidentes). Curti muita coisa da quinta, em especial esses episódios da segunda metade que vc citou. Mas está longe de ser o que era. A sexta piora a medida em que me lembro dela rsrs… E sim, os Walkers estão MUITO malas. Beijo-tchau pra eles.

      Luiz, estava com quase tudo de Bored to Death baixado e desisti logo de cara. Curb eu via alguns na HBO e nunca achei graça. Aliás, acho Seinfeld, a série, bastante superestimada! The Closer eu tenho curiosidade em ver por causa da Kyra Sedqwick, figura cativa nas premiações (mas vi algumas coisas na TNT e achei desinteressante). Fringe eu vi uns dez capítulos no ano passado e tb não me ganhou… Vampire Diaries tampouco. Quanto a The Office, vi direitinho a primeira temporada, e as outras fora de ordem, quando pego no FX. Não acho tudo isso (a do Gervais era melhor). O personagem do Steve Carrell virou caricatura, assim como o do Duchovny em Californication.

  7. 12 novembro 2009 às 1:13 pm

    eu vi um trechinho de Good Wife e achei semi fofinho. é que eu gosto muito da Juliana Margulies, o probleminha afastativo da série é o Mr. Big, não aguento aquele homem. mas é o tipo de série que vc deixa passar quando tá bundando na TV de domingo de tarde… inofensiva.
    eu sou fiel de verdade só a três séries: Lost, Greici e Supernatural. House eu sou fiel, mas não acompanho direito (entende?). tentei ver Private Practice só pelo amor, mas aquilo é de doer. ah sim, eu posso ser bem fiel a realities também, qualquer um, menos BBB. e Mentalista, que eu assisto todos, mas esqueço de acompanhar também.
    tô na fase Law and Order SVU, assistindo toooodas as reprises da Universal. é a melhor série pra fazer exercício, sabe? simulador de caminhadas, Stabler e Benson. adoro aquele elenco podre.

    Nip/Tuck acho que parei na quarta, não suportei mais, e olha que eu achava brilhante! e Dexter, até hoje, só vi o primeiro episódio. tenho vontade, mas tenho mais preguiça.
    nem sei se eu queria achar série pra ser fiel hoje em dia. depois de Lost (e Friends, e Greici), nada mais debulhou meu coração.

  8. 12 novembro 2009 às 5:59 pm

    Nossa, como vc arruma tempo pra ver tantas series? rsrs Eu não tenho essa capacidade (embora quisesse muito ter e sei que seria mais proveitoso que minhas aulas). ^^

    =*

    • 12 novembro 2009 às 10:10 pm

      Quéroul, assim como você, tenho sérios problemas com o Mr. Big, um ator característico nada carismático! Eu PRECISO ver Supernatural. Sei que é um guilty pleasure, mas pelo pouco que vi parece bem honesto e divertido – e uma amiga me disse esses dias que é top 3 das séries da vida dela. Acho que vou correr atrás nas férias… Tb devia tomar vergonha na cara e ver SVU, nem que seja pela Mariska, que é sensacional. E de fato, Nip/Tuck está dando preguiça!!!

      Jecik, aí é que tá: não arrumo tempo. Viro a noite em claro e faço a maior confusão para conseguir manter tudo em dia rsrs… Beijo.

  9. Lucas Alves
    12 novembro 2009 às 10:38 pm

    Oi Louis Vidovix!!

    Aviso: o meu comentário está gigante…

    Já disse antes, mas preciso dizer de novo: seus textos são deliciosos! Vivos, espontâneos e ainda assim super bem argumentados. Sempre quando eu consigo um tempinho, passo por aqui. Bom, reconheço q poucas vezes deixo comentários. Mas sou vidrado no seu blog.

    Então, sobre o assunto do post, eu sou bem estranho. Adoro séries, porém raramente consigo vê-las. NÃO tenho como. E mesmo assim devoro posts sobre relacionados a séries. Gosto de conferir a repercussão delas, e pretendo voltar a acompanhá-las um dia (só não sei como). Eu cheguei a ver a 1ª temporada de Six Feet Under num passado muito distante. Fiquei apaixonadíssimo por ela, e olha q a descobri por acaso.

    Série é um campo q pode render zilhões de posts interessantes. Séries canceladas q deixaram saudades, séries q perderam o brilho, séries q já foram tarde, séries q fizeram menos sucesso do q o esperado, popularidade versus qualidade nas séries, o q faz uma série sair melhor do q a encomenda… Olha, as possibilidades beiram o infinito.

    Ah, e eu sei q estou meio atrasado pra falar isso, mas vou falar assim mesmo –> PARABÉNS pelos posts sobre os filmes da Mostra.

    Acho q chega né, pq senão o comentário vai virar um jornal de tão grande…
    Abraços!!

  10. 12 novembro 2009 às 11:00 pm

    Não desista de “In Treatment”, Louis. A série é uma das melhores da atualidade! Desista daquilo que não é bom! 🙂

    Beijo!

    • 13 novembro 2009 às 12:14 am

      Lucas, muito obrigado pelos elogios. Fico honrado em saber que o blog está sendo útil aos seguidores, e espero mais comentários seus (não importa o quão grandes sejam)! 😉 Série é um assunto que dá muito pano pra manga mesmo, e ultimamente, uma parte indelével da minha vida. Six Feet Under, como não canso de comentar, é minha série do coração. Que texto, que elenco!!! Se tiver oportunidade, devore as próximas temporadas – tem seus altos e baixos, mas em geral é forte, profunda e reflexiva. Abraço!!

      Ka, sei que a série é muito boa, mas é que é difícil assistir In Treatment do jeito que eu costumo ver. Perde um pouco do prazer da experiência se não ver direitinho, naquele horário fixo. Vamos ver como a banda toca. Dependendo, pego a próxima temporada na HBO Brasil! 🙂 Beijo.

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