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Nem lá, nem cá: mais Grey’s Anatomy

Já que este blog acabou se tornando, meio que por acaso, uma referência quando o assunto é “Grey’s Anatomy”, vou prosseguir com os posts semanais que tem atraído mais visitantes ao “Letters from Louis” do que qualquer outra coisa. Me refiro, é claro, aos comentários sobre os episódios que estão sendo exibidos nos Estados Unidos. O capítulo da vez, o quarto da sexta temporada, recebeu aprovação quase geral dos fãs brasileiros, como se constata pelos fóruns do Orkut ou pelos elogios via Twitter. Mas o Louis aqui, na melhor das intenções e sem o intuito de polemizar, terá de remar contra a maré.

Me desculpem, colegas. Tenho inveja boa de quem se emocionou com o episódio porque sei como é gostoso se deliciar com a série. Só que não consegui sentir tudo isso. Achei “Tanted Obligation” apenas bonzinho. Afiadíssimo no humor, onde depositaram todas as fichas na sempre sensacional Cristina (e também no Alex, vítima de um urso e de um carrapato), mas não tão convincente no drama.

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Sabíamos pelo promo que o pai da Meredith chegaria no hospital em condição crítica, com o fígado comprometido. Só me tirem uma dúvida séria: alguém pode acabar com o fígado desse jeito em tão pouco tempo? Porque antes da esposa morrer ele estava sóbrio, e na ficção não faz nem um ano que isso aconteceu – depois disso ele se afundou na bebida e ficou sóbrio de novo, e já está limpo a pelo menos dois meses. Mas enfim… O que me incomoda é saber que é matematicamente impossível que num período inferior a dois anos tantos parentes dos médicos tenham dado entrada no hospital. Vamos recapitular: teve o pai do George, o filho da Bailey, a mulher do Chief, a sobrinha do Chief, a mãe da Mer e outros mais. Tá, é série, não é vida real, mas essas forçadas impedem que eu me envolva por completo na história. Passo a divagar, a imaginar os roteiristas sentados em volta de uma mesa retangular, jogando ideias randômicas sobre quem será o próximo familiar a correr risco de vida.

Dentre os outros casos médicos não houve nenhum marcante. O paciente do Sloan, um velhinho que se submeteu à cirurgia para voltar a ser “funcional” na cama, serviu mais como alívio cômico para a Cristina do que pelo que tinha a dizer. A trama em si foi bem qualquer coisa e a explosão do Sloan, defendendo o senhor diante dos filhos relutantes, foi gratuita e mal amparada. E estava na cara que não demoraria para Izzie trabalhar num paciente com câncer – assim como estava óbvio que o moço em questão ia morrer.

Um momento que me convenceu foi a conversa de Callie e Arizona no parque. Reparem que elas foram as únicas a falar com seriedade da crise econômica que está atingindo os Estados Unidos e o mundo (e que é o motivo dessa junção ridícula do Seattle Grace Hospital com o Mercy West). A minha favorita Bailey também anda mal aproveitada, mas ela falando com a Mer na mesa de cirurgia (porque sim, é claro que a Grey acabaria doando fígado para o pai) foi pitchulo. No mais, confirmo que assisti ao episódio anterior com maior prazer do que este.

P.S.: E a Izzie com aquele cabelinho à la Ana Maria Braga, hein? Como diria Cleycianne: tá amarrado três vezes!

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Categorias:TV
  1. Letícia Bispo
    9 outubro 2009 às 2:45 pm

    Ah, esse negócio de parentes dos médicos no hospital já encheu o saco mesmo. Ainda teve a filha da Izzie, o irmão da Addie, marido da Bailey também, ah… zZz… ô saco. O SGH deve ser o único hospital das redondezas mesmo. Esse episódio também me deu preguiça, adorei a resenha.

  2. 9 outubro 2009 às 3:12 pm

    Você não fica com raiva por eu não ler esses seus posts sobre “Grey´s”?? Eu quero manter a surpresa! 🙂

    Beijo!

    • 9 outubro 2009 às 7:21 pm

      Letícia, MUITÍSSIMO bem lembrado! Todo esse bafafá em menos de dois anos. Não é possível!!! E fico feliz que alguém concorda com os pontos que levantei! 😉

      Ka, mas é claro que não fico com raiva, menina!!! huahuahua… Fico é admirado de vc aguentar esperar meses a mais para ver no Sony! Beijo!

  3. luan
    9 outubro 2009 às 7:25 pm

    nossa no meu blog eu coloquei algumas coisas bem diferentes que você!!! eu gostei do episódio, teve poucos pontos fracos na minha opinião!!!!
    porém concordei com tudo que disse acima

    • 9 outubro 2009 às 11:24 pm

      Luan, vi seu comentário muito empolgado na comunidade. Não consegui gostar do episódio como você, mas ao menos concordamos que teve coisa discutível aí! o/

  4. 10 outubro 2009 às 12:09 am

    volto logo, volto logo. aaaai que eu num guento e quero ler sua resenha…
    hahaha.

  5. 10 outubro 2009 às 5:53 pm

    Eu li a resenha antes de asistir o epi em questão, mas minha memória é curta, então não afeta saber de spoilers antes. xD
    Eu gostei do episódio de maneira geral, gostei da conversa da Bailey com a Mer, gostei do Derek e da Cristina parados no corredor esperando ela tomar uma decisão, apesar de mal encaixada, gostei do Mark tomando as dores do velho e dizendo que não tem nada errado se apaixonar por uma mulher mais nova. (rsrs ele se doeu com essa)
    Mas, relendo o post hoje e vendo a fala da Bailey na SO, percebi que o Alex, nem nenhum parente dele, foi parar numa maca (ainda).
    Esperando pa semana que vem. (yn)

    • 10 outubro 2009 às 9:23 pm

      Jecik, endosso a minha impressão de que o episódio foi discutível, porque recapitulei mentalmente e percebi que praticamente todos ali já passaram por cirurgia séria, ou tiveram um ou mais familiares nessa situação. Vejamos: o marido da Bailey, o filho da Bailey, a filha leucêmica da Izzie, a sobrinha do Chief, a mulher do Chief, a mãe da Meredith, o pai da Meredith, o irmão da Addison, o pai do George, a sobrinha de Lexie e Mer que nasceu prematura com um monte de sequelas, mais o Chief quando bateu o carro e machucou o pé, mais a Cristina quando teve complicações na gravidez, mais Mer quando passou mal e tirou o apêndice, mais a Mer quando morreu afogada, mais a Mer de novo com esse transplante de fígado, mais a Izzie com câncer, mais o Burke baleado, mais o George atropelado. Tudo isso em pouco mais de dois anos!!! NÃO DÁ! 😉

  6. Roseli Zanella
    11 outubro 2009 às 4:30 am

    Acabei de ver, achei o anterior melhor, esse foi engraçadinho vai aquele urso ninguém merece, meu sogro morreu de cirrose, ele parou de beber e depois de 10 anos qdo voltou a beber morreu mto mas mto rápido e pelo que entendo da serie o Tather só foi beber depois q a esposa morreu não é? Qdo vi o lance do transplante tava na cara q ia sobrar pra Mer… acabei de ver PP 2 tbem, vai ter crossover e a Bailey para L.A. e vai beijar o San, e falando em PP tenho a sensação que a Addison deixou de ser a protagonista de série…

    • 11 outubro 2009 às 10:46 am

      Roseli, também ri com o urso e o gritinho afeminado do Alex, mas realmente é espantosa a rapidez com que o fígado do Tatcher ficou comprometido! Quanto a PP, estou pensando em baixar o episódio do crossover antes de ver a série em ordem linear. Faço mal?

  7. Roseli Zanella
    11 outubro 2009 às 3:39 pm

    Assiste o primeirão pelo menos, a atriz que fez a Naomi no pilot não é a mesma que faz agora, mô engraçado

  8. Caroline®
    11 outubro 2009 às 5:57 pm

    Também achei o episódio mediano. Ainda acho que as cenas da Cristina e da Bailey carregam a série nas costas, elas são demais! Esse monte de doenças não me incomoda tanto, a vida é assim mesmo, às vezes às desgraças vêm em bloco. É até normal que todo mundo vá parar no SGH, se eu tivesse parente médicos também me aproveitaria quando precisasse… E a cirrose do Tatcher também não me estranha. Se tem gente que não bebe e tem problema no fígado, quanto mais um que acordava pra beber e bebia pra dormir!

    • 11 outubro 2009 às 9:39 pm

      Roseli, acho que a Naomi “definitiva” é aquela tal de Audra super respeitada na Broadway! Mas creio que PP só em dezembro! 😉

      Caroline, eu acho muito forçado, pq mesmo que os doentes não procurem os médicos, eles sempre acabam caindo na mão dos familiares! E como todo mundo reforçava que o Tatcher ficou assim por causa da bebida, me indaguei se o tempo de alcoolismo foi por si só suficiente para deixar o fígado dele naquele estado.

  9. 17 outubro 2009 às 5:46 pm

    Antes de mais nada: é minha primeira por aqui.
    E aproveitando ainda a primeira indagação, ‘antes de mais nada’ quero dizer que a-do-rei!
    Primeiro pq seu blog trata do assunto que mais me envolve: cultura; segundo pq, como não poderia deixar de ser, Greys Anatomy é meu vício particular (ou não).
    Concordo com tudo que disse do 4 capítulo. Ainda que eu ressalte que o texto do #bomvelhinho tenha mexido comigo, e que as conversar de Callie e Arizona sempre ganham 200% da minha atenção, suas pontuações foram muito pertinentes e bem comentadas.
    Na minha singela opinião, ainda que a séria queira fazer uma ligação com a crise real dos USA, a fusão no mundo imaginário da tv é mais do que bem vinda já que abre espaço para novos atores, um hospital maior tvz signifique mais especialidades, mais casos médicos e, como esperança é a última que morre, tvz signifique mais alguns anos da série. Então, de todo o post, se posso discordar de algo, definitivamente é quando vc diz: (…) é o motivo dessa junção ridícula (…).
    Parabéns! Voltarei sempre se deixar…
    Beijos

    • 18 outubro 2009 às 12:48 am

      Rafinha, fico feliz que tenha gostado do blog. Escrevo os textos com o maior prazer, tendo sempre em mente meus leitores em potencial. É gratificante conversar com pessoas que compartilham dos mesmos interesses – e claro que quero que vc volte!! 🙂 Quanto as minhas ressalvas a junção, é pq não quero que a série se prolonge se for pra fazer isso como ER. Quero que acabe junto com os personagens originais, em vez de enfiar outros no lugar. Beijo!

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