Início > Cinema > Filmes da Mostra #19: I Love You, Phillip Morris

Filmes da Mostra #19: I Love You, Phillip Morris

“I Love You, Phillip Morris” não deve estrear no Brasil até o ano que vem – o que explica porque tem sido um dos filmes mais procurados da Mostra (o Luiz Carlos Merten estava sentado na minha frente, e ao lado dele estava o Sadovski, editor da SET). Compareceram também os diretores, Glenn Ficarra e John Requa, que disseram algumas palavras antes do início da sessão. Reforçaram, por exemplo, que era um prazer estrear o filme na América Latina, e mais especificamente no Brasil, por este ser o país natal de Rodrigo Santoro (que tem aqui um papel de relativa importância).

i-love-you-phillip

Ok, valeu a intenção. Mas o filme não deixa de ser meia-boca – e bastante anti-comercial, o que explica porque está sendo difícil encontrar distribuidores lá fora. É uma comédia romântica gay, com Jim Carrey e Ewan McGregor como o excêntrico par romântico. E digo desde já que Carrey não resiste em fazer suas caretas, mesmo quando não cai bem. Aliás, dá algumas desmunhecadas bem desnecessárias e até ofensivas. Enfim: Jim interpreta um policial homossexual, que constituiu família antes de sair do armário (a esposa é interpretada por Leslie Mann, muito mal aproveitada, e a filha do casal mal aparece). Ao sofrer um acidente de carro e perceber o quanto a vida é curta, ele decide liberar geral. É aí que conhece Santoro, com quem desfila pela Flórida esbanjando nas roupas e festas (custa caro manter um padrão de vida “gay”, como diz em certo momento). Para bancar todo esse luxo, ele deixa a força policial para trás e se torna um salafrário. Um vigarista que vive de pequenos golpes e que vai, eventualmente, para a cadeia. Tudo isso que eu mencionei é comprimido em quinze minutos, e a trama só vai engatar na sequência, quando o safado conhece, na prisão, o Phillip Morris do título (Ewan), e se apaixona por ele. Os dois se tornam colegas de cela e se envolvem, mas o filme está longe de ser um “Beijo da Mulher Aranha”. É escrachado e nunca se leva a sério. Tentei embarcar na proposta e curtir sem culpa, mas tem um compasso desigual que me causou enorme estranhamento, piadas previsíveis e exageros (intencionais) que determinaram meu desligamento da história.

.:. I Love You, Phillip Morris (Idem, 2009, dirigido por Glenn Ficarra e John Requa). Cotação: D+

Anúncios
Categorias:Cinema
  1. 3 novembro 2009 às 2:32 am

    Carrey não consegue se desfazer dessas caretas, e isso o torna tão caricato, que quando um filme mais sério (como esse) precisa de menos faces, ele erra.

  2. 3 novembro 2009 às 3:04 am

    Não acho que o compasso seja desigual. É bem orgânico: 100 Km/h sem curvas.

  3. 3 novembro 2009 às 7:04 am

    Adoro Carrey (drama ou comédia) e McGregor, idem. Tenho expectátivas pelo filme, apesar de sua recepção nada amistosa.

    • 3 novembro 2009 às 9:50 am

      Luis, o filme não é sério, é uma comédia – só que mesmo na comédia, nem sempre a careta cai bem. Carrey tem que aprender a se refrear! Nem em Brilho Eterno… ele conseguiu maneirar nas caras e bocas rsrs…

      Pedro, convenhamos, acontece mais coisas em uma hora e meia do que acontecem em temporadas inteiras de séries de TV! 🙂

      Wally, em geral gosto dos dois, mas só McGregor chega perto de arrasar!

  4. 3 novembro 2009 às 10:18 am

    “Luiz Carlos Merten estava sentado na minha frente, e ao lado dele estava o Sadovski, editor da SET. Compareceram também os diretores, Glenn Ficarra e John Requa…” – e EU, oras bolas! Mas o filme é bem pastel de vento, mesmo…

  5. 3 novembro 2009 às 12:45 pm

    Hum… geralmente eu gosto do Jim. Vou esperar ver pra formar opinião.
    =*

    • 3 novembro 2009 às 3:52 pm

      Luiz, você estava por lá?? Que legal! Nos cruzamos sem saber, então! o/ E concordo: o filme é vazio, sem emoção.

      Jecik, nada contra ele. Até o considero um comediante talentoso, mas tem que aprender a não exagerar! Beijo.

  6. Quéroul
    3 novembro 2009 às 5:20 pm

    e eu tava botando tanta fé nesse filme. aliás, não sei nem pq, já que não é de hoje que eu criei um semi-nojinho de Jim Carrey. eu gosto dele, de verdade, mas cansei um pouco de ver quase sempre a mesma coisa.

  7. 3 novembro 2009 às 8:02 pm

    Nofffaaa, destruiu com o filme que mais quero ver, destes meses pra cá… Bom, com excessão de “Brilho eterno…” eu sempre detestei o Jim Carrey, e detestei desde o início a inclusão dele no projeto… mas tem o Ewan, meu amor desde “Moulin Rouge” e que nunca me decpcionou, então nem que seja por ele, vou ver…

  8. 3 novembro 2009 às 11:08 pm

    O curioso é que sua opinião reflete justamente aquilo que eu esperava desse filme! Beijo!

    • 3 novembro 2009 às 11:11 pm

      Quéroul, te entendo perfeitamente. Jim está se repetindo há mt tempo! Mas não tenho antipatia por ele – ao menos não como os membros da Academia, que já o esnobaram escancaradamente!

      Régis, Ewan é a melhor coisa de um filme bem fraquinho (quanto a Moulin Rouge, acho que ele merecia indicação ao Oscar por aquele papel)!

      Ka, pois eu nem esperava grande coisa e ainda assim me incomodei. Uma pena… Beijo!

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: