As Melhores Séries da Década

16 Novembro 2009 Louis Vidovix 5 comentários

Depois que o A.V. Club, um veículo internacional de responsa, publicou sua lista das 30 Melhores Séries da Década (que você confere clicando aqui), resolvi que era pertinente ressuscitar os tão amados top 10 do “Letters from Louis” com este mesmo tema. Adoro final de década porque sempre pipocam listas sobre os assuntos mais variados – os Melhores Filmes, as Melhores Interpretações, os Melhores Álbuns, os Melhores Livros, as Maiores Injustiças das Premiações e por aí vai. E como eu ainda era muito novinho no final da década passada, essa vai ser a minha primeira chance de listar tudo o que tenho direito. Aguarde o restante em breve.

Até lá, aí vão as melhores séries da década, na minha nobre opinião. Em ordem decrescente, para ficar mais emocionante:

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10. Veronica Mars (2004-2007)

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Série teen que combinava conflitos juvenis com investigações policiais que não deviam em nada para os programas sérios do gênero. Os diálogos eram cheio de referências cool, os personagens eram sempre bem aproveitados e os roteiros (quase) nunca caíam em clichês (e se o faziam, ao menos convergiam em boas soluções). Fora que a Veronica era super esperta, tinha um cabelo lindo, e formava com Logan Echols o melhor casal do planeta.

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9. Lost (2004-?)

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Levanta a mão quem nunca se irritou com “Lost”. Acho que só aqueles fãs cegos, que veneram todo e qualquer episódio da ficção criada por J.J. Abrams, esboçaram alguma reação. É fato consumado que “Lost” é uma série cheia de tropeços, com enrolações cansativas e desnecessárias que determinaram, ao longo dessas cinco temporadas (a sexta e última chega no ano que vem), o desligamento de muitos espectadores. Mas também não dá para negar sua qualidade, a eficácia de suas reviravoltas ou a empatia dos personagens. Já nasceu cult, destinada a ser muito imitada.

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8. Studio 60 on the Sunset Strip (2006-2007)

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Aaron Sorkin, a mente por trás de “The West Wing” (que também era genial, mas que não entra nessa lista porque não vi nem metade das temporadas), concebeu este drama esnobado pelo público médio, mas louvado pela crítica e por alguns milhares de seguidores. Centrado nos bastidores de um programa de humor, era um “30 Rock” dramático, com ótimo elenco e texto primoroso.

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7. Damages (2007-?)

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Reinventou as séries de tribunal ao se focar na profundidade dos personagens e numa narração fragmentada, cheia de surpresas escondidas. A própria Glenn Close, duas vezes ganhadora do Emmy por interpretar a inescrupulosa (mas nem por isso bidimensional) advogada Patty Hewes, garante que este é o papel de sua vida. Quem somos nós para discordar?

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6. Mad Men (2007-?)

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Não é aquela série que você vê e pensa: “Meu, que imperdível, tenho que ver o próximo episódio!”. É meio lenta, devagar, extremamente fina e totalmente desprovida de artifícios sensacionalistas. A uma primeira vista, parece muita forma para pouco conteúdo (porque a cenografia e reconstrução de época é tão boa que parece efeito especial). Mas é só dar uma chance que você vai perceber como tudo é meticulosamente planejado, como os personagens são matizados e como é interessante observar o mundo tão diferente de umas décadas atrás. Fascinante, teve ainda um episódio que entra – fácil, fácil – no top 3 dos melhores capítulos dos últimos dez anos (o décimo primeiro dessa terceira temporada).

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5. Battlestar Galactica (2004-2009)

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Sempre tive meus problemas com ficção científica, e foi “Battlestar Galactica” que me fez rever os conceitos. Graças à série, fui reduzido a um nível inimaginável de nerdice (fiquei louco pelas camisetas inspiradas nos cylons) e corri atrás de outras produções do gênero, no cinema ou na TV (só então fui apreciar a trilogia original “Star Wars”, por exemplo, que eu tinha ganhado em VHS, ainda criança, e deixado de lado). Subestimada por não fazer parte da grade das grandes emissoras, conseguiu notáveis indicações ao Emmy de Roteiro e Direção, além de prêmios técnicos para os efeitos especiais (revolucionários para um seriado). “So say we all!”

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4. The Wire (2002-2008)

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A primeira colocada na lista do A.V. Club está também no Livro dos Recordes como a série mais bem cotada de todos os tempos (no MetaCritic, tem um impressionante 9.8 de média). Tão boa quanto “Sopranos”, mostrava o cotidiano dos policiais de uma delegacia de Baltimore, a cidade mais violenta dos Estados Unidos (estou com um pé atrás, porque devo conhecê-la no ano que vem). Mas não eram oficiais como os das outras séries, que mais parecem modelos de pasta de dente, com empregos que possibilitam que digam frases espertas, daquelas que os roteiristas levaram a noite toda para formular. Eram pessoas com cara de gente, numa força que passava perrengue e dificuldades. Imperdível.

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3. Six Feet Under (2002-2005)

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Esta é a série da minha vida, mas não ganha a primeira colocação porque, numa análise fria e calculista, preciso admitir que teve algumas falhas graves no plot das temporadas intermediárias. Mas ainda posso fazer alguns elogios sem ressalvas – para começar, ao elenco, que é o mais assombroso já visto na TV. Menciono ainda alguns episódios isolados, em especial da quinta (e última) temporada. “Ecotone”, “All Alone” e o finale “Everyone’s Waiting” valem, por si só, mais do que temporadas inteiras de outras séries. Criada pelo Alan Ball, recém-premiado com o Oscar pelo roteiro de “Beleza Americana”, e idealizador da fresquíssima “True Blood”.

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2. The Sopranos (1999-2006)

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Começou em 99, mas se estendeu por grande parte desta década, o que a credencia a estar nesta lista. Até hoje o grande trunfo da HBO, “The Sopranos” narrava o cotidiano de uma família mafiosa, priorizando o desenvolvimento dos personagens tanto quanto a ligação de cada um com o crime. As consultas do chefão Tony (James Gandolfini) com a psicóloga (Lorraine Bracco) estão entre as cenas mais bem elaboradas da História. Dava até medo!

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1. Arrested Development (2003-2006)

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Ainda a comédia mais genial que já vi, seja por sua narrativa frenética (e realmente original), seja pelo excepcional elenco (que convencia perfeitamente como uma família desajustada). A continuidade é, sem dúvidas, a melhor de um seriado recente (nem “Damages” ultrapassa), e as metalinguagens que hoje “30 Rock” emprega com sucesso chegaram ao ápice da criatividade com “Arrested Development” (como exemplo, temos o merchandise escancarado e as citações sutis a outros programas de TV ou até ao sistema de transmissão da FOX). Desconfio que o criador Mitchell Hurwitz seja um gênio. Até Ron Howard, um cineasta de grande mediocridade, subiu quilômetros no meu conceito quando descobri que ele era um dos produtores executivos, e também o narrador onisciente (trabalho pelo qual não foi creditado).

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É isso. Ficou de fora “24 Horas” (inovadora, mas não acompanho, e mesmo se o fizesse não me vejo tirando nenhuma das minhas 10 finalistas para encaixá-la), “Friends” (minha sitcom do coração, mas que chegou já sem fôlego aos anos 2000), “Freaks and Greeks” (deliciosa e nostálgica, do comecinho da década), “30 Rock” (melhor comédia dos últimos anos) e “Family Guy” (a animação adulta mais legal). Quer apontar outras ausências? Compartilhe sua própria lista aí nos comentários.

CategoriasTV, Top 10

2012

15 Novembro 2009 Louis Vidovix 10 comentários

Não há dúvidas de que “2012″ seja o grande filme-catástrofe da temporada – mas também há um consenso de que ele é bem ruinzinho. Não é um blockbuster responsável, como prometiam os teasers e trailers lúgubres, que chamavam a atenção para uma suposta previsão religiosa confirmada pela ciência. Segundo essa profecia, o mundo chegaria ao fim no ano que serve de título: em Dezembro de 2012, os planetas se alinhariam e um abalo sísmico de proporções apocalípticas engoliria a Terra. O marketing em torno do filme estimulou o público a levá-lo a sério, sugerindo inclusive que buscassem maiores informações na internet.

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Mas é claro que tudo é balela, e o diretor Roland Emmerich (que já botou o planeta abaixo em “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”) não tem pretensões de ludibriar a humanidade. Percebe-se, porém, que também não tem pretensões de entregar um filme honesto, e contenta-se com a mediocridade. Há um problema gritante na dosagem do humor, tanto em seu roteiro quanto em sua direção. Os personagens perdem a vida mas não perdem a piada, e enquanto bilhões de pessoas morrem a sua volta (e que eles mesmos sofrem riscos inimagináveis), todos arrumam um tempinho para encaixar uma tirada sarcástica em sua fuga alucinada. Também se estabacam de tudo que é jeito, mas estão envoltos numa ampla margem de segurança, que garante que os protagonistas e coadjuvantes cheguem sãos e salvos até o ato final (onde aí sim começam a haver mortes relevantes, já que os tipos não são mais convenientes para o andamento da trama).

O elenco começa a ter problemas já em seu elo principal. Não tinha porque escalar John Cusack como mocinho, por exemplo. Além de pouco carismático, ele não tem a menor química com Amanda Peet, que faz a ex-mulher e mãe de seus dois filhos (me simpatizei muito mais com Tom McCarthy, o novo marido de Peet e padastro das crianças – uma curiosidade é que McCarthy é diretor e roteirista ocasional, tendo concebido os ótimos “O Agente da Estação” e “O Visitante”). Cusack não interpreta um oficial do governo ou agente secreto, e sim um escritor fracassado, que dirige limusines nas horas vagas por uma grana extra. É só um cidadão como os outros, forçado a fugir e a despertar seu heroismo quando tudo começa a desabar. Em meio aos terremotos e maremotos, “2012″ consegue se manter atualizado ao apresentar um Presidente americano negro (Danny Glover) e sua filha mulata Thandie Newton (que depois de “Crash”, provou ser mesmo uma canastrona). Chiwetel Ejiofor é o cientista que prevê a catástrofe e Oliver Platt, um burocrata de índole discutível.

As possíveis leituras religiosas são todas muito fracas. Espetaculares mesmo são os efeitos, que certamente ficarão entre os finalistas do Oscar, com possibilidade de ganhar. Aos brasileiros tem um charme extra: a destruição do Cristo Redentor, cena que aparece de relance num noticiário da TV, mas que estampa um dos pôsteres nacionais. Para quem consegue se desligar, tolerar os clichês e curtir sem culpa, a diversão é garantida.

.:. 2012 (Idem, 2009, dirigido por Roland Emmerich). Cotação: C-

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Grey’s Anatomy: Nova História

14 Novembro 2009 Louis Vidovix 17 comentários

“Grey’s Anatomy” vai indo bem, né? Ótimo, o nono episódio da sexta temporada. A começar pelo esperado retorno da Meredith ao hospital, depois de várias semanas de molho. Ellen Pompeo ainda está balofa pela gravidez, mas dedicada 100% à série. Já Katherine Heigl, a chata, fez uma pausa na gravação do novo filme para voltar por um episódio – ela vai ficar afastada por cinco, mas não-consecutivos.

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Izzie aparece no Seattle Grace com um antigo professor do colegial que tem demência (o sempre sensacional Joel Grey, astro da Broadway e ganhador do Oscar por “Cabaret”). Ele é tratado por Derek e o Mercy-Wester de nariz enrugado (sim, aquele que participou do caso que levou à demissão dela), e consegue uma cirurgia “pró-bono”, gratuita. Em parte porque Izzie joga na cara do Chief que doou oito milhões de dólares para a construção de uma clínica no hospital. Boa, Iz. Sua participação só serviu mesmo para baixar a bola do bundão do Chief. Com o Alex ela mal conversou. Os dois ficaram se evitando pelos corredores, para chegar à conclusão de que estão igualmente magoados um com o outro. E que ainda precisam passar um tempo afastados (não que ela tenha dado alguma opção: se mandou de volta para o trailer da mãe no final do capítulo).

Entrementes, Cristina conhece a nova atendente cardiológica do hospital, trazida pelo Owen especialmente para ela. Teddy, uma médica com quem ele serviu no Iraque, é interpretada por uma das amigas da finada “Lipstick Jungle” (não sei o nome e tenho preguiça de procurar, mas não é a Brooke Shields nem a mestiça que está em “Eastwick” – é a outra). A mulher parecia super simpática (e gosta de dançar na chuva, adorei!) e se mostrou competente, mas é claro que os roteiristas tinham que encafonar a coisa e reduzir a idade mental dos personagens ao intelecto de alunos de colegial no cio. Assim, Teddy tem uma queda pelo Hunt, e um triângulo amoroso vai claramente se delinear entre os dois e Cristina. Sono. Pior mesmo foi Izzie dizendo para o narigudo: “Faça o exame ou eu vou contar para aquela cadela ruiva que você a ama”. Sério, quantos doze anos eles tem?

A estrela do episódio foi Bailey, finalmente! Ela andava meio de lado, mas teve chances de mostrar serviço. Para começar, com a nova participação da Adele, a mulher do Chief, que pensava que o marido a estava traindo com a Miranda (ri muito com aquela história de “esposa no trabalho” e “marido no trabalho”, porque é a mais pura verdade). Depois encobrindo a merda que o Chief tinha feito numa das cirurgias. Fala sério, esse homem é muito incompetente. Um dinossauro pior que aquele que a Faye Dunaway interpretou na temporada passada. No finalzinho ficou claro que essas cagadas estão sendo causadas pela bebida (ele era alcoólatra e está tendo recaída frente às pressões recentes). Que se exploda, viu. Vou te contar…

No mais, as músicas casaram com perfeição a cada cena. Como há muito não se via, e como ainda não tinha acontecido nessa sexta temporada. Estou satisfeito!

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O infame Fama

13 Novembro 2009 Louis Vidovix 14 comentários

Fracasso de bilheterias nos Estados Unidos, a refilmagem de “Fama”, o famoso musical de 82, está fadada também ao desprezo dos brasileiros. A começar por ter estreado em poucas salas, já que a distribuidora PlayArte é assumidamente a pior do país. Mas não saímos perdendo. O resultado é, de fato, bastante ordinário e açucarado, mais próximo das banalidades de “High School Musical” do que de sua fonte de inspiração (que por sua vez já não era grande coisa; apenas contava a história com certa coragem, mostrando o uso de drogas e escancarando a homossexualidade de certo personagem). Nada disso acontece aqui: todo mundo é muito bonzinho, politicamente correto, careta. Sequer falam palavrão (seria um escândalo alguém dizer “fuck”, a palavra mais pesada da língua inglesa, de forma que ela é sempre substituída pelo sinônimo mais brando “screw”).

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Advém daí um conto de fadas quadrado, ambientado na prestigiada High School of Performing Arts – um colégio de Nova Iorque muito requisitado, onde os alunos estudam canto, dança e interpretação além das matérias tradicionais. Não à toa, muita gente famosa veio de lá. Eles tentam deixar claro que o local não é um atalho para o sucesso, mas no final se contradiz. Quase todo mundo dá certo ou termina bem encaminhado (até quem se dá mal continua otimista). Os personagens são tipos mal resolvidos. Tem uma garota black com vozeirão, mas seus pais querem mesmo que seja pianista clássica; tem uma ingênua aspirante à atriz que, pelo que demonstra nas atividades em aula, não teria condições de ser aprovada nem mesmo na Oficina de Atores da Globo, que dirá numa escola de tamanho cacife; tem um galã cantor de voz afeminada que se apaixona pela pretendente a atriz; tem um bailarino gay vindo do interior para perseguir seu sonho (mas sua sexualidade fica implícita só nos trejeitos, porque o roteiro foge de contravenções como o diabo da cruz); tem um negro da periferia que perdeu a irmãzinha num tiroteio e que agora quer emplacar como rapper ou “performer”; tem um aspirante à cineasta cult que está sempre registrando tudo com a câmera, e assim por diante.

Nenhum desses jovens atores demonstra maior talento – o show fica por conta dos dançarinos profissionais, que surgem como meros figurantes nas apresentações. Os veteranos se saem melhor – dos ótimos Kelsey Grammer e Bebe Neuwirth à sempre brilhante Megan Mullally, a Karen de “Will & Grace” (que tem direito a um solo, onde demonstra que é afinada, apesar de seu timbre esquisito). Nada que compense, no entanto, essa xaropada adocicada, altamente desaconselhável aos cínicos e diabéticos.

.:. Fama (Fame, 2009, dirigido por Kevin Tancharoen). Cotação: D-

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Está na hora de rever seus conceitos

12 Novembro 2009 Louis Vidovix 14 comentários

Estava vendo “Dexter” quando ocorreu aquele infame blecaute em São Paulo e em outras regiões do Brasil (e do Paraguai). Continuei enquanto a bateria do meu laptop durou, e só depois que o susto passou, pude conectar a máquina à uma fonte de energia e terminar de assistir. Foi quando percebi que só restava um episódio a ser visto, o de “Brothers & Sisters”, que eu tinha baixado na noite de Domingo e adiado até então. Tamanha a chatice que anda a vida da família Walker.

Os malas

Tinha chegado ao meu limite e decidi dar uma última chance – se o episódio fosse mala como os anteriores, abandonaria de vez. A vida é muito curta pra gente ver série que não nos diz nada. Em algumas eu até insisto pelos bons tempos, tipo “Desperate Housewives”, que anda mal das pernas, mas que já foi a minha série favorita no universo (a ponto de eu dormir na casa dos meus avós toda Quinta-feira para gravar a primeira temporada, quando ia ao ar no Sony!). Por “Brothers & Sisters” nunca tive um amor incondicional, e posso admitir, quase sem dor no peito, que a série está uma merda. Não se vê mais o núcleo central interagindo lindamente e com bons resultados cômicos. Sobram tramas ridículas como o sinistro novo irmão Ryan tramando contra a empresa do falecido pai biológico para se vingar pelo suicídio da mãe, ou o momento “Laços da Ternura” que Kitty está vivendo (o que foi ela considerando um tratamento espiritual? Será que os roteiristas não lêem em voz alta o que escrevem?). Cansei. A série chegou a um ponto insuportável e percebi que iria largar antes mesmo do capítulo terminar.

Empolgado pela coragem repentina, reavaliei a minha longa agenda televisiva e percebi que também posso abrir mão, sem arrependimentos, das seguintes séries:

- “Bored to Death”: O elenco é legal, mas não consegui chegar ao final do primeiro episódio dessa nova comédia da HBO (ou encontrar qualquer elemento humorístico, para começo de conversa). Sequer a coloquei na página das Séries.

- “Californication”: Está difícil insistir sem Natascha McElhone. Hank Moody, outrora um protagonista sexy e malandro, virou uma caricatura só – e David Duchovny não faz nada para evitar a canastrice. Fora que a degradação física de Kathleen Turner está me incomodando seriamente, e que a rebeldia da filha do (anti) herói foi super planejada para chocar. A quem, eu pergunto?

- “FlashForward”: Quanto mais eu me lembro do sétimo episódio, mais eu bocejo. Vou experimentar largar. Aposto que se não baixar nenhum outro episódio além do season finale, não só vou dar conta de entender tudo, como também vou escapar da enrolação e dos personagens bocós.

- “Hung”: A série que traz Thomas Jane como gigolô encerrou sua primeira temporada há alguns meses, e percebi de imediato que não faria falta na minha vida. Não esperem meus comentários sobre a segunda.

- “In Treatment”: Essa é inovadora e bem escrita, mas precisa ser vista com calma e em horário fixo. Do jeito que eu costumo assistir não funciona. Tem pacientes muito especiais, mas outros bem irritantes, e Gabriel Byrne precisa aprender a articular suas falas com urgência.

- “Nurse Jackie”: Começou como uma das grandes promessas do midseason. Vi uns cinco capítulos e paguei pau para o talento de Edie Falco, mas nada de especialmente interessante acontecia. A personagem tão cabulosa do primeiro episódio foi se revelando mais plana do que aparentava, e nenhum coadjuvante valia o esforço. Tchau, Edie.

- “The Middle”: Cheguei a escrever aqui sobre a nova série da Patricia Heaton, que parecia uma comédia familiar honesta, muito favorecida pelo garotinho que interpreta o filho caçula. Mas fui precipitado ao considerá-la um bom programa. É discutível e esquecível. Larguei.

- “V”: Já comentei num dos posts passados que não continuaria acompanhando. O Piloto já foi constrangedor o suficiente.

Pronto. São nove séries a menos (dez, se “Nip/Tuck” não me convencer neste quinto episódio – que ao menos pelo promo parece sensacional). Mesmo assim, a agenda televisiva continua inflada – mas quem sabe não sobre tempo para começar coisas novas? Os leitores tem falado muito bem daquela “The Good Wife”, e eu ainda preciso terminar os DVD’s de “West Wing”.

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Jogos Mortais VI

11 Novembro 2009 Louis Vidovix 10 comentários

O primeiro “Jogos Mortais” custou o equivalente a uma passagem de ônibus, mas foi crescendo pelo boca-a-boca e se tornando um sucesso de bilheteria. Era uma questão de tempo até que a mesma equipe se reunisse para uma continuação – e como manda a regra, a sequência surgiu às pressas, mais espalhafatosa e menos coerente. Até o presente momento, foram feitos seis volumes da série, com planos de prosseguir com a brincadeira enquanto os produtores continuarem no lucro. O que não muda o fato de que o saldo de muitas dessas continuações seja um lixo.

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Na primeira parte, dois homens que não se conheciam acordavam acorrentados num banheiro imundo, para se perceberem envolvidos no jogo de um serial killer – que não matava com as próprias mãos, mas colocava as vítimas sob extrema pressão psicológica e as fazia lutar pela sobrevivência com uma garra inimaginável. Tenso, lancinante e claustrofóbico, o filme tinha ideias interessantes e reviravoltas inesperadas. Já as partes posteriores se esqueceram do conceito central e se focaram apenas nas surpresas que a trama guardaria para o final, sem se importar se estas seriam convincentes ou não. Também apostaram em armadilhas mirabolantes para as próximas vítimas do assassino Jigsaw (que ganhou o rosto pontudo e macabro de Tobin Bell). O maior atrativo passou a ser o “gore” – o sangue e a violência, os membros dos personagens sendo decepados, e a dor alheia que parece dar tanto prazer ao público. A mim, esses artifícios só provocam caretas e asco. É fácil apontar, portanto, a irregularidade dos capítulos dois e quatro, ou o fiasco absoluto das partes três e cinco. Mas insisto nos filmes, vendo alguns nos cinemas e outros em DVD, porque sempre acabo caindo nos truques dos sádicos roteiristas (elementos dos capítulos anteriores sempre são resgatados com novo sentido nas sequências).

O sexto “Jogos Mortais”, em cartaz desde Sexta-feira nos cinemas brasileiros, fica num meio-termo. É trash e forçado, mas esquemático e bem bolado, com as reviravoltas mais críveis desde a primeira parte. Jigsaw, morto no final do terceiro, continua aparecendo em flashbacks e deixando seguidores (o policial Hoffman, que no quinto filme incriminou o Luke de “Gilmore Girls” pelos seus atos). O torturado da vez é o agente de uma companhia de planos de saúde que negou cobertura ao Jigsaw quando este tinha câncer. Fazem-no passar por seis provas mortais, para extrair uma lição de cada uma delas. Com a mesma montagem pobre e frenética dos capítulos passados, foi dirigido justamente por um montador, o desconhecido Kevin Greutert. Se esse é seu baile, vá lá. Carnificina é o que não vai faltar!

.:. Jogos Mortais VI (Saw VI, 2009, dirigido por Kevin Greutert). Cotação: C-

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Só séries

10 Novembro 2009 Louis Vidovix 18 comentários

Recuperando o atraso provocado pela Mostra, aí vai um resumo das outras séries que acompanho:

- A novata “FlashForward” é uma ficção sobre um blecaute momentâneo que faz com que o planeta inteiro tenha flashs de suas vidas, seis meses no futuro. O Piloto foi super legal, mas desdobramento dessa premissa tem deixado a desejar. O quarto e quinto episódios foram pavorosos, o sexto um pouquinho melhor, o sétimo novamente ruim. As comparações que já faziam com “Lost” não demoraram a ir por água abaixo. Em termos de qualidade, “FlashForward” está degraus abaixo.

- Outra estreia super badalada, “V”, mostra a chegada de alienígenas pacíficos à Terra – só para a protagonista, uma agente do FBI interpretada pela Elizabeth Mitchell (Juliet de “Lost”), descobrir que essa vinda é cheia de segundas intenções, e que já existiam vários extraterrestres camuflados à raça humana. O tema me interessa, mas o primeiro episódio entrega muito logo de cara (e ainda consegue a proeza de ser arrastado)! Os efeitos também são discutíveis, e ficam devendo feio para os de “Battlestar Galactica”. O voo de uma certa mini-nave, por exemplo, tinha a mesma desenvoltura do voo da Bruxa Baratuxa no “Chapolin”. Não vou continuar acompanhando.

- A melhor estreia é, disparado, a comédia “Modern Family” – que ao contrário da cada vez mais mala “The Middle” não é pra ser vista com a família. Fala de três núcleos familiares excêntricos, mas de forma ácida, impiedosa e adulta. O estilo de falso documentário empregado em “The Office” é utilizado com maestria, e o elenco é um show à parte.

- “Glee”, no entanto, é a estreia que mais me empolga, e talvez a série que mais me deixe ansioso pelo próximo episódio. Retorna nessa Quarta-feira nos Estados Unidos, depois de um hiato de duas semanas. Entrementes, estreou pra valer na TV Paga do Brasil, pela FOX. Jane Lynch, a Sue, super merece um Emmy.

- O Showtime já foi melhor. Seu carro-forte “Dexter” não me empolga como antes, em parte porque a nova temporada está repetindo fórmulas que já vimos antes (ou então porque a esposa Rita anda um pé no saco, ainda mais chata que de costume). E “Californication” se divide entre o bacana e o exagerado. David Duchovny está partindo pra canastrice, e a participação da Kathleen Turner, cada vez mais inchada e debilitada, está dando pena.

- O melhor drama do momento continua sendo “Mad Men”. Sempre considerei “Damages”, com a Glenn Close, um fio de cabelo acima, mas a terceira temporada da série sobre os publicitários dos anos 60 me fez rever os conceitos. Encerrada no último Domingo, teve um dos melhores episódios que já vi na vida (o décimo primeiro, com uma sequência de tirar o fôlego entre Jon Hamm e January Jones), e reforçou a minha impressão de que a secretária Joan é uma das melhores personagens femininas da TV. A atriz Christina Hendricks brilha!

- Já as minhas comédias favoritas, “30 Rock” e “Family Guy”, tiveram começos de temporada irregulares, mas parecem estar voltando aos trilhos nos episódios recentes. A primeira se redimiu de qualquer falha ou pretensão com a participação da veterana Betty White.

Dúvidas cruéis. O que abandonar? O que continuar vendo? Aceito sugestões.

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As Anatomias que faltavam

9 Novembro 2009 Louis Vidovix 23 comentários

Como os leitores cativos do blog já sabem, a Mostra de Cinema de São Paulo impediu que eu me focasse em qualquer outra coisa nas últimas semanas, e a enxurrada de posts diários tomou emprestado o espaço sagrado de “Grey’s Anatomy”. A verdade é que devo muito à série, visto que foi graças ao último episódio da quinta temporada que o “Letters from Louis” se tornou o que é: uma referência sobre o assunto, com seguidores fieis que se reúnem semanalmente aqui para debater os capítulos. Não vou deixar ninguém na mão: vou comentar, com prazer, os três episódios que ficaram faltando – o sexto, o sétimo e o oitavo da nova temporada.

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6.06

Adianto que gostei muito dos dois primeiros. “I Saw What I Saw”, o de número 6, foi o pioneiro dentre os mais de cem episódios sem a presença de Izzie Stevens (Katherine Heigl está gravando um filme e pediu para se ausentar). Na época que essa notícia foi divulgada os fãs da atriz e personagem espernearam, mas eu fui blasé. Disse categoricamente que ela não faria muita falta. E não está fazendo mesmo. Viu só como não era implicância minha? A série não é e nunca será “Steven’s Anatomy”. Por outro lado, não sei como as coisas caminhariam sem a Meredith – gostem ou não da personagem, ela é o elemento que faz “Grey’s” ser “Grey’s”! E sua narração é indispensável, apesar de ocasionalmente outros personagens assumirem a função. Mas para acomodar a trama à gravidez da atriz Ellen Pompeo, Meredith doou o fígado para o pai no episódio 4, e continua em recuperação até o oitavo. Pois é, o pós-operatório mais longo de todos os tempos – primeiro ficou de molho no hospital e agora continua de repouso em casa. No episódio 6, aparece basicamente no começo e no final, mas sua narração onisciente ainda está lá. Já no sétimo, ela divide alguns momentos com Derek – os fãs do casal MerDer estão se deliciando com essa sexta temporada, onde os dois estão numa melação só. Derek, aliás, tem uma ênfase enorme no capítulo, a ponto de narrá-lo. Patrick Dempsey, no entanto, não está especialmente bem. O grande nome masculino do elenco sempre foi – e continua sendo – Justin Chambers: agora, com o Alex desesperado pela partida abrupta da Izzie, ele está tendo chances inéditas de brilhar.

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6.07

No sexto episódio, a mesma ação é narrada sob vários pontos de vista, enquanto o Chief e dois membros do Conselho tentam encontrar o responsável pela negligência que custou a vida de uma paciente. Uma estrutura não muito original, mas empregada com perfeição. O resultado é tenso e eletrizante, ainda que sem muita cara de “Grey’s”, uma série sempre focada nos personagens. Mas acho válido darem ênfase à medicina de vez em quando. Já no seguinte, apesar do clima tenso continuar – Derek vai operar um funcionário do hospital sem o consentimento do Chief -, foi mais puxado para o humor. Teve ao menos um momento hilário, quando Lexie e Cristina, prestes a enfrentar cirurgias de mais de doze horas, entram na sala de operação usando fraldões! Uma curiosidade é que Chandra Wilson foi a diretora do capítulo, estreando atrás das câmeras (David Schwimmer, o Ross de “Friends”, também começou assim, dirigindo vários episódios da série em que atuava – e hoje está se saindo super bem na função, mais especificamente em peças de teatro). No próximo e mais inferior, a família de um garoto doa milhões ao hospital em nome da Arizona – que é, de fato, a mais madura ali. Tiveram, no entanto, tramas paralelas discutíveis – como o casal Cristina & Owen mais uma vez se desentendendo (estão perdendo aos poucos toda a minha simpatia) ou Alex segurando um bebê prematuro durante dias. Ele não come? Não bebe água? Não faz xixi e cocô? Será que também estava usando fraldão?

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6.08

Quanto aos novos personagens, continuo não suportando. Uma delas foi demitida no final do sexto capítulo (beijo-tchau), e os que ficaram continuam se espezinhando com a turma antiga. Houve, porém, a tentativa de humanizar uma residente novata, que tentou consolar o Alex no capítulo 7 e que escancarou que tem uma queda por ele no episódio 8 – o que não a redimiu em nada aos meus olhos. O mulato de olhos claros, muito sacana, também roubou um beijo da Cristina. Apesar dos pesares, tenho que admitir: a sexta temporada não está um desastre. É bem capaz que se encerre com saldo positivo, caso continue nesse ritmo. Os fãs agradecem.

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Avenida Q

8 Novembro 2009 Louis Vidovix 11 comentários

avenida

Não se deixe enganar pelos bonecos fofinhos: “Avenida Q” não é um espetáculo infantil. É um musical que aborda, entre outros tópicos, racismo, homofobia, falta de sexo, insatisfação com o emprego e problemas financeiros – sempre priorizando o lado politicamente incorreto das coisas. Importada da Broadway, onde está em cartaz há mais de seis anos (tendo ganhado, logo na primeira temporada, o Tony de Melhor Musical), a peça ganha excelente roupagem nacional, com excepcional elenco e boas traduções das canções. Tentam adaptar, também, algumas das piadas para aproximá-las do público brasileiro – o que nem sempre tem resultado inspirado, mas nada que comprometa o prazer da experiência. Antes de vir para São Paulo, a montagem passou pelo Rio e recebeu cinco indicações ao Prêmio Shell carioca (inclusive nas categorias de Direção, Ator e Atriz, um feito inédito para um musical). Nada mais merecido. Os indicados André Dias e Sabrina Korgut dão o sangue no palco! Aprenderam a manipular com perfeição os bonecos a que dão vida, e cantam que é uma beleza, modificando o tom de voz para se revezar entre personagens diferentes. Na mesma função complicada estão Fred Silveira, Renata Ricci e Gustavo Klein, também excelentes. Já Mauricio Xavier, Renato Rabelo e Carla Matsumoto (essa última substituindo Cláudia Netto) ficaram com os únicos papeis “humanos”. O resultado é irresistível. Podem esperar por cenário e iluminação caprichados, e canções hilárias que, por trás da avacalhação, carregam certa verdade. Não há dúvidas de que você vai se identificar com alguma daquelas histórias malucas!

.:. Avenida Q (Teatro Procópio Ferreira. Rua Augusta, 2823. Tel: 11 3083-4475. Quinta a sábado, às 21h; domingo às 19h. Até 6 de Dezembro). Cotação: A+

PS:

- Feliz aniversário, querido Louis.

- Obrigado, querido leitor.

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Resumo da ópera

7 Novembro 2009 Louis Vidovix 10 comentários

Catorze dias e vinte e dois filmes depois, encerro minhas atividades na 33a Mostra de Cinema de São Paulo. Quem perdeu tem a chance de ver, até a próxima Quarta-feira, os filmes mais bem cotados pelo público no sistema de repescagem (o Bombril e o CineSesc continuam fechando as salas para o evento). E a quem se interessar, aí vai o saldo das mais de duas dezenas de filmes vistos por mim.

 

* Melhor Filme

fita

- A Fita Branca

 

* Melhor Direção

haneke

- Michael Haneke, “A Fita Branca”

 

* Melhor Roteiro Adaptado

education

- Nick Hornby, “Sedução”

 

* Melhor Roteiro Original

mother2

- Eun-kyo Park, Joon-ho Bong e Wun-kyo Park, “Mother”

 

* Melhor Ator

ben

- Ben Wishaw, “Brilho de Uma Paixão”

 

* Melhor Atriz

carey

- Carey Mulligan, “Sedução”

 

* Melhor Ator Coadjuvante

fish

- Michael Fassbender, “Fish Tank”

 

* Melhor Atriz Coadjuvante

imelda

- Imelda Staunton, “Aconteceu em Woodstock”

 

Voltamos em breve com nossa programação normal. Na fila, textos sobre “Avenida Q”, as séries novatas “FlashForward” e “V”, e as resenhas atrasadas dos episódios de “Grey’s Anatomy”!

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