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Globo de Ouro 2011: Previsão dos Indicados

9 dezembro 2010 7 comentários

Parece que foi ontem que estávamos prevendo os indicados ao Globo de Ouro 2010, e já chegou a hora de prevermos a lista de 2011! Os indicados serão revelados no dia 14 de dezembro, e aproveito para fazer minhas apostas completas, nas categorias de Cinema e Televisão. Ainda que o Globo permita a indicação de seis ou até sete nomes numa mesma categoria, limitei-me aos cinco tradicionais. E aí estão:

Best Motion Picture – Drama
* Black Swan
* Inception
* The King’s Speech
* The Social Network
* True Grit

Best Motion Picture – Musical or Comedy
* How Do You Know
* Kick-Ass
* The Kids Are All Right
* Love and Other Drugs
* Somewhere

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Drama
* Jeff Bridges, TRUE GRIT
* Robert Duvall, GET LOW
* Jesse Eisenberg, THE SOCIAL NETWORK
* Colin Firth, THE KING’S SPEECH
* James Franco, 127 HOURS

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Musical or Comedy
* Johnny Depp, ALICE IN WONDERLAND
* Stephen Dorff, SOMEWHERE
* Robert Downey Jr., DUE DATE
* Paul Giamatti, BARNEY’S VERSION
* Jake Gyllenhaal, LOVE AND OTHER DRUGS

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Drama
* Rebecca Hall, THE TOWN
* Nicole Kidman, RABBIT HOLE
* Jennifer Lawrence, WINTER’S BONE
* Lesley Manville, ANOTHER YEAR
* Natalie Portman, BLACK SWAN

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Musical or Comedy
* Annette Bening, THE KIDS ARE ALL RIGHT
* Anne Hathaway, LOVE AND OTHER DRUGS
* Sally Hawkins, MADE IN DAGENHAM
* Julianne Moore, THE KIDS ARE ALL RIGHT
* Reese Witherspoon, HOW DO YOU KNOW

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture
* Christian Bale, THE FIGHTER
* Michael Douglas, WALL STREET: MONEY NEVER SLEEPS
* Andrew Garfield, THE SOCIAL NETWORK
* Geoffrey Rush, THE KING’S SPEECH
* Justin Timberlake, THE SOCIAL NETWORK

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture
* Amy Adams, THE FIGHTER
* Helena Bonham Carter, THE KING’S SPEECH
* Melissa Leo, THE FIGHTER
* Kristin Scott Thomas, NOWHERE BOY
* Jacki Weaver, ANIMAL KINGDOM

Best Director – Motion Picture
* Ben Affleck, THE TOWN
* Darren Aronofksy, BLACK SWAN
* David Fincher, THE SOCIAL NETWORK
* Tom Hooper, THE KING’S SPEECH
* Christopher Nolan, INCEPTION

Best Screenplay – Motion Picture
* Ethan Coen & Joel Coen, TRUE GRIT
* James L. Brooks, HOW DO YOU KNOW
* Christopher Nolan, INCEPTION
* David Seidler, THE KING’S SPEECH
* Aaron Sorkin, THE SOCIAL NETWORK

Best Original Song – Motion Picture
* 127 HOURS – “If I Rise”
* BURLESQUE – “You Haven’t Seen the Last of Me”
* COUNTRY SONG – “Country Song”
* TANGLED – “I See the Light”
* TOY STORY 3 – “We Belong Together”

Best Original Score – Motion Picture
* Carter Burwell, TRUE GRIT
* Alexandre Desplat, THE KING’S SPEECH
* Clint Mansell, BLACK SWAN
* Trent Reznor & Atticus Ross, THE SOCIAL NETWORK
* Hans Zimmer, INCEPTION

Best Foreign Language Film
* BIUTIFUL – México
* I AM LOVE – Itália
* IF I WANT TO WHISTLE, I WHISTLE – Romênia
* INCENDIES – Canadá
* OF GODS AND MEN – França

Best Animated Feature Film
* How to Train Your Dragon
* Tangled
* Toy Story 3

Best Performance by an Actor in a Television Series – Drama
* Gabriel Byrne, IN TREATMENT
* Bryan Cranston, BREAKING BAD
* Michael C. Hall, DEXTER
* Jon Hamm, MAD MEN
* Timothy Olyphant, JUSTIFIED

Best Performance by an Actor in a Mini-Series or a Motion Picture Made for Television
* James Badge Dale, THE PACIFIC
* Kenneth Branagh, WALLANDER
* Dennis Quaid, THE SPECIAL RELATIONSHIP
* Al Pacino, YOU DON’T KNOW JACK
* Michael Sheen, THE SPECIAL RELATIONSHIP

Best Performance by an Actor in a Television Series – Musical or Comedy
* Alec Baldwin, 30 ROCK
* Steve Carell, THE OFFICE
* Thomas Jane, HUNG
* Matthew Morrison, GLEE
* Jim Parsons, THE BIG BANG THEORY

Best Performance by an Actress in a Television Series – Drama
* Glenn Close, DAMAGES
* Julianna Margulies, THE GOOD WIFE
* Elisabeth Moss, MAD MEN
* Anna Paquin, TRUE BLOOD
* Kyra Sedgwick, THE CLOSER

Best Performance by an Actress in a Mini-Series or a Motion Picture Made for Television
* Claire Danes, TEMPLE GRANDIN
* Hope Davis, THE SPECIAL RELATIONSHIP
* Judi Dench, RETURN TO CRANFORD
* Ellie Kendrick, THE DIARY OF ANNE FRANK
* Winona Ryder, WHEN LOVE IS NOT ENOUGH

Best Performance by an Actress in a Television Series – Musical or Comedy
* Toni Collette, UNITED STATES OF TARA
* Edie Falco, NURSE JACKIE
* Tina Fey, 30 ROCK
* Laura Linney, THE BIG C
* Lea Michele, GLEE

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or a Motion Picture Made for Television
* Ty Burrell, MODERN FAMILY
* Chris Colfer, GLEE
* John Goodman, YOU DON’T KNOW JACK
* Michael Shannon, BOARDWALK EMPIRE
* David Strathairn, TEMPLE GRANDIN

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or a Motion Picture Made for Television
* Jane Lynch, GLEE
* Kelly MacDonald, BOARDWALK EMPIRE
* Julia Ormond, TEMPLE GRANDIN
* Susan Sarandon, YOU DON’T KNOW JACK
* Sofia Vergara, MODERN FAMILY

Best Television Series – Drama
* Boardwalk Empire
* Dexter
* The Good Wife
* Mad Men
* True Blood

Best Television Series – Musical or Comedy
* 30 Rock
* Community
* Glee
* Modern Family
* Nurse Jackie

Best Mini-Series or Motion Picture Made for Television
* The Pacific
* Return to Cranford
* The Special Relationship
* Temple Grandin
* You Don’t Know Jack

Cecil B. DeMille Award
* Robert DeNiro

O que acha?

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15, com muito amor

28 novembro 2010 15 comentários

Me desafiaram pelo Facebook a completar o MEME Top 15 séries. As regras são as seguintes:

- Listar 15 seriados que sempre te acompanharão no decorrer da vida.

- Não demorar demais para pensar. No máximo 15 minutos, um por seriado.

- Passar a brincadeira adiante para 15 amigos.

Respondi devidamente no Facebook, mas aproveito a falta de assunto para colar essa lista aqui no blog também, e para que os queridos leitores possam enumerar as suas próprias séries. As minhas foram:

1. Buffy – A Caça-Vampiros

2. Six Feet Under

3. Friends

4. Supernatural

5. Battlestar Galactica

6. The Sopranos

7. The Golden Girls

8. Arrested Development

9. Veronica Mars

10. Desperate Housewives

11. Friday Night Lights

12. Gilmore Girls

13. Freaks and Geeks

14. Grey’s Anatomy

15. Will & Grace

Algumas listadas não são exatamente inatacáveis, mas entram pelo valor afetivo e por terem estimulado meu vício ao ponto em que está hoje. Pronto. Agora é sua vez!

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The Walking Dead

9 novembro 2010 3 comentários

Agora que os vampiros estão no auge, com a explosão simultânea de “True Blood” e “The Vampire Diares” na TV e da saga “Crepúsculo” na literatura e no cinema, nada mais justo que uma outra espécie de mortos-vivos tente encontrar o seu lugar ao sol. Refiro-me, obviamente, aos zumbis – seres humanos que, quando contaminados por algum vírus agressivo, perdem suas funções motoras e passam a vagar irracionalmente pela Terra. O que eles buscam? Humanos que ainda não foram infectados, cujas carnes lhes parecem irresistíveis.

O cinema teve a sua cota de filmes voltados para o tema – vide a recente franquia “Resident Evil”, toda centrada nisso – e a literatura também já tirou a sua fatia do bolo. A televisão, no entanto, ainda estava devendo. Mas, não mais: “The Walking Dead”, que o AMC, lar de “Mad Men” e “Breaking Bad”, produz com a concepção de Frank Darabond, é o primeiro exemplar de zumbis numa série de TV. Na trama, um policial interiorano (Andrew Lincoln) acorda de um período no hospital para encontrar sua cidade e o restante do país – e, até onde se sabe, do mundo – extinto por hecatombe. Sobreviver num planeta devastado e povoado por zumbis enquanto busca pela mulher e pelo filho desaparecidos serão os desafios que o herói enfrentará nessa primeira temporada.

São apenas sete episódios encomendados, todos os quais vão ao ar na FOX brasileira com uma diferença ínfima em relação à exibição original. Em sua estreia americana, na noite de Halloween, o programa atraiu um público recorde de 5 milhões de espectadores, mas o sucesso estava concretizado desde muito antes, quando o painel foi um dos mais movimentados da Comic-Con e detalhes da empreitada atingiram a internet. O primeiro episódio teve muitos cérebros se desintegrando, um bocado de desenvolvimento de personagem, alguns clichês dispensáveis e um cavalo fadado a um triste fim. Talvez pudesse ter sido suavizado aqui e ali com pitadas de humor para não se tornar tão sério e lúgubre, mas a opção dos realizadores é honesta e indiscutível. Vale a conferida!

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O começo do fim

16 outubro 2010 1 comentário

Ao assistir ao 22º episódio da quinta temporada, que encerrou “Angel”, fiquei feliz. A série acabou no auge, quando era o segundo show de maior audiência do canal WB – ou seja, uma incongruência sem tamanho por parte dos executivos escrotos. O próprio criador Joss Whedon, pai da nave-mãe “Buffy, A Caça-Vampiros” e de outras coisas geniais como “Firefly”, “Dr. Horrible” e “Dollhouse”, compara o cancelamento prematuro a um homem saudável de trinta e tantos anos sofrendo um enfarto fulminante. Pensar que “Angel” chegou ao fim quando ainda tinha muito a oferecer é doloroso, e ainda estou motivo por ter de dizer adeus.

 

Amy Acker como Illyria

 

Por outro lado, a série se encerrou da maneira mais digna possível. Essa quinta temporada foi, disparada, a melhor de “Angel” e uma das melhores coisas de todo o Buffyverse (foi certamente superior à última temporada de “Buffy”, e o episódio final, que tem as sequências de artes marciais mais intensas e fantásticas que eu já vi na TV, também supera, e muito, o encerramento da série original). É difícil apontar o que funcionou melhor no quinto e derradeiro ano: se foi a introdução de Spike, o vampiro-comediante mais legal de todos os tempos; se foi a entrada da Harmony, a vampira que costumava ser uma cheerleader fútil, para o quadro de personagens-fixos; se foi a sentida morte de Fred e a alocação de um demônio antigo, Illyria, no seu corpo (uma sacada brilhante, pois Illyria é uma das personagens mais sensacionais da ficção). Ou se foi Angel, o protagonista, que continuou sendo lindamente desenvolvido.

No final das contas, a ausência de Cordelia (personagem que Charisma Carpenter interpretou desde o início de “Buffy” e do primeiro episódio de “Angel”) foi indiferente, em parte porque a quarta temporada – a pior do programa – não lhe favoreceu em nada. O desfecho ambíguo também caiu bem, até porque Joss tinha planos de prosseguir com a história em HQ’s, que realmente foram publicadas e fazem muito sucesso nos Estados Unidos. Ainda que não tenha sido a série perfeita, “Angel” foi uma adesão excepcional ao Buffyverse, e acompanhar as temporadas, mesmo que com tanto atraso, foi um prazer. Obrigado, Joss, por essa jornada incrível!

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Weekly Stitches #10

6 outubro 2010 4 comentários

Orgulhosamente anuncio que, nessa semana de eleições, prossegui com a minha vidinha regada à filmes, músicas e séries de TV, com base na qual montei o Weekly Stitches abaixo:

Música:

“Ghost in the Machine” – B.o.B.
Descoberta no segundo episódio da nova temporada de “Gossip Girl”. Para botar no iPod e ouvir no repeat.

Filme:

Jerry Maguire
Não que “Jerry Maguire” seja um grande filme, mas é realmente delicioso e foi dirigido pelo querido Cameron Crowe, o mesmo que baseou “Quase Famosos” em suas lembranças da adolescência (e eu amo “Quase Famosos” com todo meu coração). “Jerry Maguire” tem uma trilha legal, uma performance inspirada de Tom Cruise, uma Renee Zellweger encantadora antes das aplicações de botóx, e o menininho mais fofo da vida, Jonathan Lipnicki. Também tem Cuba Gooding Jr na interpretação que lhe rendeu o Oscar e um roteiro cheio de diálogos preciosos (frases como “Show me the money!”, “You complete me” e “You had me at hello” foram instantaneamente eternizadas). O filme é a cara dos anos 90, época em que os Estados Unidos ainda eram donos do mundo, mas é muito doce e uplifting em seu balanço final.

Série:

The Wire
Tenho sorte de não ter visto todos os episódios de “The Wire” – só tinha assistido a última temporada, antes de resolver baixar para ver tudo direitinho. Desbravando as temporadas anteriores, posso afirmar que é uma das melhores séries já produzidas, no mesmo nível assombroso de “Sopranos” e derivados. É sobre policiais de Baltimore que estão meio em baixa na carreira, mas que decidem arregaçar as mangas e mostrar resultados. Cada temporada é focada numa mazela diferente da cidade, tida como a mais violenta dos Estados Unidos. Extremamente realista e envolvente, mesmo sem os artifícios sensacionalistas das séries policiais tradicionais (observe que não tem trilha sonora; as poucas canções partem sempre de algum lugar, como o rádio). Infelizmente, como é pouco badalada no Brasil, é difícil de achar até mesmo para download. Mas, para os fãs de seriados, é obrigatória.

Citação:

“Há uma linha tênue entre pescar e ficar parado no barranco igual a um idiota” (Steven Wright)

Até semana que vem!

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Só melhora!

4 outubro 2010 3 comentários

Os leitores do blog já sabem que a minha série favorita de todos os tempos é “Buffy, A Caça-Vampiros”, e é realmente uma mancha no meu repertório o fato de nunca ter assistido a “Angel”, o spin-off protagonizado pelo vampiro com alma e a ramificação mais importante do Buffyverse. Decidi assistir às cinco temporadas do programa há alguns meses, mas a falta de tempo e de motivação me fez deixar de lado – até que, nos últimos dias, resolvi retomar e, numa maratona alucinada, completei a segunda temporada, devorei a terceira e já estou avançando pela quarta.

Se, à princípio, “Angel” parecia lutar com seu próprio conceito (tentava ser uma versão mais séria e sombria de “Buffy”, e os primeiros episódios eram realmente tão lúgubres que parte da essência que fez os fãs se envolverem com a mitologia foi perdida), com o tempo foi acertando o passo para se tornar um excelente representante de seu gênero. Hoje, coloco junto de “Buffy” dentre as melhores séries de fantasia que eu já vi. As adições de Fred (Amy Acker), uma humana que eles encontram aprisionada numa outra dimensão, e do demônio verde e pacifista Lorne (Andy Hallett, que teve vida breve e faleceu em 2008) eram exatamente o que a gangue de Angel precisava para se tornar mais dinâmica e fugir do samba de uma nota só (nada contra Wesley, Cordelia ou Gunn – mas é fato que, ao menos Cordelia, que Charisma Carpenter interpretou desde o início de “Buffy”, tem cada vez menos a oferecer ao programa, o que talvez justifique sua demissão na quinta temporada).

Sei que dificilmente você, leitor, vai parar para ver “Angel”, que foi cancelada há tanto tempo e que é uma derivação de outra série que talvez não tenha visto. Mas preciso deixar registrada a minha satisfação. Acompanhar a série, mesmo com tantos anos de atraso, tem sido um prazer!

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Weekly Stitches #9

29 setembro 2010 3 comentários

Depois de duas semanas sem um Weekly Stitches, faço uma nova seleção de músicas, filmes, seriados e tudo o mais que tenho acompanhado ultimamente:

Música:

“UPular Remix” – Pogo
Olha que gracinha esse remix com cenas da animação da Pixar “Up – Altas Aventuras”. Poderia ver e ouvir isso o dia inteiro!

Filme:

Preciosa – Uma História de Esperança
Não sou grande apreciador de “Precious” e já falei tudo o que tinha pra ser dito sobre o filme na época do lançamento e do Oscar. Mas sempre reconheci suas qualidades mais evidentes, como a atuação assombrosa de Mo’Nique. Revendo a cena abaixo no YouTube, não tinha como não compartilhá-la aqui.

Série:

Dexter
As duas primeiras temporadas de “Dexter” foram excepcionais, a terceira e a quarta tiveram seus altos e baixos, e essa quinta, ao que tudo indica, colocará a série de volta aos trilhos. O season premiere que o Showtime exibiu neste domingo – batendo recordes de audiência com a transmissão – soube resolver o gancho da temporada anterior (a morte da esposa do protagonista, uma das personagens mais substanciais do programa) e sugeriu tramas interessantes (Michael C. Hall deu um show e soube ilustrar todos os conflitos internos de Dexter, que evoluiu muito desde o início, mas continua profundamente danificado).

Vício:

Harry Potter
Se não é verdade que a série “Harry Potter” vai ficando melhor ao longo dos anos (o terceiro filme é superior ao quarto e ao quinto, por exemplo), ao menos é fato consumado que, quando o assunto é trailer, eles nunca param de se superar. Custa pouco para os fãs se arrepiarem, mas o novo trailer de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, a primeira parte do final épico que estreia em novembro, é de empolgar até quem desdenha ou ignora a saga. Já vi umas quinze vezes, já pausei cada frame, já favoritei gifs de cenas apresentadas e tudo mais. Fã? Imagina.

E por aí vai…

CategoriasCinema, Diversos, Música, TV

It’s all happening!

26 setembro 2010 11 comentários

Aproveitando que a semana foi marcada pela volta de uma porção de seriados em suas novas temporadas, vou comentar rapidamente sobre alguns desses premieres:

* 30 Rock – Quinta Temporada: Foi um episódio legal e engraçado, considerando o meu descaso com a série, que um dia eu considerei a melhor da televisão. A quarta temporada foi bastante irregular, com capítulos que iam do brilhante ao horroroso no intervalo de uma semana. Essa começou até que direitinho, com Matt Damon fazendo nova participação e Tina Fey arrasando.

* Community – Segunda Temporada: A melhor comédia na TV hoje em dia retornou com o episódio mais risível da semana. Teve uma ilustre participação de Betty White, mas o roteiro é tão bem sacado e o elenco fixo se encaixa tão bem nos papeis que a velhinha sequer foi o único ponto alto. E nenhuma outra série faz uso tão acertado da metalinguagem (Abed é Deus!).

* Glee – Segunda Temporada: Para “Glee”, a segunda temporada será definitiva para provar que a série tem qualidades e não é apenas fruto de um hype momentâneo. Nesse sentido, o season premiere cumpriu seu dever e até traçou uns paralelos legais com o Piloto. Destaque para a participação de Dot Jones, excelente como a nova treinadora do time de futebol, e para Jane Lynch, que continua destilando o veneno de Sue Sylvester com timing irretocável.

* Gossip Girl – Quarta Temporada: Dois episódios dessa nova temporada já foram exibidos, com base nos quais posso afirmar que “Gossip Girl” retomou a forma que me envolveu nos remotos 2008. Os conflitos são chinfrins e a gente sempre antevê as reviravoltas, mas não é toda série teen que se dá ao luxo de alternar a trama entre a beleza clássica de Paris e a cosmopolita de Nova York. E sei que a Jenny não vai sair da série, porque o nome da atriz continua nos créditos, mas viram só como não está fazendo a mínima falta? Muito pelo contrário: a série fica mais leve e dinâmica sem ela.

* Grey’s Anatomy – Sétima Temporada: Acho que Shonda Rhimes, a criadora de “Grey’s Anatomy”, é capaz de deixar bons ganchos, mas não muito hábil para desenvolvê-los. Eu, particularmente, esperava que os personagens estivessem mais traumatizados pela tragédia do final da temporada anterior, e achei que o season premiere foi menos denso do que deveria ser. Ainda assim, foi abarrotado dos momentos água com açúcar que os fãs tanto adoram. Viva o amor!

* House – Sétima Temporada: Sou da opinião de que, desde a brilhante quarta temporada, “House” vem decaindo cada vez mais. Vejo a série mais por inércia do que por interesse, não ligo para Huddy (como os fãs se referem ao casalzinho House e Cuddy), e não me importo com nenhum coadjuvante em particular (apenas o mala, mas querido, Doutor Wilson me provoca algumas reações). Nada no season premiere me fez ter uma impressão mais favorável. Pois é, acho que os roteiristas não tem mais pra onde ir.

* How I Met Your Mother – Sexta Temporada: Começou ótima, focalizando o tema central que dá título à série (ou seja, aproximando o protagonista de conhecer a futura mãe de seus filhos), e dando foco igualitário aos coadjuvantes. Um adendo: a claque (risadinhas e aplausos que acompanham as piadas) é extremamente dispensável, já que esta não é uma comédia que necessita de um humor tão marcado.

* Modern Family – Segunda Temporada: Às vezes tenho a impressão de que os atores de “Modern Family” são muito mais geniais que o texto com que trabalham, e que conseguem engrandecer, com química e talento, o que caso contrário seria apenas irregular. Foi essa impressão que me deixou o season premiere, um episódio apenas bonzinho, que não faz jus à série que, quando quer, destaca-se como uma das melhores da TV.

* Supernatural – Sexta Temporada: O primeiro episódio da última temporada do programa foi também o primeiro a não ter o criador Eric Kripke como show runner (ele foi substituído na função por Sera Gamble, que passará a filtrar as ideias dos roteiristas e decidirá os rumos da série). Mesmo adorando “Supernatural”, achei que o episódio não soube dar continuidade ao gancho deixado pela temporada anterior, e não me empolguei com algumas propostas que, aparentemente, terão muita importância no decorrer dos episódios. Vamos melhorar!

* The Big Bang Theory – Quarta Temporada: Como esta é uma sitcom com episódios auto-suficientes, cujos eventos dificilmente ecoarão nos episódios futuros, o season premiere não tem muito a acrescentar para o andamento da trama. Tivemos, contudo, uma nova participação da Blossom (sim, aquela do seriado que passava no SBT) como um interesse romântico para o Sheldon, e várias piadas memoráveis partiram dessa situação.

That’s all! Estou analisando minha carga-horária para ver se é possível encaixar alguma série nova que está estreando agora. Sugestões?

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Prêmio Louis de qualidade – Parte 4

20 setembro 2010 5 comentários

Vamos aos vencedores das categorias de Melhor Série de Comédia da temporada que passou!

OUTSTANDING COMEDY SERIES

COMMUNITY • Season 1 • NBC
Tape A: “Spanish” + “Introduction to Statistics”
Tape B: “Comparitive Religion” + “Physical Education”
Tape C: “Contemporary American Poultry” + “Modern Warfare”

Foi um ótimo ano para comédias. Se, por um lado, veteranos do gênero como “30 Rock” e “Family Guy” tiveram suas temporadas mais irregulares até então, por outro tivemos adesões de qualidade na programação, como três das minhas finalistas, “Community”, “Glee” e “Modern Family”. Dei à primeira o título de Melhor Série de Comédia 2009/2010, e creio que todos que já pararam para assistir vão considerar a decisão justa. “Community” tem um texto cheio de sacadas legais, uma direção sempre de acordo, e atores que parecem se importar genuinamente uns com os outros. Os personagens são adultos meio fracassados, cursando uma faculdade comunitária (que, nos Estados Unidos, é destinada aos párias da sociedade, que não foram aprovados nas universidades de grande porte). Mas acabam desenvolvendo uma amizade verdadeira, apoiando-se para enfrentar uma situação desfavorável. A primeira temporada apresentou episódios legendários, como o da guerra de paintball e aquele que parodia “Os Bons Companheiros”. Se você nunca viu, meus pêsames.

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OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A COMEDY SERIES
The Big Bang Theory • Jim Parsons • “The Staircase Implementation”

O Dr. Sheldon Cooper, com suas paranóias e idiossincrasias, é o personagem mais relevante e risível de “The Big Bang Theory”, comédia que se tornou um cult instantâneo pelo vasto repertório nerd. Sheldon por vezes é um chato de galochas, a ponto de nos fazer imaginar porque os amigos do personagem suportariam conviver com alguém tão sistemático. Mas, mesmo quando é o caso, Jim Parsons pega o tom da piada e extrai todo o potencial de diálogos carregados e “overwritten”. Foi, merecidamente, o vencedor do Emmy 2010, ainda que pelo episódio errado (minha escolha, “The Staircase Implementation”, mostra como Sheldon e Leonard se tornaram colegas de quarto).

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OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN A COMEDY SERIES
United States of Tara • Toni Collette • “Torando!”

A excelente australiana Toni Collette arrasava em “United States of Tara” desde a irregular primeira temporada, e neste segundo ano, que apresentou um salto criativo em termos de roteiro, a voltagem de sua atuação foi multiplicada. A série funciona tanto como uma comédia sobre uma família disfuncional, igual a muitas que encontramos no cinema independente americano, quanto como drama de personagem (no caso, uma mulher que sofreu um trauma muito grande no passado – não fica especificado que trauma foi esse -, e que, em função disso, sofre de um distúrbio de múltiplas personalidades). À medida em que se aproxima da verdade sobre seu passado, novas camadas da composição de Collette vão aflorando. Rainha!

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OUTSTANDING SUPPORTING ACTOR IN A COMEDY SERIES
Modern Family • Eric Stonestreet • “Fizbo”

Eric Stonestreet, vencedor do Emmy de coadjuvante deste ano, é, de fato, o mais engraçado e mais ilustre membro do elenco de “Modern Family”. A série é muito boa, capaz de resgatar algumas tramas clássicas das sitcoms familiares e de reciclá-las com o frescor dos dias de hoje. Mas, certamente, não seria tão bem sucedida nessa tarefa sem o gordinho gay e espalhafatoso Cam, que Stonestreet (hétero na vida pessoal) interpreta com a maior dignidade e precisão.

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OUTSTANDING SUPPORTING ACTRESS IN A COMEDY SERIES
Glee • Jane Lynch • “Throwdown”

Nenhuma atuação deu tanto o que falar na TV nessa temporada quanto a de Jane Lynch em “Glee”. Como a implacável treinadora Sue Sylvester, Lynch, uma atriz característica que já tinha abrilhantado outras comédias de sucesso com seu timing impecável, rouba a cena de todos do elenco. Como arquétipo, Sue é um daqueles indivíduos indissoluvelmente americanos, obcecados com a vitória e com seu status pessoal. Nesses parâmetros, Lynch rende as maiores risadas, mesmo que seu tempo seja limitado a alguns minutos por episódio. Também é curioso quando sugerem que, por trás desse escudo de crueldade e acidez, Sue é uma mulher frágil e insegura, que nem sempre compreende as coisas que a rodeiam, e por isso as despreza. Mas, em nenhum momento, ela desce do salto ou perde a pose.

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OUTSTANDING DIRECTING FOR A COMEDY SERIES
Community • “Modern Warfare” • Justin Lin

No melhor episódio cômico do ano, os personagens de “Community” se engalfinham numa guerra de paintball que destrói o campus da faculdade. A direção é extremamente importante para realçar a comicidade e (por que não?) o absurdo do acontecimento, transformando o campo de batalha numa réplica estilizada e colorida (bem ao clima da série) do que seria o ambiente inóspito de uma guerra de verdade.

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OUTSTANDING WRITING FOR A COMEDY SERIES
Community • “Modern Warfare” • Emily Cutler

Repito a honraria ao episódio “Modern Warfare”. Emily Cutler, uma das roteiristas mais requisitadas de “Community”, soube distribuir a ação e caprichou nos diálogos, que tiraram sarro dos clichês dramatúrgicos. Certamente, o Melhor Roteiro em Comédia do ano!

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Pois é. Que venha a temporada 2010/2011!

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Prêmio Louis de qualidade – Parte 3

19 setembro 2010 3 comentários

Publiquei há alguns dias, aqui no blog, a minha lista pessoal de melhores séries dramáticas da temporada 2009-2010. Aproveitando que a temporada 2010-2011 já está se iniciando, faço agora a minha lista de melhores séries cômicas, incluindo as atuações, os roteiros e as direções que se destacaram dentre as centenas de episódios conferidos (estão todos listados nas páginas Séries 2009 e Séries 2010, aqui no Letters from Louis). Sem mais delongas, aí estão meus finalistas:

OUTSTANDING COMEDY SERIES

COMMUNITY • Season 1 • NBC
Tape A: “Spanish” + “Introduction to Statistics”
Tape B: “Comparitive Religion” + “Physical Education”
Tape C: “Contemporary American Poultry” + “Modern Warfare”

GLEE • Season 1 • FOX
Tape A: “The Rhodes Not Taken” + “Wheels”
Tape B: “Sectionals” + “The Power of Madonna”
Tape C: “Laryngitis” + “Journey”

GREEK • Season 3 • ABC
Tape A: “The Wish-Pretzel” + “Friend or Foe”
Tape B: “I Know What You Did Last Semester” + “Your Friends and Neighbors”
Tape C: “Camp Buy Me Love” + “All Children Grow Up”

MODERN FAMILY • Season 1 • ABC
Tape A: “Pilot” + “Fizbo”
Tape B: “Coal Digger” + “Not in My House”
Tape C: “Hawaii,” + “Family Portrait”

UNITED STATES OF TARA • Season 2 • SHO
Tape A: “The Truth Hurts” + “Torando!”
Tape B: “Dept. of Fucked Up Family Services” + “Open House”
Tape C: “To Have and to Hold” + “From This Day Forward”

OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A COMEDY SERIES
30 Rock • Alec Baldwin • “Don Geiss, America and Hope”
The Big Bang Theory • Jim Parsons • “The Staircase Implementation”
Community • Joel McHale • “Physical Education”
Party Down • Adam Scott • “Party Down Company Picnic”
Party Down • Ken Marino • “Mash-Up”

OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN A COMEDY SERIES
Desperate Housewives • Felicity Huffman • “If”
Glee • Lea Michele • “Dream On”
Nurse Jackie • Edie Falco • “Pilot”
Party Down • Lizzy Caplan • “Constance Carmell Wedding”
United States of Tara • Toni Collette • “Torando!”

OUTSTANDING SUPPORTING ACTOR IN A COMEDY SERIES
Community • Danny Pudi • “Contemporary American Poultry”
How I Met Your Mother • Neil Patrick Harris • “Girls vs. Suits”
It’s Always Sunny in Philadelphia • Charlie Day • “The Waitress Is Getting Married”
It’s Always Sunny in Philadelphia • Danny DeVitto • “Mac and Charlie Write a Movie”
Modern Family • Eric Stonestreet • “Fizbo”

OUTSTANDING SUPPORTING ACTRESS IN A COMEDY SERIES
30 Rock • Jane Krakowski • “Anna Howard Shaw Day!”
Community • Alison Brie • “English as a Second Language”
Glee • Jane Lynch • “Throwdown”
It’s Always Sunny in Philadelphia • Kaitlin Olson • “The Gang Exploits the Mortgage Crisis”
United States of Tara • Rosemarie DeWitt • “Explosive Diorama”

OUTSTANDING DIRECTING FOR A COMEDY SERIES
Community • “Contemporary American Poultry” • Tristram Shapeero
Community • “Modern Warfare” • Justin Lin
Glee • “Dream On” • Joss Whedon
How I Met Your Mother • “Girls vs Suits” • Pamela Fryman
Nurse Jackie • “Pilot” • Allen Coulter

OUTSTANDING WRITING FOR A COMEDY SERIES
Community • “Contemporary American Poultry” • Emily Cutler & Karey Dornetto
Community • “Modern Warfare” • Emily Cutler
Party Down • “Constance Carmell Wedding” • John Enbow
South Park • “Dead Celebrities” • Trey Parker
United States of Tara • “Torando!” • Craig Wright

Amanhã, escolho os vencedores para cada categoria!
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