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Nos Cinemas: A Mulher Invisível

mulher invisivel

Depois que a mulher o deixa por um turista alemão, o romântico Pedro (Selton Mello) entra em depressão, se tranca em casa e passa três meses sem ver ninguém. Seu subconsciente, percebendo a necessidade de salvá-lo de uma morte por inanição, projeta uma mulher ideal para ir ao resgate. Esta, que vem nas curvas e formas de Luana Piovani, toca a campainha do apartamento dele, se apresenta como uma vizinha e pede emprestado uma xícara de açúcar. É amor à primeira vista. Os dois transam, conversam e se identificam. Pedro não demora a pedí-la em casamento e Luana – ou melhor, Amanda – aceita de imediato. Só que basta eles saírem na rua para os problemas começarem a surgir; sem se dar conta, Pedro passa o maior vexame na fila do cinema, no restaurante e em todo lugar que entra. O melhor amigo (Vladimir Brichta) é o primeiro a se dar conta do que está acontecendo e tenta alertá-lo: a mulher com quem Pedro está desfilando só existe na imaginação dele. Pedro demora para aceitar e assimilar o fato, e mesmo quando o faz, continua sendo atormentado por essa alucinação impertinente. Começa a procurar, então, um jeito de se livrar dela. Completam o cenário a vizinha de Pedro (Maria Manoella) – essa sim uma mulher real e de bom coração, que se atrai por ele a partir do momento em que o escuta sendo carinhoso com a primeira esposa, através da parede do apartamento -, e sua irmã grávida (Fernanda Torres).

Esta é a premissa da comédia “A Mulher Invisível”, nova produção da Conspiração Filmes dirigida por um de seus sócios, Cláudio Torres (irmão de Fernanda, filho de Fernando Torres e Fernanda Montenegro). Bastante divulgado, o filme (que chega oficialmente aos cinemas no dia 5 de Junho, mas que já está em exibição em sistema de pré-estréia) tem tudo para ser sucesso de público. O lado negativo de tanta publicidade? Todas as piadas boas da primeira hora de duração (aproximadamente 70% do tempo total) estão no trailer, ficam comprometidas e perdem o efeito. Mas calma que nem tudo está perdido: a meia hora final consegue recuperar o prejuízo e injetar novo ânimo numa história até então convencional, previsível e opaca; tem até reviravoltas eficientes, ora vejam só! O roteiro, que o diretor escreveu em parceria com Adriana Falcão (“Se Eu Fosse Você”) não chega a ser original, mas é correto, coerente, esforçado. E o elenco afiado de cabo a rabo engrandece lindamente seus papéis – os maiores elogios vão para Selton, em outro trabalho inspirado, e para a sempre brilhante Fernandinha, que mesmo com a participação pequena, rouba cada cena em que aparece. Que fique bem claro que este não é filme para ir para Oscar; “A Mulher Invisível” é um projeto bem-cuidado e competente, mas ciente de suas pretensões. E estas não poderiam ser mais nobres: divertir e entreter o espectador por um par de horas. Dá suas topadas aqui e ali, mas consegue, ao final, ser uma experiência simpática e agradável.

.:. A Mulher Invisível (2009, dirigido por Cláudio Torres). Cotação: B-

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Categorias:Cinema
  1. 24 maio 2009 às 4:50 am

    Parece que será um belo sucesso comercial mesmo, afinal é um tipo de filme nacional diferente daqueles que costumamos ver por aí. Fiquei curioso agora, toda a equipe envolvida é muito competente.

    • 24 maio 2009 às 6:53 am

      Com certeza, Vinicius! Tem muita gente boa envolvida, e se o resultado não é excepcional, ao menos é bom o bastante para resultar num filme acima da média das produções nacionais atuais. Deve fazer merecido sucesso.

      • peelins
        24 maio 2009 às 9:36 pm

        Olá Louis, tudo bom? Coloquei seu blog como link lá no meu, o qual eu acabei de fazer. Como gosto de cinema, séries e livros, visito o seu todos os dias para saber das novidades. Parabéns e sucesso.

      • 24 maio 2009 às 10:38 pm

        Peelins, fico contente em compartilhar os mesmos interesses que você e agradeço os parabéns! Me passe o link do seu blog? 😉

      • peelins
        25 maio 2009 às 1:17 am

        Claro, Louis. o endereço é: http://peelins.wordpress.com ; AHH, espero que não fique bravo, pois o layout usado foi o mesmo, mas foi o único que eu achei legal aqui pelo wordpress. :/ Tchau cara. AHH, sua resenha sobre Grey’s Anatomy Season Finale 5 foi muito bom. PARABÉNS! Tchau.

      • 25 maio 2009 às 3:11 am

        Peelins, já estou indo visitar! E não tem porque ficar bravo – até porque eu mudo sempre de layout, não registrei exclusividade deste e as boas opções de layout são mesmo limitadíssimas!! 😉

        Obrigado pelos elogios à resenha de Grey’s, também!

  2. 24 maio 2009 às 1:32 pm

    Vi o comercial ontem na TV, me deu vontade de ver!

  3. 24 maio 2009 às 4:15 pm

    O Selton Melo é mt bom mesmo… mas vendo o trailer me pareceu mais um filminho meia boca soh pra fazer grana. Talvez eu esteja errado.

    Vou conferir.

    • 24 maio 2009 às 6:57 pm

      Alex, não é assim um must-see, mas se tiver chance, dá uma conferida!

      Shaun Red, tem seu lado altamente comercial sim, mas a equipe é dedicada e não indiferente ao resultado – por isso, é mais que meia-boca! 😉

  4. 24 maio 2009 às 7:03 pm

    Parece curioso. Fiquei com vontade de ver…

    Abraços!

  5. 24 maio 2009 às 7:37 pm

    Louis, mesmo com todas as melhores piadas foram entregues pelo trailer (e eu ri horrores vendo a prévia de “A Mulher Invisível”), ainda pretendo assistir ao filme, até mesmo porque adoro o Selton Mello e quero vê-lo numa comédia assim, até mesmo porque ele só estava fazendo personagens mais complicados ultimamente e será bom vê-lo fazendo algo mais leve. 🙂

    Beijo!

    • 24 maio 2009 às 8:34 pm

      Ciro, apesar de eu não achar a história particularmente original, é sim um pouco curioso! Abraço.

      Ka, você está certa! O Selton só fazia papel denso e é bom um projeto assim, mais descontraído, para lembrar o quanto ele arrasa fazendo comédia também. Mas para mim, o filme valeu pelo terço final, quando todas as piadas – e o rumo da trama – ainda eram inéditos! 🙂
      Beijão!

  6. Roseli Zanella
    24 maio 2009 às 11:11 pm

    Fiquei com vontade de ver, quem sabe…

    • 25 maio 2009 às 12:06 am

      Roseli, não é imperdível, mas é um filme que vale a pena ver se possível!

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