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Made in Brazil

Vistos e avaliados dois filmes nacionais em exibição nos cinemas. Aí estão:

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* Se Nada Mais Der Certo (2008, dirigido por José Eduardo Belmonte): Quem te viu, quem te vê! Nos últimos anos, testemunhamos Cauã Reymond passar de galã inexpressivo das novelas globais para um dos nomes mais ativos no cinema brasileiro – e com desempenhos cada vez melhores. Lembra até Rodrigo Santoro, que era uma piada como par romântico da Sandy num folhetim, mas que calou a boca de todo mundo com “Bicho de Sete Cabeças” (que lhe revelou para o mercado externo). Por “Se Nada Mais Der Certo”, Cauã já ganhou dois prêmios internacionais. Também foi premiada a desconhecida Caroline Abras, excepcional como Marcin, um traficante com crise de identidade sexual. O fato é que é gratificante constatar o alto nível dos nossos atores – ainda que o filme em que se encontrem não seja lá uma maravilha. É outro exercício radical de José Eduardo Belmonte, apesar de mais leve que seu trabalho anterior, “A Concepção”. O diretor investe em outro drama cosmopolita, dessa vez numa São Paulo fotografada com frieza, onde um trio sem nada em comum (Cauã, Caroline e João Miguel) vai se unir para cometer de crimes pequenos a outros mais graves. O filme peca sempre pelo excesso – de câmera de mão, de conclusões, de metragem. A trilha tem ainda uma sacada interessante ao resgatar faixas de “Os Saltimbancos”, do Chico Buarque, para auxiliar a narrativa. Em cartaz nas salas de arte, para um público selecionado. Cotação: B-

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* O Contador de Histórias (2009, dirigido por Luiz Villaça): Isso é o que os americanos chamam de fita “inspirational”, por mostrar um caso real de superação e bom exemplo – e por isso deve ser escolhido para representar o Brasil no próximo Oscar. É o tipo de filme que agrada os velhinhos da Academia, e que também surte efeito no público comum. Bem feito, bem intencionado e com ótimo elenco infantil. Fala sobre um trombadinha criado na FEBEM que se regenerou depois de ser amparado por uma pedagoga francesa (interpretada pela estrangeira Maria de Medeiros), a ponto de se graduar professor e de se tornar um dos contadores de histórias mais conhecidos do mundo (os letreiros finais informam que ele adotou e também ajudou treze meninos de rua). Apesar do ritmo ser muito marcado em algumas cenas (como naquela em que um colega marginal vai à casa da pedagoga e causa tensão), “O Contador de Histórias” acaba conquistando com sua doçura e inventividade (os devaneios do menino chegam a lembrar “Peixe Grande”). Conclusão: fiquei emocionado, e mais de uma vez, com nó na garganta. Recomendo aos mais sensíveis que levem o lenço. Cotação: B+

O novo do Daniel Filho, um drama de época com Tony Ramos e Dan Stulbach, me pareceu horroroso pelo trailer – mas confiro na quinta-feira, no Unibanco. Até porque foi basedo numa peça honônima muito elogiada que ficou em cartaz em São Paulo por alguns meses com a mesma dupla principal. “Frost/Nixon” brazuca? Hm…

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Categorias:Cinema
  1. . bia
    18 agosto 2009 às 6:13 pm

    Mano esse do Tony Ramos é pééééssimo. Passa longe!

  2. Lucas
    18 agosto 2009 às 8:45 pm

    muito bom o blog, parabens. fui ver esse contador de historias com a minha mae e minha irmã.. no final tava com o olho aguado kkkkkkkkkkkk!

  3. Raphael Coleto
    18 agosto 2009 às 11:29 pm

    Você observou muito bem: Cauã Reymond é um ator em evolução. Tô tirando o chapéu pros últimos trabalhos dele e gostei desse novo (mas concordo com vc que podia ter sido menos ‘radical’). Abs!

    • 18 agosto 2009 às 11:38 pm

      .bia, também estou cismado, achei o trailer e todos os previews horrorosos. Daniel Filho em filme comercial da Globo tem sido uma calamidade, mas como a peça tinha boa reputação, devo acabar conferindo na sessão de R$2,50!

      Lucas, obrigado. Não cheguei a chorar no filme mas é sem dúvida emocionante. Imagino como deve ter sido pra vc, segurar as lágrimas do lado da mãe! 🙂

      Raphael, exatamente. Ele ainda não chegou lá, mas está no caminho certo, melhorando cada vez mais e priorizando papeis no cinema. Nesse filme tem seu melhor momento – o diretor é que podia ter maneirado um pouco com a câmera e nos dado a chance de apreciá-lo. Abraço!

  4. 19 agosto 2009 às 12:25 am

    Assisti O Contador da Histórias e achei maravilhoso. Muito bonito mesmo. Se Nada Mais Der Certo infelizmente não está em cartaz por aqui! =/

  5. Andy
    19 agosto 2009 às 12:31 am

    Fala, grande Louis! Tá muito bom seu blog, cara! xD

    O cinema brasileiro tá numa fase ótima. Ano passado teve uma porrada de filmaço; esse ano tá mais fraco, e ainda assim interessante.

    Flws.

    • 19 agosto 2009 às 12:41 am

      Jô, os problemas com distribuição são os que mais empatam os filmes brasileiros! Uma pena! =/

      Andy, você por aqui!!! 🙂 Como estive por um tempo no exterior no ano passado deixei de ver muitos lançamentos, que estou descobrindo agora em DVD. Das estreias nacionais do ano, aprovei a grande maioria! Flw! o/

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