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O belo mundo de uma feia

Ugly-Betty

Betty Suarez (America Ferrera) é uma garota simples, inteligente e esforçada, que com um diploma de Jornalismo da faculdade comunitária do Queens, um poncho de Guadalajara, um sorriso metálico e um coração cheio de boas intenções, vai bater à porta das Publicações Meade em busca de um emprego. E este acaba vindo – mas na revista que menos se adequa ao perfil da heroína. Ela é contratada como assistente do editor-chefe da bíblia fashion Mode, cargo que aceita na esperança de crescer na editora e depois rumar para um destino que condiga melhor com o que realmente é. Com o tempo, porém, Betty finca as raízes naquele ambiente hostil, e cria vínculos profundos com aquela gente fútil, metida e superficial. Conquista o respeito e a admiração do chefe, o playboy Daniel Meade (Eric Mabius), à medida em que ele também vai amadurecendo e se desvencilhando do passado de farras homéricas para honrar o legado do pai, fundador da empresa. Torna-se amiga da recepcionista que costumava implicar com ela (Becki Newton). E rebate com bom humor as falcatruas perpetradas pela megera Whilhelmina (Vanessa Williams, numa atuação deliciosa) e o assistente Marc (Michael Urie) – que tentam a todo custo chegar ao posto mais alto da revista. E enquanto transforma a vida dos que a rodeiam, ou que tem sua vida transformada por eles, Betty se mantém próxima da família latina, composta pelo pai viúvo (Tony Plana), a irmã cabeleireira (Ana Ortiz) e o sobrinho afeminado (Mark Indelicato).

Ficou claro que as tramas e subtramas de “Ugly Betty” exploram clichês conhecidos e resgatam velhas lições de moral. Mas a mensagem piegas não incomoda frente à doçura com que essas ideias batidas são empregadas. De fato, é por brincar em cima dessas convenções, tirando sarro das caricaturas e exageros típicos das telenovelas, que a série resulta tão original (não à toa, foi inspirada no folhetim colombiano que a RedeTV! exibiu com enorme sucesso em 2004 – e que por sua vez ganhou uma roupagem nacional pelas mãos da Record). Bem escrita e bem atuada, com uma protagonista muito bem escolhida: a garota America tem ótimo timing para a comédia e uma capacidade imensa de despertar a empatia do público (e por isso ganhou, com méritos, o Emmy de Melhor Atriz em 2007). A quarta temporada de “Ugly Betty” acaba de estrear na rede ABC. A audiência não é das melhores, mas o público que a acompanha é cativo. E cairia muito bem à série novos admiradores. Que tal experimentar?

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Categorias:TV
  1. Caroline®
    19 outubro 2009 às 12:18 am

    Eu vi as 2 primeiras temporadas de Betty, mas relaxei… Acho que vou aproveitar que o Terra passa “for free”, e vou voltar.

  2. 19 outubro 2009 às 2:42 am

    Confesso que não gosto de comédias, por isso me distancio delas..rs..
    Não assistirei, desculpe..rs..
    Mas preciso ressaltar que vc escreve de uma forma deliciosa..
    Beijos

    • 19 outubro 2009 às 4:58 am

      Rafinha, comédia é muito particular. O que é engraçado pra um pode não ser para o outro. Mas Ugly Betty tem uma trama universal e irresistível. Creio que não se arrependeria se assistisse! E obrigado pelo elogio! 😉 Beijo.

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