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Emmy Awards: Resultados

Antes de comentar as categorias, confirmo que este foi, de longe, o meu pior ano em previsões. O Emmy nunca fez tanto por merecer a sua fama de “caixinha de surpresas”. Algumas das decisões foram corretas e outras nem tanto. A festa em si foi bem mais proveitosa que a do ano passado, com Neil Patrick Harris, o Barney de “How I Met Your Mother”, assumindo as funções de mestre de cerimônias de forma bastante cinética. Minhas impressões sobre a distribuição das estatuetas são as seguintes:

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– Drama –

Melhor Série: Sem surpresas, vence “Mad Men”, a finíssima série do AMC. Mesmo sendo um doente por “Damages” não consigo discordar do resultado. E January Jones estava divina. Das mais elegantes da noite!

Melhor Ator: Não foi dessa vez, Hugh Laurie. Todo ano aposto em você, confiante de que seu Emmy há de sair eventualmente. Mas Bryan Cranston está tão fabuloso em “Breaking Bad” que só pude vibrar com sua segunda vitória consecutiva. Justiça seja feita!

Melhor Atriz: Glenn Close por “Damages”, novamente a barbada do ano. Dispensa maiores comentários, apesar de que se a Peggy (Elisabeth Moss) levasse também estaria em boas mãos.

Melhor Ator Coadjuvante: O candidato mais assombroso Aaron Paul foi desfavorecido frente à Michael Emerson, o Ben de “Lost” (que, descobri pela cobertura do tapete vermelho, é casado com Carrie Preston, a Arlene de “True Blood”)! Emerson merecia pela segunda temporada da série, pois é fato que seu personagem perdeu muito do fascínio que exercia no espectador ao longo dos anos. Hoje é apenas chato, redundante. Mais um prêmio certo na hora errada para o histórico do Emmy.

Melhor Atriz Coadjuvante: A deusa do teatro Cherry Jones foi premiada por “24 Horas”. Fiquei com a impressão de que foi uma compensação por ter perdido o papel em “Dúvida” para Meryl Streep (ela ganhou o Tony, mas foi cortada da versão cinematográfica por um nome mais forte na indústria). Injustiça com Rose Byrne, não achou? E nem sinal da parceira de Jones, Sarah Paulson.

Melhor Direção: Ganhou o último capítulo de “E.R.”, por razões sentimentais. “Mad Men” ficou a ver navios, mesmo dominando a categoria. E “Battlestar Galactica” nem chegou perto.

Melhor Roteiro: O sensacional final de temporada de “Mad Men” era meu palpite e escolha pessoal. Não deu outra. Ganhou, mesmo concorrendo com outros episódios da série e correndo o risco de se anular pela competição interna.

– Comédia –

Melhor Série: Bob Newhart é chatíssimo e enrolou pelo que me pareceram horas até anunciar os indicados na categoria. Eram sete, todos ótimos. Venceu o óbvio, “30 Rock”, seu terceiro seguido. Prêmios assim são necessários para a série se manter no ar (os ratings não são uma maravilha), mas meu coração estava com “Family Guy”, a primeira animação a concorrer em quase 50 anos.

Melhor Ator: Alec Baldwin leva o segundo consecutivo por “30 Rock”, no que não deixa de ser uma injustiça com Jim Parsons. O Sheldon Cooper de “The Big Bang Theory” tinha toda a torcida do público e a dianteira nas bolsas de aposta. Não gostei, Alec. Não mesmo.

Melhor Atriz: Toni Collette por “United States of Tara” – se não ganhasse seria um escândalo. Estava confiante em sua vitória, mas me acovardei na última hora e fui com Tina Fey. De qualquer forma aplaudi forte quando a australiana subiu ao palco. A série é discutível, mas sua interpretação nunca é menos que formidável. E adorei Sarah Silverman de bigode com a expressão imutável na plateia, no anúncio das indicadas.

Melhor Ator Coadjuvante: Jon Cryer por “Two and a Half Men”. Todos esperaram a Academia se cansar de Jeremy Piven (que sequer foi indicado) para variar os premiados na categoria. Mas foi pra lá de decepcionante ver o irmão do Charlie levando a melhor. Estava claro que Neil Patrick Harris tinha a preferência da plateia, assim como os caras de 30 Rock. Erro feio, Emmy

Melhor Atriz Coadjuvante: Kristin Chenoweth ganhou por “Pushing Daisies”, na sua última chance de ser premiada pela série (cancelada no começo do ano). Uma fonte fidedigna me garantira essa vitória, mas não levava fé justamente pelo término do programa. Merecido. Pra quem não sabe ela era uma estrela de primeira grandeza na Broadway (venceu o Tony por sua estreia nos palcos e depois protagonizou “Wicked” com Idina Menzel) antes de adentrar na TV. No discurso fez piada com o desemprego, disse que gostaria de um papel em “Mad Men” (ou “The Office”, ou “24 Horas”), e se desmanchou em lágrimas. Uma fofa! E fiquem ligados que ela gravou participação num dos próximos episódios de “Glee”.

Melhor Direção: Ganha The Office, que era o azarão numa categoria também dominada por 30 Rock (Entourage e Flight of the Conchords preencheram as vagas restantes).

Melhor Roteiro: 30 Rock tinha quatro indicados, e ganhou por “Reunion”. Não era minha aposta, mas certamente é um grande texto, com mais piadas boas por minuto do que qualquer competidor. E adorei o elenco de “How I Met Your Mother” apresentando a categoria.

– Minissérie/Telefilme –

Melhor Minissérie: Little Dorrit, é claro. Era inevitável depois dos prêmios em Roteiro e Direção. E tinha apenas um concorrente, Generation Kill, da HBO, que vi no ano passado e achei muito bom.

Melhor Telefilme: Grey Gardens ganhou como esperado, e foi outro dos meus poucos acertos. Mas ficaria mais do que feliz em errar novamente, se o meu favorito e superior Prayers for Bobby acabasse laureado.

Melhor Ator: Brendan Gleeson levou por “Into the Storm”, filme que originalmente seria lançado nos cinemas, e pelo qual já se cogitava o nome dele para o Oscar. O Emmy não é a mesma coisa, mas não deixa de ser uma honra e um reconhecimento a um bom ator – e olhando os concorrentes, Ian McKellen (tido como favorito) e Kevin Kline não precisam mais de prêmio algum, e Kevin Bacon é uma enganação em “Taking Chance”. Ou seja, por eliminação foi a escolha ideal.

Melhor Atriz: Jessica Lange fez um discurso super legal ao ser contemplada por “Grey Gardens”, acima da favorita Sigourney Weaver e da colega de cena Drew Barrymore. Lange seria a minha escolha, já que mesmo não gostando muito do filme, considero este trabalho um dos melhores da carreira dela. Melhor inclusive do que aqueles que lhe renderam o Oscar em duas ocasiões.

Melhor Ator Coadjuvante: Ken Howard foi premiado por “Grey Gardens”, outro exagero. Ele não tem um personagem marcante que o credencie para ganhar coisa alguma. E tudo apontava para a vitória de outro veterano, o de “Little Dorrit”.

Melhor Atriz Coadjuvante: Shoreh Agdashloo, a atriz iraniana que todos conhecem pela interpretação indicada ao Oscar em “Casa de Areia e Névoa”, foi premiada por “House of Saddam”. Antes ela que Jeanne Tripplehorn, que não faz nada especial em “Grey Gardens” e que era uma opção viável. Mas só ouço elogios a Marcia Gay Harden, que foi minha aposta (e que perdeu a chance de se tornar ganhadora da Coroa Tripla da Atuação, uma vez que tem um Tony por excelência no teatro e um Oscar pelo trabalho no cinema).

Melhor Direção: Não se esperava que “Grey Gardens” perdesse na categoria. Mais uma das inúmeras surpresas da noite. Ganhou uma mulher, diretora de “Little Dorrit”, que já tem minha simpatia (primeiro porque não achei “Grey Gardens” tudo isso e segundo porque é raríssimo ver mulheres reconhecidas por trabalhos na direção).

Melhor Roteiro: “Little Dorrit” ganhou e o cara nem foi. Bleh.

– Variedades –

Melhor Série: “The Daily Show with Jon Stewart”. Fracassei mesmo nas previsões. Achei que iriam mudar o disco, premiando “The Colbert Report” ou “Saturday Night Live” (que indicou duas coadjuvantes e que nunca esteve mais em evidência como na época da eleição americana). Quem sabe no ano que vem, Emmy?

Melhor Direção: “American Idol”, quem diria!

Melhor Roteiro: Essa categoria sempre rende as melhores chamadas, boladas pelos próprios roteiristas indicados. Ganhou o time do “The Daily Show with Jon Stewart”, mas são todos tão bons que deve ter sido uma votação apertada.

Melhor Canção: O discurso mais sincero da noite foi o do grupo de nerds premiados aqui, pelo número de abertura que Hugh Jackman cantou no Oscar. Eles comentaram que os produtores moveram a categoria para a cerimônia principal pelas várias indicações de Justin Timberlake, um astro, mas que os votantes optaram por premiar geeks feios e desconhecidos. So true!

– Reality Show –

Melhor Reality Show de Competição: O invicto na categoria “The Amazing Race” leva mais uma. Previsível, mas sempre justo. É mesmo o melhor programa de competição da atualidade. Sou um viciado sem salvação!

Melhor Apresentador: Jeff Probst de “Survivor” foi a primeira aposta da noite que acertei. Ele aproveitou para saudar Neil pelo excelente trabalho como host. Deve saber o quanto é difícil, já que foi um dos hosts do ano passado, no que foi considerado um fiasco absoluto.

Um adendo é que uma categoria criada para voto popular, com a intenção de eleger o momento mais marcante do ano na TV, acabou rendendo uma menção à “True Blood” (o primeiro encontro de Bill e Sookie foi a cena mais votada). Agora só ano que vem, predictors!

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Categorias:Premiações
  1. 21 setembro 2009 às 3:19 am

    eu nao concordo , Michael Emerson evoluiu o seu papel,Ben nos cativa e nos apunhala pelas costas ao mesmo tempo, nunca sabemos se podemos confiar nele ou não!!!
    Nos surpreende cada vez mais e sua atuação é impecável!!!
    MERECIDÍSSIMO!!!
    É que sou fanático por LOST e assisti o EMMY pela net,junto a um chat e fiz uma bela campanha por ele e acabou ganhando yes!!!!!!!!
    ABRAÇO

    • 21 setembro 2009 às 3:24 am

      Ricardo, mas Ben vem fazendo isso, enganando e apunhalando nas costas, desde a season 2. Agora cansou e seus movimentos se tornaram mais previsíveis (e consequentemente menos impressionantes). Com base no material submetido, Aaron Paul era o melhor na categoria com folga. Mas que bom que os fãs de Lost tem novamente motivos para comemorar! Abraço.

  2. 21 setembro 2009 às 3:05 pm

    Eu acho o Michael Emerson fantástico na 3ª temporada, a última temporada da série que assisti. Acredito que agora ele esteja um saco mesmo. E Gleen Close ganhou! Não tinha como perder também, haha.

  3. 21 setembro 2009 às 4:15 pm

    Foi um emmy diferente, e muitas coisas que não gostei simplesmente porque não assitir ainda (Breaking Bad, por exemplo, e até mesmo essa temporada de 24 horas, então nada de Bryan e Jones para mim. Jon Hamm e Rose tinham minha torcida)
    Mad Men só se supera a cada ano, e esse terceiro vai ono mesmo nível. Pela só colocarem Moss, mas seria injustiça com as outras se colocarem Hendrick e January concorrento rsrsrsr elas ganhariam sem pensar duas vezes.
    Adorei vê Kristin ganhando, e deixo Jane para o próximo ano, afinal 30 Rock é inacabável, enquanto Pushing infelizmente acabou.
    Eu adorei Grey Garden, e para mim foi o melhor com certza, pena de Drey, que carrega mais partes do filme do que Lange, mais perdeu. Preferia Barrymore em seu melhor trabalho.
    o que levar desse prêmio: Neil, repetindo o sucesso como apresentador desde o Tony.

    • 21 setembro 2009 às 4:37 pm

      Mark, no começo o personagem do Emerson era mais complexo e dúbio. Com o tempo foi perdendo essas qualidades. E Glenn era imbatível, mesmo com todas as surpresas da noite!

      Luis, recomendo que veja Breaking Bad, um programa interessante com elenco espetacular. Não vejo 24 Horas, mas vi o episódio submetido por Cherry Jones e conheço a reputação da atriz por seus trabalhos na Broadway. Logo não acho o prêmio tão desmerecido. Christina Hendricks super merecia uma indicação como coadjuvante, e deve obtê-la no ano que vem, já que está arrasando na terceira temporada. 30 Rock não é tão inacabável assim, a audiência vacila e o canal só insiste na série pelo prestígio, mas espero que Jane Krakowski saia vitoriosa em breve! Quanto à Drew, era minha terceira opção para o prêmio, depois de Jessica e Sigourney Weaver. E pro Neil sempre tem ano que vem…

  4. 22 setembro 2009 às 12:50 am

    Louis, os produtores queriam renovar o Emmy e conseguiram! Muitos vencedores não esperados, a estrutura nova da premiação (e totalmente chupada do Oscar). Eu só sei que desisti de ver a Kyra Sedgwick vencer o Emmy algum dia. Não aguento ver mais a cara dela de decepção ano após ano…

    Beijo!

  5. 22 setembro 2009 às 5:19 am

    Michael Emerson! Wuhu!

    • 22 setembro 2009 às 6:02 am

      Ka, além do Oscar eles copiaram muito da apresentação do Neil para o Tony. A cerimônia ficou super bacana, das mais divertidas e dinâmicas dos últimos anos. Só os vencedores que foram como sempre discutíveis. Não vejo The Closer, mas só ouço elogios a Kyra. Acho que só dela ser indicada por uma série tão pouco badalada já é um grande feito! Beijo.

      Wally, não compartilho do seu entusiasmo por essa vitória! rsrs…

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