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Filmes da Mostra #5: Pippa Lee

Dizem que Robin Wright Penn tem chances de ser indicada ao Oscar por “A Vida Íntima de Pippa Lee”. Ela sempre foi uma atriz consistente, mas fez pouca coisa memorável além de ter se casado com Sean Penn. Talvez por isso muitos a conheçam de rosto, mas não guardam seu nome. E não acho que essa comédia dramática independente vá mudar alguma coisa. Não me levem a mal: Robin arrasa como a personagem-título, capaz de transitar de um tom para o outro sem solavancos. O problema é que o filme é bem ruizinho, e tem sido massacrado por onde passa (da estreia no Festival de Berlim, somente a protagonista saiu ilesa).

pippa-lee

Na trama, uma dona-de-casa suburbana tenta reprimir o passado complicado e vê a ansiedade se converter em crises inoportunas de sonambulismo. Mas os erros são inúmeros, e talvez o pior deles sejam os flashbacks que remetem à adolescência de Pippa. Como se não fosse suficiente ver atrizes do porte de Julianne Moore e Maria Bello sendo desperdiçadas nessas cenas, ainda temos que testemunhar a péssima Blake Lively, a Serena de “Gossip Girl”, substituindo Robin sem um pingo de ímpeto. Aliás, como um elenco de relativo prestígio – que inclui ainda Alan Arkin no papel do marido, Winona Ryder como uma amiga, Keanu Reeves como o filho da vizinha e Monica Bellucci como a ex-mulher – foi parar nisso aí é um mistério não-solucionado. Talvez tenham aderido por amizade à diretora e roteirista Rebecca Miller, que antes já tinha convertido Daniel-Day Lewis e Catherine Keener a um de seus projetos (o também discutível “O Mundo de Jack e Rose”).

Salvam-se alguns poucos momentos engraçados, perdidos entre outros tantos constrangedores, dignos de um amador que nunca pegou uma câmera na mão. E fica também a confirmação de que Robin Wright Penn é uma senhora atriz. Alguém que, com a personagem certa, chegaria com facilidade ao tapete vermelho do Oscar, e sem servir de coadjuvante ao (ex) marido. Mas não acho que Pippa Lee seja a tal.

.:. A Vida Íntima de Pippa Lee (The Private Lives of Pippa Lee, dirigido por Rebecca Miller). Cotação: D+

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Categorias:Cinema
  1. 26 outubro 2009 às 2:40 pm

    Eu realmente adoro a Robin Wright, e já acho que passou da hora de ganhar o reconhecimento merecido. E pra ser sincero, a única coisa que me interessou no “The private lives of Peppa Lee” foi realmente o elenco.

    • 26 outubro 2009 às 6:01 pm

      Régis, não entendi como tanto ator conhecido topou participar, uma vez que o filme é bem fraquinho. Mas Robin Wright brilha, e se não chegar ao Oscar, ao menos deve conseguir melhores papeis depois de escancarar seu potencial!

  2. 26 outubro 2009 às 9:16 pm

    Elenco muito bom, mas “Ele Não Está Tão A Fim de Você” tbm tinha, nem por isso se salvou. Vamos ver os próximos papeis da Robin (ao menos nesse ela teve uma chance de deslanchar a carreira).
    =*

    • 27 outubro 2009 às 1:35 am

      Jecik, mas Ele Não Está Tão A Fim de Você queria ser uma comédia bobinha e descartável, inspirado num livro altamente medíocre. Já Pippa Lee, pela temática, poderia ter sido um veículo muito melhor para o potencial de sua protagonista! 😉

  1. 6 dezembro 2009 às 4:56 pm

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