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Mini-Resenhas

Tem dúvidas sobre o que assistir nos cinemas nesta época de crise econômica, ingresso caro e a tentação do download caseiro? Tem medo de gastar seus suados tostões num programa furado? Seus problemas acabaram! O “Letters from Louis” te dá as dicas: quais filmes evitar, quais “ver se puder” e quais não perder por decreto nenhum.

– Não deixe de ver –

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* A Garota Ideal (Lars and the Real Girl, 2007, dirigido por Craig Gillespie): Ryan Gosling está extraordinário como um rapaz tímido, fechado e solitário que surta e passa a acreditar que o manequim que encomendou pela internet é uma mulher de verdade – pior: que ela é sua namorada. Indicado ao Oscar de Roteiro Original no ano passado, chega aos cinemas brasileiros com muito atraso e em circuito limitado. Mas antes tarde do que nunca. Essa estréia modesta é mais do que “Half Nelson”, outro filme ótimo que rendeu a Gosling uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, jamais conseguiu. Cotação: A-

* Import/Export (Idem, 2007, dirigido por Ulrich Seidl): Recomendo com ressalvas para aqueles que já estão acostumados com o ritmo do cinema europeu (narrativa devagar e ausência de conclusões mastigadinhas). São duas histórias paralelas – uma ucraniana se muda para a Áustria procurando uma vida melhor e um austríaco, com a mesma esperança, ruma para a Ucrânia. Fique atento: é um programa pesado, com cenas de violência, nudez e sexo explícito. Recebeu merecidamente a censura máxima, mas os menos sensíveis não devem perder. Cotação: B+

* Um Ato de Liberdade (Defiance, 2008, dirigido por Edward Zwick): É verdade que esse drama de guerra do diretor de “O Último Samurai” e “Diamante do Sangue” apela para algumas convenções desnecessárias, nada a ver com o clima do filme. Ainda assim, a história envolve e prende a atenção, principalmente por nunca ter sido contada pelo Cinema antes. Narra a saga de três irmãos (Daniel Craig, Liev Schreiber e Jamie Bell, todos muito bem) que esconderam e protegeram centenas de judeus numa floresta da Bielo Rússia durante a Segunda Guerra. O filme contesta aquela observação de que os judeus foram perseguidos pelos nazistas sem oferecer resistência. A cereja do bolo é a trilha de James Newton Howard indicada ao Oscar. Cotação: B+

 

– Veja quando der –

* Atrizes (Actrices, 2007, dirigido por Valeria Bruni Tedeschi): Comédia dramática francesa que se sabota pelas mudanças bruscas e mal conduzidas no tom, mas feita com boa intenção e até certo talento. Tedeschi dirige, roteiriza e protagoniza a história de uma famosa atriz de teatro que reavalia sua vida quando começa a sentir o peso da idade. Entre o ilustre elenco secundário está Mathieu Amalric, de “O Escafandro e a Borboleta”, e Louis Garrel, de “Os Sonhadores”. E a cena final é uma das mais legais da temporada. Cotação: C+

* Divã (Nacional, 2009, dirigido por José Alvarenga Jr.): É menos cinema e mais negócio (foi produzido pela Globo Filmes a fins estritamente comerciais). A comédia frequentemente descamba para o escracho e o drama – que não tinha nada que estar fazendo ali – gera estranheza e pende para o novelesco. Mas Lília Cabral é nota 10. Soma-se os erros aos acertos, divide-se o resultado, e o quociente é um filme para ver com simpatia e esquecer logo em seguida. Cotação: C-

w* W. (Idem, 2008, dirigido por Oliver Stone): Falaram muito mal dessa sátira sobre o governo Bush, mas a verdade é que não é tão ruim assim. Não se reconhece o Oliver Stone sempre aberto à polêmicas e disposto a dar a cara a tapas. Se vê um diretor inibido retratando o presidente com certa condescendência. É aí que o filme perde pontos. Por sorte, Josh Brolin, espetacular como W., eleva o prazer da experiência. O longa é esquisito e deixa uma inconfundível sensação de estranheza, mas não dá para negar que tem seus momentos.  Cotação: C+ 

 

– Veja por conta e risco –

* Filmefobia (Nacional, 2009, dirigido por Kiko Goifman): Muito se falou sobre esse semi-documentário brasileiro onde as pessoas enfrentam suas fobias reais. Ou seja, quem tem medo de pombos é trancado numa jaula com uma porção deles; quem tem medo de enterros é sepultado vivo; quem tem medo de penetração é amarrado com as pernas abertas enquanto vibradores se aproximam presos com fita crepe a carrinhos de controle remoto! Tosco, aproveitador, manipulativo e ainda metido à cult, ganhou sabe-se lá como o prêmio do Júri no Festival de Brasília. Sinal de que nosso cinema vai muito mal das pernas. Cotação: D-

new in town* Recém-Chegada (New in Town, 2009, dirigido por Jonas Elmer): Essa formulaica e constrangedora comédia romântica protagonizada Renée Zellweger é uma tortura do início ao fim. O roteiro derivativo reúne os piores clichês do gênero, apela para o humor físico e testa a paciência do espectador com soluções irritantes e previsíveis. E não consegue extrair uma única risadinha. O pior de tudo é que Renée tem veia cômica, e que se não tivesse se mostrado tão antipática como pessoa ou então entupido o rosto de botóx, ainda conservaria uma base sólida de fãs. Cotação: D-

* X-Men Origens – Wolverine (X-Men Origins – Wolverine, 2009, dirigido por Gavin Hood): Esse estreou em circuito amplo e quase todo mundo já viu. Imagino que a grande maioria também tenha saído da sala de espetáculo disposta a escrever para a FOX, pedindo o seu dinheiro de volta. O fato é que esse caça-níqueis que só vale pelo carisma e esforço de Hugh Jackman não vale a pena ser visto nem apelando para a criminalidade (foi “vazado” na internet antes mesmo do lançamento oficial, ou seja, quem quiser baixar sem impunidade terá a chance de fazê-lo). Os menos exigentes podem achar qualidades nessa aventura, mas simplesmente não consigo recomendá-la a ninguém. Cotação: D+

 

E você, tem alguma dica pra me dar?

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Categorias:Cinema
  1. 21 maio 2009 às 1:29 am

    Quantas dicas, hein? Anotei todas e espero poder conferir a maioria dos filmes citados! Por enquanto, não tenho dicas para você, até porque tenho andado em falta com os longas… Ando meio sem tempo, por causa da correria do dia-a-dia.

    Beijo!

    • 21 maio 2009 às 3:48 am

      Ka, deixa anotado mas não se esqueça: alguns deles não vale nada a pena assistir!! rsrsrsrs

      Eu estava muito orgulhoso da média de filmes por dia que conseguia manter (dependendo, chegava a assistir 3), mas também estou diminuindo o ritmo ultimamente… Fazer o quê, né?

      Beijão! 🙂

  2. 21 maio 2009 às 5:44 am

    Também não gostei de “X-Men Origens – Wolverine”. Péssimo roteiro e poucas ressalvas. Vale pela dupla principal e momentos isolados…só.

    • 21 maio 2009 às 5:54 am

      Bota péssimo nisso, Wally! Fiquei constrangido por Hugh Jackman, que é talentoso e boa gente e não precisa pagar esses micos. Liev Schreiber também é esforçado – pena que o personagem seja tão mal desenvolvido, mudando de caráter toda hora, sem aviso!

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