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TV Deprê

Vendo os três primeiros episódios de “Joan of Arcadia” fui tomado por uma sensação de tristeza e desamparo. O mundo já é horrível demais sem a gente precisar ver uma série como esta sendo cancelada depois de duas míseras temporadas (o primeiro ano foi indicado aos Emmys de Melhor Drama e Melhor Atriz para Amber Tamblyn). Eu mesmo só tinha assistido a um par de episódios avulsos no Sony (ou seria Warner?) e, sabe-se lá porque, demorei todo esse tempo para correr atrás e ver tudo direitinho, com o carinho e a atenção que uma série boa merece. Pois bem. Já tenho a primeira temporada em mãos e vou degustando com o maior prazer – mas melancólico por saber que a existência de “Joan” foi tão curta, e que a cada episódio visto, mais próximo eu fico do final definitivo.

joan of acadia

A série é sobre essa menina de 16 anos, Joan (Amber), que se mudou com a família para a cidadezinha Arcadia, quando o pai (Joe Mantegna), um chefe de polícia, foi transferido para a delegacia local. Nada de interessante acontece em Arcadia, mas a vida familiar de Joan está longe de ser bolinho. Seu irmão caçula é um nerd que só pensa em estudar, e seu irmão mais velho sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. A mãe de Joan (interpretada pela ganhadora do Oscar Mary Steenburgen) luta para fazer o primogênito se acostumar com a cadeira de rodas e falha em dar atenção aos dois outros filhos. Em meio a isso, acontece o que há de mais curioso na série: Joan começa a falar com Deus. Ele aparece para ela sob as formas mais diversas – um garoto no ônibus, a moça da cantina, um vendedor etc. – e sempre lhe diz algo sobre como agir. O propósito dessas aparições vai sendo revelado aos poucos (eu, que ainda estou iniciando a primeira temporada, não sei da missa um terço).

Resumindo: “Joan of Arcadia” é uma das cinco melhores séries que eu descobri nos últimos anos – e acreditem, vi muita coisa por aí. Emocionante, sensível, bem-humorada, bem escrita e bem atuada (fiquei inconformado pela Amber Tamblyn não ter levado o Emmy, mesmo tendo 20 anos e concorrido com pesos-pesados). “Joan” terá prioridade na minha agenda televisiva durante o midseason (“Private Practice”? “Dollhouse”? “Lie to Me”? Entrem na fila!). E que seja bom enquanto dure.

Categorias:TV
  1. 14 junho 2009 às 5:42 pm

    Sempre tive muita vontade de ver a série e, depois de seus comentários, acho que vou procurar “Joan of Arcadia” o mais rápido possível – não sabia nada sobre a trama, inclusive…

  2. 14 junho 2009 às 6:44 pm

    Na época eu foi lançada não me chamou a atenção.

    O elenco é bom, Joe Mategna e Mary Steenburgen é um ótima dupla coadjuvante.

    Abraço

  3. 14 junho 2009 às 9:34 pm

    “Joan of Arcadia” era uma das séries que eu mais amava e acho que o seu prematuro cancelamento foi uma das coisas que eu mais lamentei, junto com o término – também prematuro – de “Once and Again”. A Amber Tamblyn é um talento, a série tinha histórias emocionantes e que cativavam e é uma pena que tanto potencial não tenha sido desenvolvido de forma plena.

    Beijo!

    • 14 junho 2009 às 9:42 pm

      Vinícius, fico feliz em saber que instiguei a sua curiosidade em relação à série! Ainda estou no comecinho, mas totalmente apaixonado pelos personagens e pela Amber! Assim que você começar a ver, venha me dizer o que achou!🙂

      Hugo, eu não costumava ver tantas séries na época do lançamento de Joan of Arcadia, mas sempre achei a sinopse curiosa. Adorei os dois únicos episódios avulsos que vi e estou amando descobrir agora, aos poucos, no meu ritmo! E os coadjuvantes dão show mesmo! Abraço.

      Ka, não sei porque, mas tinha a sensação de que você era fã do programa!!!🙂 Compartilho da sua dor pelo cancelamento, ainda que com anos de atraso. E endosso seu elogio à Amber. A menina é demais! Beijão!

  4. Tatty Mends
    15 junho 2009 às 2:34 am

    A forma como você escreve a série, vendo a foto também, senti um pouco de suavidade, não sei lhe dizer… um pouco de melancolia como bem disse ao mesmo tempo com todo calor que o sentimento humano pode prover. Fiquei curiosa, vou pesquisar mais a respeito e tentar achar para assistir também. Como colhedores de opnião, sempre vale descobrir mais…
    Valeu pela dica.
    =D

    • 15 junho 2009 às 5:15 pm

      Tatty, pode ter certeza: suavidade transborda na série! É um programa muito leve, muito agradável e muito tocante que vale a pena conhecer. Espero que arrume um tempinho para seguir a dica!😉

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